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"A cena é chocante, de um desespero incômodo. Um carro em velocidade corta a rodovia levando ao volante um jovem esmagado pela dor. Ele não consegue conter as lágrimas e enquanto segue o seu caminho sem destino, ouvimos como música de fundo a balada melancólica Trouble, um dos vários sucessos de Cat Stevens a embalar a trilha do filme Harold and Maude (Ensina-me a viver). O desfecho da cena é surpreendente, surreal, mas não menos lírico.
Um dos primeiros trabalhos do diretor Hal Ashby, rodado em 1971, o filme de humor bizarro protagonizado pela ótima Ruth Gordon não fez assim tanto sucesso, embora se tornasse Cult, com o passar dos anos. Mas ajudou a cristalizar de vez a carreira do bardo inglês Cat Stevens, que tinha canções dos dois primeiros discos de sua segunda fase na fita, os excelentes, Mona bone Jakon (1970) e Tea for the Tillerman.
Filho de pai grego-cipriota e mãe sueca, Stephen Demetre Georgiou ganhou fama internacional por meio da persona artística, Cat Stevens, mas hoje todos nós o conhecemos como Yusuf Islam, seu nome islâmico.
Voz metálica, letras reflexivas, as canções de Cat Stevens são carregadas de melancolia sincera, refletidas em Mona Bone Jakon. Essa tristeza crônica do álbum tinha uma razão de ser, já que o artista passava por um período difícil, após contrair tuberculose em 1969. De molho três meses no hospital King Edward VII, marcado pelo signo da melancolia e da morte, Cat Stevens escreveu várias canções, algumas delas usadas em Mona bone Jakon. Trouble é dessa safra. “Eu olhei nos seus olhos/E pude ver o disfarce da morte/Esperando por mim”, canta.
A simplicidade e beleza sincera da canção foram captadas em toda a sua plenitude numa versão crua do líder do Pearl Jam, Eddie Vedder, que costuma cantá-las em seu show. É o pulo do gato atravessando gerações."
"Os Nova-Iorquinos The Electric Mess estão de volta com “Falling Off The Face Of The Earth”, o segundo álbum deste grupo, agora editado pela Groovie Records em vinil, enquanto o CD foi editado pela própria banda.
“Falling Off The Face Of The Earth” vem embalado com o mesmo tipo de explosão febril do garage punk psicadélico dos anos 60, continuando a manter algumas das características fascinantes da música dos The Electric Mess que escutei no anterior disco, a mais saliente é a quase ligação do som que produzem às imagens.
O disco abre com “He Looks Like a Psycho”, “The Girl With the Exploding Dress” e “Tell Me Why” e o aguçado órgão faz-nos relembrar momentos preciosos dos reflexos que estamos agora a apanhar no presente, são os sons de garagem dos anos 80 que agora andam a ser recuperados.
A herança Garage Britânica e o impacto do R&B nos sons norte-americanos são factores decisivos para a elaboração destes híbridos sons, “Falling off the face of the earth” a canção que dá título ao disco é o maior exemplo disso, com a guitarra mais angular que se repete num desatino constante.
E continuam as velocidades constante dos beats, “Don't Take Your Bad Trip Out on Me” com os riffs de guitarras até as explosões do baixo e batidas ritmadas, dão uma soberba noção de espaço, com o som de todos os músicos a querer ocupar tudo o que existe à sua volta.
“Third Degree Burn” é uma espécie de uivo psicodélico em versão formatada à canção, o ácido fuzz da guitarra, o resplandecente órgão e a voz de Esther Crow completam com alma uma das melhores canções deste disco.
“I'll Take You Anyway” encerra o disco e é a canção mais pop nele presente, contêm os mesmos riffs ardentes e os tons neo-psych, mas o pop advém da interpretação vocal de Esther Crow que aqui não se desenlaça em sons mais agressivo, mas sim num registo mais contagiante de soul.
“Falling Off The Face Of The Earth” é uma viagem brutal ameaçadora ao som da evasão psicodélica e do brilho do resgate punk, alimentada pela batida trovejante do melhor e divinal Garage dos anos 60."
Neste clássico do violão brasileiro, Paulinho revisita Garoto, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim, Chico Buarque, Luiz Bonfa, Ernesto Nazareth, Edu Lobo, Villa Lobos, incluindo a aclamada Bachianinha Nr. 1, de sua autoria, com participação de Eduardo Gudin.
Faixas: 01 – Gente Humilde (Garoto / Vinicius de Moraes / Chico Buarque) 02 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) 03 – Abismo de Rosas (Américo Jacomino “Canhoto” / João do Sul) 04 – Manhã de Carnaval (Antônio Maria / Luis Bonfá) 05 – Odeon (Ernesto Nazareth) 06 – Da Cor do Pecado (Bororó) 07 – Bachianinha (Paulinho Nogueira) with Eduardo Gudin 08 – Travessia (Milton Nascimento / Fernando Brant) 09 – Choro Nº 1 (Villa-Lobos) 10 – Zelão (Sergio Ricardo) 11 – Pra Dizer Adeus (Edu Lobo / Torquato Neto) 12 – A Mesma Rosa Amarela (Capiba / Carlos Penna Filho)
Disco em excelente estado. Capa em ótimo estado, com pequena rasura na frente (vide foto). Edição Brasileira Original de 1980. Saindo por R$ 20,00
É o quinto álbum de estúdio do Purple, gravado entre setembro de 1970 e junho de 1971. "Em meados de Dezembro de 1970, a banda foi despachada para uma vivenda no meio da desolada região de Devon para começarem a escrever o sucessor de “In Rock”. O isolamento e o frio Invernal provou ser das coisas mais difíceis de ultrapassar, o que não contribui para que as sessões corressem da melhor maneira. Sobretudo o temperamento de Blackmore que começava a dar os primeiros sinais de egocentrismo acentuado. Se há um ponto em que começam os lendários desentendimentos com Ian Gillan, as sessões em Devon podem ser descritas como o principio de uma “bela inimizade”.
No entanto, a banda conseguiu gravar o single “Strange Kind of Woman” (inicialmente chamado de “Prostitute”) para ser lançada no início de Fevereiro de 1971. O “45 rotações “chegou facilmente ao número 8 das tabelas britânicas confirmando que o grupo estava bem lançado em termos comerciais.
Temos aqui um pouco de tudo. Ora vejamos: a primeira faixa (o homónimo “Fireball”) é puro Heavy Metal (muito ao jeito dos Iron Maiden que surgiriam uma década mais tarde). “No No No” é blues á moda do Sr. Blackmore com alguns ritmos Funky (cortesia do Sr. Paice) que seriam tomados mais em conta alguns anos mais tarde quando Glenn Hughes e David Coverdale tomariam conta da banda.
Melhor são as interpretações de “Anyone´s Daughter” com Ian Gillan a construir uma história humorística sobre um jovem mulherengo que depois de cortejar as mais belas damas da cidade acaba por casar com a mais feia!
Humores á parte, na segunda metade do álbum, os Purple pedem boleia aos Pink Floyd e vão por esse “espaço afora” à procura de canções mais progressivas. “The Mule”, com um dos melhores solos de guitarra de Ritchie é completamente embrenhado de influências Jazz. Enquanto isso, “Fools” é o mais próximo que os Purple estiveram do território dos cósmicos Hawkwind.
O disco termina numa espécie de cavalgada lírica de Gillan em “No One Came”, provavelmente a melhor letra que ele já escreveu ao estilo de Jim Morrison. Acompanhado por incessante riff hipnótico a canção encerra em si o momento mais alto do disco.
Lançado entre dois clássicos monumentais ("In Rock" e "Machine Head") há a ilusão de que seja um álbum menor na discografia do Purple... pura ilusão..."
Disco em ótimo estado (com algum chiado, em algum momento - sem riscos); capa em muito bom estado (elegantemente envelhecida... rs). Edição Argentina de 1972 (selo "Convivência Sagrada"). Saindo por R$ 30,00
LP lançado em 1976 (gravadora Som Livre). Gravação realizada na temporada do Museu de Arte Moderna (MAM, RJ), contendo parcerias dos integrantes desta formação: Luciano Alves (teclados e vocal), Sergio Dias (guitarra e voz), Rui Motta (bateria e vocal) e Paulo de Castro (baixo, violino e vocal).
Gravado ao vivo em dois canais e masterizado nos estúdios da Sigla (Som Livre).
Muito a crítica massacrou essa fase dos Mutantes pela óbvia comparação com a fase anterior (absurdamente brilhante e original)... no entanto, basta abstrair que sejam os mesmos Mutantes (e não são...rs) para perceber nessa segunda fase obras incríveis do Rock Progressivo nacional (como se vê no vídeo postado abaixo, extraído desse vinil que ora se apresenta)... enfim...
Disco em ótimo estado (com uma pequena falha, desimportante, no início da 1ª faixa do lado A). Capa em ótimo estado; com encarte. Edição Original de 1976. Saindo por R$ 60,00
"Da Zona LOST de São Paulo para o mundo. Lendo assim, parece a eclosão de mais um grupo de rap para a cena musical. Mas esse seria o último rótulo que você daria a uma banda como Os Haxixins. Garage punk e rock psicodélico são as grandes influências dos integrantes Alexandre “Alôpra” Romera (órgão), Sir Uly (vocal/bateria), Fabio Fiuza (guitarra/vocal) e Edu Osmédio (baixo), que começaram com a banda por volta de 2003 inspirados pelo livro “Clube dos Haxixins” – obra que fala sobre as loucuras de um grupo de fumantes do alucinógeno, entre eles Charles Baudelaire.
E, convenhamos, o som dos Haxixins tem tudo a ver com lisergia. Você acaba se sentindo nos anos 60, em meio àquela montoeira de ácidos onde o órgão e o barulho das guitarras são os grandes destaques.
Os músicos fazem questão de carregar seus equipamentos antigos por onde vão, seja no Bar do Aranha na Vila Formosa ou em alguns pubs europeus, onde o grupo tem mais reconhecimento. O que vale é recriar o ambiente sessentista, não importa qual seja o público. Isso já acabou se revelando um entrave; eles quase desistiram de gravar um álbum por sentirem-se rejeitados às gravadoras e aos patrocinadores. Felizmente conseguiram assinar em 2007 com o Berlin Estúdio graças aos esforços de Jonas Serodio, que providenciou gravadores de rolo, amplificadores valvulados e instrumentos dos anos 60.
As canções têm letras em inglês e português, com títulos psicotrópicos, mas não é a viajeira que se destaca; o som é divertido, anima qualquer festa de época e tem letras bem trabalhadas. Os órgãos são muito bem pontuados, assim como o baixo, proporcionando um verdadeiro clima de festa coletiva – algo que está carente em nossa música pós-anos 2000.
Ao contrário da região perdida de onde vieram, eles se encontraram na música da mesma forma que o hippie muito louco se identifica com o ácido lisérgico."
David Live é o primeiro álbum ao vivo oficial de David Bowie, originalmente lançado pela RCA Records em 1974. Gravado no trecho inicial de sua turnê Norte Americana do álbum Diamond Dogs. Lado um "1984" – 3:20 "Rebel Rebel" – 2:40 "Moonage Daydream" – 5:10 "Sweet Thing" (com "Sweet Thing"/"Candidate"/"Sweet Thing (Reprise)") – 8:48
Lado dois "Changes" – 3:34 "Suffragette City" – 3:45 "Aladdin Sane" – 4:57 "All the Young Dudes" – 4:18 "Cracked Actor" – 3:29
Lado três "Rock 'n' Roll with Me" (Bowie, Warren Peace) – 4:18 "Watch That Man" – 4:55 "Knock on Wood" (Eddie Floyd , Steve Cropper) – 3:08 "Diamond Dogs" – 6:32 Lado quatro "Big Brother" (com "Big Brother"/"Chant of the Ever-Circling Skeletal Family") – 4:08 "The Width of a Circle" – 8:12 "The Jean Genie" – 5:13 "Rock 'n' Roll Suicide" – 4:30
Discos em ótimo estado, com algum rabisco nos selos. Capa em muito bom estado (com fita crepe transparente lateral). Edição Brasileira Original de 1974. Saindo por R$ 50,00
Em 14 de outubro de 1965, Hendrix assinou um contrato de gravação por três anos com o empresário Ed Chaplin, recebendo US$1 e 1% de direitos em gravações com Curtis Knight. Aparentemente, os primeiros registros sonoros de Jimi Hendrix são da época em que ele era integrante da banda de Curtis Knight.
Esse material é de 1965-1966 e nenhuma das músicas desse disco foram compostas por Jimi Hendrix. Esse disco póstumo foi lançado no Brasil em 1971 pelo selo Importa Som.
Formação: Jimi Hendrix (guitarra) e Curtis Knight (vocal), além de outros músicos não creditados (provavelmente integrantes da banda The Squires, liderada por Curtis).
Lado A: 01. Driving South / 02. California Night / 03. I’m A Man
Lado B: 01. Last Night / 02. I Can’t Get No (Satisfaction) / 03. Land of A Thousand Dances / 04. Ain’t That Peculiar / 05. UFO
Disco em excelente estado. Capa em ótimo estado. Edição Brasileira Original de 1971. Saindo por R$ 40,00
"No estudo clássico de História do Brasil, a expressão "entradas e bandeiras" trata dos primeiros passos da exploração e colonização dos "descobridores" portugueses no século 16, ou seja, o desbravamento por uma terra ainda por conhecer. Em 1976, ano do lançamento de "Entradas e bandeiras" (pela gravadora Som Livre), a ideia proposta pelo trabalho de Rita Lee e da banda Tutti Frutti era a de desbravar o máximo da sonoridade que o rock pode oferecer. O resultado é de impressionar, a ponto de existir entre os aficcionados quem considere o grupo musical formado pelo guitarrista Luis Carlini (cujos solos instrumentais sempre chamam a atenção) como a melhor banda do gênero no Brasil. E que não era exatamente uma banda independente, mas sim, de apoio (atenção: isso não é um desmerecimento).
Embora "Entradas e bandeiras" atualmente tenha um status "cult" para os apreciadores, as circunstâncias da época revelam que o disco não foi tranquilo de se produzir e descambou em um resultado dramático, em especial para Rita. Em uma entrevista concedida para a jornalista Ana Maria Bahiana, cerca de um ano após o lançamento , Rita Lee resumia: "Eu detesto esse disco, nem ouço". Isso porque Rita Lee, que já vinha de um rompimento complicado dos eternos Mutantes, acabou adoecendo por conta do ritmo fortíssimo dos trabalhos de produção e o disco foi finalizado sem sua participação. Coincidência ou não, o disco tem uma música chamada "Superstafa", autoria de Lee Marcucci, Luis Carlini e Paulo Coelho. A letra trata dos contratempos mais comuns do mundo: "Chove só nos fins de semana / Quando a gente quer ir à praia / A caneta vive falhando / Sempre pinga café na saia".
Falando no atual escritor esotérico, a lavra de Paulo Coelho se fez presente em mais duas gravações de "Entradas e bandeiras": em "Posso contar comigo" (composta também com Carlini e Marcucci), cujo destaque é o refrão acompanhado de palmas "Posso contar comigo numa solidão / Mas ter algum alguém do lado é melhor pro coração"; e também em "Bruxa amarela" (junto com o eterno maluco-beleza Raul Seixas), onde além de fazer referências a velhas figuras dos contos infantis (Alice no País das Maravilhas e a bruxa voando na vassoura), a letra passa uma lição de maturidade nas relações humanas: "Aprendi a ler no rosto / O que as pessoas não querem me dizer / Aprendi a ler na alma / O que pessoas não podem me esconder).
Voltando às questões de produção, a capa impressiona pela beleza de Rita nos anos 1970: ombros nus, colar de pedras e a presença de um respeitável papagaio. Mas ela não ficou satisfeita com a imagem: "Detesto desde a capa (...): eu estou muito séria, muito circunspecta", avaliou, pois sempre foi conhecida pelo jeito "moleca". A contra-capa trazia a imagem dos cabeludos (um estilo desafiador de se exercer na década de 1970) integrantes do Tutti Frutti. Além dos já citados Luis Carlini (guitarras e vocais) e Lee Marcucci (baixo), também estavam presentes Sérgio Della Monica (bateria), Paulo Maurício (teclados), Rubens Nardo e Gilberto Nardo (vocais e percussão).
Rita e a banda vinham de um sucesso anterior de crítica e público ("Fruto proibido", com os hits "Ovelha negra" e "Menino bonito"). A situação não se repetiu em "Entradas e bandeiras". As únicas músicas mais conhecidas do grande público são a rebelde e questionadora "Coisas da vida" (composição feita unicamente por Rita), onde a própria roqueira toca o piano de base no arranjo ("É o fim da picada / Depois da estrada começa uma grande avenida / No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída / São coisas da vida / E a gente se olha, e não sabe se vai ou se fica") e "Com a boca no mundo" (Rita, Carlini e Marcucci), cuja regravação obteve sucesso na voz de Ney Matogrosso ("Uh, quantas vezes eles vão me perguntar / Se não faço nada, a não ser cantar?").
A avaliar por outras letras do disco de 1976, há outra sensação além do "desbravamento" musical: a de prenúncio dos rompimentos que estavam por vir e acabaram vindo. Isso é notado em "Lady Babel", mais uma composição do trio Rita-Carlini-Marcucci ("Talvez, talvez, é o sucesso que sobe a cabeça / Talvez, talvez, antes mesmo que ele apareça") e "Corista de rock", de Rita e Carlini ("O que eu era ou sou por enquanto / É tudo aquilo que eu digo e canto...). Em "Entradas e bandeiras", há ainda a debochada "Departamento de criação" (Rita-Carlini-Marcucci) e a lenta e maliciosa "Troca-toca" ("Toco minha guitarra / Quando ninguém me toca / Nunca fico sem jeito / Mesmo se alguém me sufoca").
Ao fim de tudo, uma série de fatos e mudanças inaugurou uma nova fase na vida de Rita Lee após a complicada produção de "Entradas e bandeiras": depois de desentendimentos, a artista rompeu com sua então empresária, Mônica Lisboa, iniciou o relacionamento profissional e afetivo com Roberto de Carvalho, engravidou de seu primeiro filho (mais conhecido como Beto) e chegou a ser presa por porte de maconha.
Quanto à banda Tutti Frutti, a parceria com Rita durou até 1978. Em 2007, alguns integrantes da formação clássica (Carlini, Marcucci, Rubens e Gilberto Nardo) chegaram a fazer alguns shows."
"É o sétimo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Grand Funk Railroad. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 15 de julho de 1973, com a produção sob responsabilidade de Todd Rundgren (o qual trabalhou com Badfinger e Meat Loaf, entre outros). Foi gravado entre 12 e 15 de junho de 1973, no Criteria Studios, em Miami, na Flórida, nos Estados Unidos.
A capa trazia uma grande novidade: o nome da banda fora ‘encurtado’ para apenas Grand Funk (devido à batalha judicial com Knight), sendo que o nome Railroad não aparece em nenhum lugar do álbum. Havia também quatro adesivos, dois vermelhos e dois azuis, incluídos com o disco e que apresentavam o logotipo da banda.
Um dos grandes clássicos da banda abre o álbum, a faixa homônima ao disco, “We’re An American Band”. A música conta com um riff muito bom e possui um ritmo simples, mas bastante contagiante. Também está presente um ótimo solo. Brewer faz os vocais principais da canção, enquanto, normalmente, ficavam a cargo Farner.
Composta pelo baterista Don Brewer, suas letras retratam uma espécie de autobiografia da banda, detalhando a turnê mais recente e as performances energéticas do grupo ao vivo. Também retrata viagens e uma festinha com quatro groupies na cidade de Omaha, no Nebrasca. Na música, “sweet sweet Connie” é uma menção à famosa groupie Connie Hamzy.
O crítico Dave Marsh afirmou no livro The Hart Of Rock And Soul que a inspiração para Brewer compor a canção veio da turnê que o Grand Funk realizava com a banda inglesa Humble Pie. Após um show em 1973, as duas bandas foram beber juntas em um bar e se deu início a uma discussão sobre os méritos do rock norte-americano versus o rock britânico.
O baterista Don Brewer começou a citar os heróis do rock dos Estados Unidos, como Jerry Lee Lewis, Little Richard e Elvis Presley, finalizando, gritou a frase: “We’re An American Band!”. Na manhã seguinte, Brewer escreveu a canção.
We’re An American Band alcançou o segundo lugar da parada de sucesso norte-americana de álbuns, a Billboard, e também foi o responsável por popularizar o tradicional logotipo da banda.
Com o trabalho do produtor Todd Rundgren, tornando o som da banda mais “comercial e acessível”, o álbum foi o primeiro a receber comentários positivos por parte dos críticos especializados em música.
A turnê de divulgação foi um sucesso total, com estádios lotados e o público dos Estados Unidos contagiado pelo grupo. Os shows possuíam um enorme telão que apresentava imagens da banda previamente gravadas tocando em estúdio ou apenas se divertindo."