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"Após o sucesso de seu álbum de estréia, o trio começou a fazer vários shows, turnês, e assinou com a Mercury Records, sua primeira gravadora. Mas acabou surgindo uma preocupação: A saúde de John Rutsey, o baterista, que sofria de diabetes. Acabou que o baterista saiu da banda “pelo bem de sua saúde” segundo o empresário Ray Danniels. Enquanto isso, um jovem chamado Neil Peart estava trabalhando em uma loja com seu pai, eis que surge um Corvette branco. Eram os agentes da banda. Ele foi chamado para um teste, impressionou Geddy e Alex e virou o novo baterista da banda.
Naquele cara estranho, os outros dois integrantes viram que ele podia ser um excelente letrista, então a partir daí, Neil foi encarregado de cuidar das letras da banda. A maioria delas tratava de temas místicos, batalhas (como veremos a seguir, em “Beneath, Between & Behind” e também em “By-Tor and the Snow Dog”). Com as letras de Neil e as músicas de Geddy e Lifeson, a banda foi ao estúdio criar o seu segundo álbum de estúdio, "Fly By Night".
“Anthem” é agressiva, pesada. Acabaria por se tornar um dos maiores sucessos do disco. As mudanças líricas já são evidentes. Geddy falou no documentário “Beyond a Lighted Stage” que era difícil falar todas aquelas palavras, sendo que a maioria ele não conhecia. Enfim, o que importa aqui é a música, então vamos analisá-la. Todo o peso das guitarras de Lifeson, junto com a energia de Geddy e seu baixo, além da agressividade de Neil na bateria acabaram por criar uma melodia que agrada aos ouvidos. Um hard rock setentão de primeira.
“Best i Can” dá seguimento ao play, uma música que poderia muito bem integrar o primeiro álbum da banda. A influência de bandas como Led Zeppelin já citada na ultima resenha é claramente vista nessa música. Mas eu particularmente não gosto muito nela, mas é uma boa música. É só questão de gosto.
"Beneath, Between & Behind” é pesada, agressiva, e todas essas coisas de hard rock dos anos 70, mas eu quero chegar em outro ponto. A letra. É a primeira música do Rush com um tema principal, o que seria mais aprofundado nos anos seguintes. A letra fala sobre acontecimentos na idade média. Agora para e pensa, você vê isso com quanta frequência em letras de bandas de hard rock?
“By-Tor and the Snow Dog” é uma música muito importante, pois marca a entrada do Rush no mundo do progressivo. Neil Peart dividiu a letra em quatro peças.
Primeira peça: At The Tobes of Hades
Segunda peça: Across the Styx
Terceira peça: Of the Battle
Quarta peça: Epilogue
A letra fala sobre a batalha entre By-Tor, um príncipe das trevas, e Snow Dog, um jovem e bravo... cachorro! Após ver uma briga entre dois cães de um roadie da banda chamados By-Tor e Snow Dog, a imaginação de Neil fluiu, e criou esta fantástica música.
Não há nenhuma diferença entre a primeira e a segunda peça musicalmente. É apenas um hard rock normal, até chegarmos a terceira peça, a instrumental “Of the Battle”, onde o som se torna complexo, típico de rock progressivo. O riff principal da música retorna na quarta peça, onde Snow Dog vence a batalha contra By-Tor e salva o mundo. Grande Neil…
“Fly by Night” é um clássico, o maior sucesso do álbum e com certeza uma das melhores músicas do Rush. Perdi a conta de quantas vezes eu já ouvi a música, mas foram tantas, que desencantei-a do meu ouvido.. Mas mesmo assim não deixa de ser uma grande música. Destaque para o fantástico solo de Lifeson.
“Making Memories” é uma boa música, uma bela levada country e uma belíssima letra. Infelizmente é uma das músicas mais esquecidas pela banda, deveria estar presente em mais shows. “Rivendell” é uma balada linda, outra bastante esquecida pela banda. A letra é baseada no livro Senhor dos Anéis! Essa letra fantástica junto a uma melodia tão linda acaba se tornando uma das melhores do disco.
E o álbum acaba em grande estilo, com uma das melhores baladas da banda, “In the End”, uma letra linda (uma das únicas músicas do disco cujas letras não foram compostas por Neil), uma música que aos poucos se torna pesada e agressiva. Outro clássico esquecido pela banda.
Não é o melhor álbum do Rush, mas também é exagero dizer que esse álbum é ruim."
Arranjos e Regência: Claus Ogerman Gravado no Columbia Recording Studios, New York, de 16 a 23 de outubro de 1975 Engenheiro de som: Frank Laico
Seção rítmica em "Bôto", "Lígia", "Correnteza" e "Ângela": Antonio Carlos Jobim (Fender Rhodes piano, vocal) Ron Carter (baixo) João Palma (bateria) Ray Armando (percussão)
Acompanhamento vocal em "O Bôto":Miucha
"Jereba é urubu importante como, aliás, todo urubu. Mas entre eles, urubus, observam-se prioridades. E esse um é o que chega primeiro no olho da rês. Sem privilégios. Provador de venenos, sua prioridade é o risco. O que ele não toca é intocável. Jereba é urubu importante e por isso ganhou muitos nomes. Peba. Urubupeba. Urubu Caçador. Achador. Urubu Procurador. Urubu de Cobra. Urubu de Queimada. Camiranga. Urubu de Ministro. De cabeça Vermelha. Urubu Gameleira .Urubu Peru. Perutinga. Urubu Mestre. Cathartes Aura. Não confundir com Urubu Rei. Nem é Urububu. Não tem pompas, nem é tão igual assim. Só se parece consigo mesmo. Não é Urubutinga. Nem Urubu do Mar, Carapirá. Nem o de Cabeça Amarela, nem o famoso Urubu Chacareiro, que voa baixo sobre chácaras e quintais, só come manga e não existe. É mentira de caçador perna-de-pau, de cadeira de balanço, de aposentada carabina. Nem mera citação de nomes - Urubu Sonho. Nem conotação de azar - Urubu Morcego. Na verdade não és culpado da nossa devastação. Corcovado de duas corcovas, solenes ombros altos de tanta asa sobrante, as mãos cruzadas às costas, narinas conspícuas vazadas, grave, ministro de assuntos impossíveis, só tu sentas à mesa com o Rei. No chão não te moves bem. Fraco de pernas, maljeitoso, troncho, pousado és o mais feio dos urubus. Despropositado passarão. Matas com fezes ácidas a árvore onde dormes à espera do dia solar. E vem o dia, as termais e o vento, e a necessidade de voar. Dia velho, as asas aquecidas, o Jereba mergulha na piscina. Pé de serra, fim de baixada onde começa a ladeira e os contrafortes azulam na distância, o Jereba sobe na chaminé do dia. Urubupeba. As rêmiges das asas púmbleas, prata velha fosca, dedos de mão apalpando o vento, adivinhado tendências. Urubu Mestre. As grandes asas expandidas cavalgam as bolhas de ar quente emergentes da ravina. Tolo papagaio, tola pipa boiando no ar, não-querente, não desejo navegante, à deriva, à bubuia - pois sim! - preguiçoso atento dormindo na perna do vento. Esse sabe o que há de vir. Aquário do céu. Teu canto imita o vento. Hisss... As asas agora curtas, sobraçando trilhos de ar, pacote negro compacto, bico cravado no vento, velocidade feita letal, muro de azul aço abstrato - e adeus viola que o mundo é meu. Nas lentes dos olhos, a águia oculta y entrabas e salias por las cordilleras sin pasaporte. Urubu procurador. Urubu Achador. Que sabes do alto o que se esconde no chão da mata virgem e dos muitos perfumes que sobem do mundo. Eterno vigia de um tempo imperecível. Guardião de dois absurdos. Nos vetustos paredões de pedra, esculpidos pela millennia, dorme de perfil um urubu. A vida era por um momento. Não era dada. Era emprestada. Tudo é testamento"
(Texto da contracapa - Antonio Carlos Jobim)
Disco e capa em excelente estado. Edição de 1989. Saindo por R$ 20,00
""The Southern Harmony And Musical Companion" é o segundo álbum da banda, lançado em 1992, seu maior sucesso comercial e um clássico. Para este, a banda integrou a criatividade crua do aclamado guitarrista Marc Ford (Burning Tree) para o seu estilo, o que acarretou numa sonoridade diferente de seu debut (o também clássico "Shake Your Money Maker").
E se este último era mais sincopado, altivo e até de mais fácil acesso que seu sucessor, "The Southern..." (preguiça é foda) é a prova viva da habilidade da banda em conseguir misturar o espírito das jam sessions (como na nauseante "Sometimes Salvation") com uma capacidade natural, quase espontânea, de ser melódicamente original e, principalmente, de demonstrar uma força e segurança em sua proposta como poucas bandas assim o conseguem (as psicodélicas "Thorn In My Pride" e "Sting Me" são bons exemplos). O álbum também apresenta uma maravilhosa versão de "Time Will Tell", de Bob Marley, cujo Chris Robinson é fã.
Já o primeiro single do álbum, a devastadora "Remedy", foi na época considerada pela crítica especializada como uma das mais perfeitas músicas já feitas e, de fato, trata-se de um exemplo inquestionável de habilidade técnica amarrada a um notável conjunto harmônico de composição e arranjo. Foi o grande sucesso desta também, o principal motivo para a banda ficar em primeiro lugar nos EUA e segundo lugar na Grã-Bretanha na lista de discos mais vendidos do ano, confirmando o seu status de uma das maiores bandas da década, pois até então, tratava-se apenas mais uma promessa a ser firmada."
"Esqueça tudo sobre Velvet Underground ou Syd Barrett. Os sujeitos mais injustiçados de toda a história da música pop foram do quarteto The Monkees. Os termos que a imprensa usa hoje (hype, armação, etc) foram usados por veículos musicais sérios para definir o grupo como uma cria do estúdio Columbia, que em 1965 selecionou - entre mais de quinhentos candidatos - quatro mancebos para estrelarem uma série de TV nos moldes dos filmes A Hard Day's Night e Help!, dos Beatles, para o cobiçado papel do conjunto de rock: Mickey Dolenz (bateria/voz), David Jones (guitarra/voz) , Peter Tork (baixo/voz) e Michael Nesmith(guitarra/voz).
O seriado estreou em 1966 e detonou uma verdadeira monkeemania, que se estendeu aos discos. Nos dois primeiros, The Monkees (1966) e More of The Monkees (1967) eles só cantavam, acompanhados por músicos de estúdio. As canções eram de proveteiros como Neil Diamond, David Gates, Tommy Boyce e Bobby Hart. Só que, impulsionados pela maluquíssima série de TV (produzida pelo não menos maluco Bob Rafelson) - que tinha entre seus fãs confessos ninguém menos que Mr. Frank Zappa, o qual, diga-se, teve participações especialíssimas em diversos episódios - , os álbuns grudavam feito pixe nas paradas, para ódio dos críticos-cabeças, que viam neles algo tão relevante quanto, digamos, o desenho Os Impossíveis.
A situação não agradava a banda que, junto ao sucesso que obtia, exigia liberdade para tocar e compor como gente grande. Largaram de seus produtores e lançaram Headquarters (1967), decidindo sobre toda a elaboração do disco. Ganharam a admiração de Frank Zappa ("Pelo menos são bem produzidos", disse o saudoso Mr Z), Jack Nicholson (roteirista de Head - no Brasil batizado como Os Monkees Estão à Solta), James Frawley e outros desqualificados sociais.
Foi aí que se viram com a liberdade de conceber a maior bizarrice que um grupo dito "descartável" jamais ousou lançar: o álbum Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones, Ltd. A maioria das faixas eram na tradição do acid rock, tipo Jefferson Airplane e Grateful Dead, recheadas com vinhetas esquisitas e instrumentação atípica. "She Hangs Out" tinha aqueles tecladinhos vagabundos com os quais os Charlatans sonham toda noite; "Cuddly Toy" era psicodelia light, tipo A Fantástica Fábrica de Chocolate. "Words" era psicodelia de verdade, lembrando 13th Floor Elevators (!).
As baladas estavam entre as melhores do grupo: "Hard to Believe" (parecia um Neil Diamond descontrolado) e "Don't Call On Me" (com clima de happy hour para casais freaks apaixonados). "Pleasant Valley Sunday", o grande hit, foi regravada por Wedding Present e Magnapop. "Daily Nightly" tinha rajadas de sintetizadores (aqui usados com pioneirismo histórico) e órgãos Hammond alucinados, construindo o fundo para a voz de Dolenz. "Star Collector" fechava o disco num clima fantasmagórico, tipo Scooby Doo.
Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd foi o grande disco deles. A série de TV acabou em 1968 e eles fizeram o filme Head (também dirigido por Rafelson), tão biruta e experimental que foi um grandioso fracasso. Tork saiu do grupo que, como trio, gravou mais dois álbuns, antes de notar que a mágica e a espontaneidade eram coisas do passado.
Em 1986 Jones, Dolenz e Tork fizeram Pool It! e a turnê Happy Together - de encomenda para velhinhas saudosistas - numa das mais constrangedoras jogadas da história. Nesmith preferiu preservar os Monkees na memória, certo de que estarão sempre vivos com sua fama nos anos sessenta, de famosos bubblegummers psicodélicos."
Disco e capa em excelente estado, impecável (único dono... rs). Importado USA. Edição de 1986. Saindo por R$ 50,00
Living In The Material World (1973) foi o 4º disco da carreira-solo de George Harrison. Antes dele vieram: Wonderwall Music (68), Eletronic Sound (69) e o fantástico e transcendental "All Things Must Pass" (triplo – 71). - um dos melhores discos da história do rock! - e, ter como antecessor um álbum do desse tamanho não é uma coisa simples. "Living In The Material World" nunca alcançou o sucesso desejado por George. Mas o tempo mostrou que se tratava de outro grande clássico daquela época.
Faixas:
"Give Me Love (Give Me Peace on Earth)" – 3:36 "Sue Me, Sue You Blues" – 4:48 "The Light That Has Lighted the World" – 3:31 "Don't Let Me Wait Too Long" – 2:57 "Who Can See It" – 3:52 "Living in the Material World" – 5:31 "The Lord Loves the One (That Loves the Lord)" – 4:34 "Be Here Now" – 4:09 "Try Some, Buy Some" – 4:08 "The Day the World Gets 'Round" – 2:53 "That Is All" – 3:43
Disco em ótimo estado. Capa em muito bom estado, com envelhecimento típico de uma edição original de 1973. Saindo por R$ 30
"O álbum de estreia do Creedence, lançado em 1968, mostrou uma banda que conseguia combinar blues com rock´n roll para criar uma música nova e cheia de alma. O disco que se seguiu, Bayou Country, incluía "Proud Mary", seu primeiro grande sucesso internacional. Com Green River, porém, o Creedence definiu seu conceito e seu tipo de som - enxuto, claro e direto.
O Creedence era da região de São Francisco, ms se absteve dos temas psicodélicos e inspirados por drogas, popularizado pelas bandas do distrito de Haight-Ashbury - e, assim, foi saudado por críticos e público como o salvador do rock´n roll americano.
Green River abre com a faixa-título - uma ode de Fogerty à magia do Sul, a canção estoura em sons agudos, enquanto John canta o retorno a um lugar onde as meninas dançam descalças e os sapos o chamam pelo nome. "Wrote a Song for Everyone" proporciona um raro vislumbre da vida pessoal de Fogerty, ao tratar de seus problemas no casamento. "Bad Moon Rising"- depois de "Proud Mary" - foi o maior sucesso do Creedence.
Num ritmo alegre, quase rockabilly, o baterista Dough Clifford, o baixista Stu Cook e o guitarrista Tom Fogerty aumentam a potência quando John canta sobre os eventos de mau agouro no horizonte - com a guerra do Vietnã no auge e o governo Nixon assumindo o poder, aquilo soava bem verdadeiro. "Lodi" é uma balada sobre a vida de músicos batalhando por um lugar ao sol. O resto do álbum é composto por rocks fortes e com gosto de blues.
O Creedence voaria mais alto, em termos artísticos e comerciais, nos discos Willie and the Poorboys e Cosmos Factory, mas Green River foi a primeira demonstração consistente do que se tornaria a marca registrada do grupo - um som limpo, mas vigoroso."
(resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco em ótimo estado, com chiados ocasionais, sem comprometer uma ótima audição (sem riscos/"pulos" da agulha). Capa em ótimo estado. Edição Brasileira de 1983. Saindo por R$ 35,00
Jerry Lee Lewis é um cantor, compositor e pianista norte-americano de rock and roll, considerado um dos pioneiros do gênero. Esteve no Hall of Fame do Rock And Roll em 1986 e em 2005. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou-o em vigésimo quarto lugar no seu ranking dos 100 melhores artistas de todos os tempos.
Disco e capa em excelente estado. Importado USA. Edição de 1977. Saindo por R$ 40,00
"À medida que tanto a tecnologia de estúdio como os efeitos de guitarra se aprimoravam, no final da década de 60, as gravações da The Jimi Hendrix Experience também evoluíam - e o álbum mais famoso de Jimi, Eletric Ladyland (conhecido por sua inédita e notória capa, que traz um grupo de mulheres nuas), aproveitou plenamente a nova ciência do rock. Embora a maneira de tocar e as estruturas das músicas se tornassem mais dispersas, mais livres dos parâmetros da tradição do R&B e do soul na qual a banda havia afiado sua técnica, Hendrix manteve o controle do leme, apesar do frenesi de LSD e outras drogas que cercavam o grupo.
De fato, Eletric Ladyland deve tanto ao pop como ao blues, com faixas como a cáustica "Crosstown Traffic", o single perfeito de Hendrix, e sua versão de "Come On", de Earl King, um exercício afiadíssimo de blues que ele nunca havia tentado antes.
Mas não são apenas o ardor político e a experimentação lisérgica que conferem ao disco tamanha influência. A gravação de Jimi da corrosiva "All Along the Watchtower", de Bob Dylan, levou o autor observar: "Não me surpreende que Jimi tenha gravado músicas minhas, mas que sejam tão poucas, porque são todas dele".
(resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco em ótimo estado, sem riscos e chiados, mas com sinais de uso. Capa em bom estado (vide foto). Edição Brasileira de 1980. Saindo por R$ 70,00
"O ano era 1981. O rock estava em alta (vide “Diary of madman” – OZZY OSBOURNE,“Moving Pictures” - RUSH, “Tattoo You” – THE ROLLING STONES como exemplo), o Heavy Metal nascia mas os estilos oscilavam quando Steve Harris e sua trupe, após o excelente “Iron Maiden (1980)”, se firmaram num som ainda mais rápido e pesado, mas ao mesmo tempo incrivelmente harmonioso, com a peculiaridade punk que seu vocalista PAUL DI’ANNO conferia, num álbum único e inesquecível.
“Killers” foi um pilar incontestável para a difusão da vertente mais amada do Rock’n‘Roll , apresentou ao mundo o talento de Adrian Smith (substituindo Dennis Stratton) e de praxe foi o marco inicial de Martin Birch, um dos produtores musicais mais renomados de todos os tempos, que encabeçou a partir dali a produção da Donzela até “Fear Of The Dark (1992)”.
“The Ides Of March” é o instrumental que abre o disco. Os rudimentos simples de Clive Burr casam pefeitamente com os longos melódicos de Dave e Adrian. O resultado é uma abertura seca e empolgante, onde a “mutilação” do Killers tem início.
“Wrathchild“ dispensa comentários. O baixo insano de Steve, as guitarras vibrantes de fundo, a virada simples de Burr num dos refrões mais grudentos da donzela, a rebeldia de Diano que praticamente “esmurra” o estômago do ouvinte, fazem desse um dos maiores clássicos da banda e propriamente merecido reconhecimento dos fãs.
“Murders In The Rue Morgue” é outro som que “obriga” a banda a seguir os compassos acelerados do baixo de Harris. A introdução é como o doce que o assassino oferece antes de “explodir” o ouvinte com mais um refrão memorável. A letra é das melhores do disco baseada na obra homônima de Edgar Allan Poe, um clássico da literatura inglesa.
“Another Life” é a machadinha que parte a cabeça em mil pedaços. A canção esbanja solos incríveis, mostrando o entrosamento ainda cedo, mas já em grande sintonia de Dave e Adrian que se firmariam sem dúvida entre os melhores guitarristas do estilo e a passar pelo MAIDEN.
”Genghis Khan” tem uma sonoridade curiosa, aproxima-se de uma agradável passagem de som disponibilizada aos fãs. Sem solos muito elaborados é um instrumental simples e eficiente, uma deixa para o “aguarde” do ouvinte.
Em ”Innocent Exile” as metralhadas de Steve retomam como balas que penetram o corpo e a alma de quem pode ouvir. Aqui vemos um MAIDEN mais cadenciado, porém com um harmônico absolutamente indefectível.
Quanto a “Killers”, é realmente brilhante. Mais uma exibição de gala em harmonia de Dave e Adrian. Steve em mais uma linha incansável. Di’anno inesquecível. Não à toa essa canção detém o posto da matança de 1981.
Na sequência, “Prodigal Son” é o pedido de perdão. Com andamento calmo e riffs instigantes, Di’aano também é destaque, com grande desempenho agora numa faixa suave e calma.
”Purgatory” retoma a velocidade e o peso. Aqui Di’anno descarrega o restante de sua energia punk . As guitarras afinadíssimas, o baixo em velocidade ímpar, a bateria de Clive como rodas para fugir do Purgatório e o refrão mais que contagiante confere a esse som um dos preferidos dos velhos (bons) fãs e uma das melhores do disco.
”Drifter” fecha a conta com a harmonia encontrada e definida. Mais guitarras afinadas, mais baixo intenso, e a despedida em êxtase de PAUL DI’ANNO nos seus melhores tempos em sua última gravação com a Donzela.
Dessa forma, Killers é sem dúvida um marco em toda a história do heavy metal. Um disco que é frequentemente lembrado pelos fãs por “Wrathchild” e esquecido nos shows da banda desde meados de 2005 merece uma visão e revisão, e principalmente respeito. Merece ser lembrado e DEVE ser ouvido por qualquer fã, seja de Rock ‘n’ Roll, Metal ou de qualquer outro gênero que aprecie a música de qualidade, feita numa época eternizada e decisiva para a história cultura mundial. Sem mais, KILLERS é daqueles para você guardar como relíquia e passar para o seu filho despertar os “assassinos” quando Gusttavo Lima, Michel Teló e afins insistirem em tentar “pegá-lo”.
É o primeiro álbum lançado pelos Beatles, em 22 de março de 1963. O álbum contém 14 canções; oito escritas por Lennon/McCartney. Em 2003, a revista Rolling Stone listou o álbum no número 39 na lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos. A Rolling Stone também colocou as canções "I Saw Her Standing There" (em #130) e "Please Please Me" (#184) na lista de 500 melhores canções de todos os tempos.
Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira... Saindo por R$ 40,00