O Tráfego Vinílico traz somente discos de vinil, sem qualquer restrição quanto ao estilo musical. São discos revisados, higienizados, sem riscos e devidamente qualificados quanto ao estado do disco e da capa... também compro, troco e aceito encomendas... para reservar, basta comentar na postagem do disco, que iniciamos a negociação (preferindo negociar por e-mail: marcosfilho78@hotmail.com)... para + de 1 disco tem desconto... frete único promocional de R$ 15 (p/ qualquer local do Brasil)...
terça-feira, 30 de junho de 2015
Folclore Latino-Americano (1976)
Álbum triplo com um apanhado de algumas das obras mais expressivas da música folclórica latino americana. Constam até duas músicas do repertório brasileiro, com Estelinha Egg e Ely Camargo.
Faixas:
LADO A
A1 Sapo Cancionero (Los Chalchaleros)
A2 Siete De Abril (Hermanos Abalos)
A3 Cancion Para Mi Canto (Carlos Di Fulvio)
A4 Lamento Negro (Estellinha Egg)
A5 La Obra Bienvenida (Tabare Etcheverry)
A6 Maldigo Del Alto Cielo (Violeta Parra
LADO B
B1 Con El Adios (Eduardo Falu)
B2 Vidala De La Copla (Los Tucu Tucu)
B3 Razon (Jose Larralde)
B4 Anocheciendo Zambas (Los De Salta)
B5 Yo Soy Huancaino (Conjunto Macchu Picchu)
LADO C
C1 Camino Del Indio (Atahualpa Yupanqui)
C2 Si Somos Americanos (Rolando Alarcon)
C3 Si Vas Para Chile (Pedro Messone)
C4 El Condor Pasa (Conjunto Macchu Picchu)
C5 O Canto Da Sereia (Ely Camargo)
C6 Rio Rio (Alberto Rey)
LADO D
D1 Los Hombres Del Rio (Mercedes Sosa)
D2 El Curanto (Los De Ramon)
D3 Le Tengo Rabia Al Silencio (Suma Paz)
D4 De Mi Esperanza (Los Chalchaleros)
D5 Mi Dicha Lejana (Ginette Acevedo)
LADO E
E1 Gracias A La Vida (Violeta Parra)
E2 Ritmo En El Cuerpo (Conjunto Macchu Picchu)
E3 Mi LLamita (Los Supay)
E4 Cambita Viajera (El Cuarteto SAnta Cecilia)
E5 Recuerdos De Ipacarai (Alberto Rey)
E6 Drume Novila (Nicomedez Santa Cruz)
LADO F
F1 Carnavalito Quebradeño (Hermanos Abalo)
F2 Permiso (Jose Larralde)
F3 No Importa (Los De Salta)
F4 Yo Vendo Unos Ojos Negros (Los Chalchaleros)
F5 Huella De Santos Vega (Suma Paz)
Discos (triplo - sem riscos) e capa em muito bom estado.
Edição Brasileira 1976.
Saindo por R$ 50
Eric Clapton - The Early Clapton Collection (1988)
Além das bandas pelas quais Sir Clapton passou antes de seguir carreira solo (à exceção do Cream), tem-se aqui os The Immediate All-Stars, que surgiu de jams sessions de Clapton & Page (gravadas posteriormente no álbum "GUITAR BOOGIE - ERIC CLAPTON, JEFF BECK & JIMMY PAGE, de 1971), conforme segue abaixo a história completa:
"GUITAR BOOGIE - ERIC CLAPTON, JEFF BECK & JIMMY PAGE (1971)
A história desse álbum começou em junho de 1965, quando o guitarrista Jimmy Page convidou o guitarrista Eric Clapton para ir em sua casa em Miles Road, com o objetivo dos dois fazerem uma jam session no estúdio particular que ficava em sua residência. Desse encontro nasceu o registro de sete faixas instrumentais: "Choker", "Draggin' My Tail", "Freight Loader", "Miles Road", "Snake Drive", "Tribute to Elmore" e "West Coast Idea".
Após fazerem a "jam session" tanto Jimmy Page como Eric Clapton tiveram a mútua opinião de que as faixas gravadas eram apenas um ensaio ao invés de músicas completas, e que esse áudio teria o destino final de permanecer guardado na obscuridade.
O detalhe crucial foi que representantes da gravadora ''Immediate Records'' ficaram sabendo da gravação do ensaio, e se aproximaram de Jimmy Page informando-o de que a gravadora havia adquirido de forma legal os direitos de publicação de todas as gravações que ele havia feito, de acordo com os termos descritos pelo contrato que ele próprio havia assinado. Sem saída e relutante na sua decisão, Jimmy Page deu as gravações da Jam Session para os homens da gravadora, mas como ele estava com grande medo de sofrer um processo judicial, foi convidado a fazer uma limpeza no áudio colocando "overdubs" em cima do que estava originalmente gravado.
Em agosto de 1965 ele entrou no Olympic Sound Studios, no distrito urbano de Barnes, West London, com a nova e breve formação da banda britânica ''All-Stars'' (originalmente chamada de Cyril Davies (R&B) All-Stars). Dentro do estúdio Jimmy Page contou com os membros do ''The Rolling Stones'' (Mick Jagger, Bill Wyman & Ian Stewart), juntamente com o baterista Chris Winters (anotado como um possível pseudônimo para Charlie Watts, baterista do Rolling Stones). Todos esses músicos foram reunidos pela gravadora para formarem a ''The Immediate All-Stars'', com a única finalidade de ajudar Jimmy Page a finalizar as gravações. Após as gravações dos overdubs a formação foi desmontada e cada parte seguiu o seu caminho. (A banda All-Stars que teve a sua última formação contando com Jeff Beck na guitarra, havia encerrado as suas atividades no mesmo ano de 1965)
A gravadora ''Immediate Records'' era gerenciada e também de propriedade de Andrew Loog Oldham, que na época era o empresário da banda ''The Rolling Stones''. Esse detalhe (do retoque das músicas com adição de novos músicos, e do posterior lançamento) foi visto por Eric Clapton como uma traição de confiança por parte de Jimmy Page, danificando profundamente a relação pessoal entre os dois guitarristas, que permaneceram afastados e sem manter contato verbal por muitos anos.
A gravadora ''Immediate Records'' lançou estas faixas de forma oficial ao lado das gravações da banda ''The All-Stars featuring Jeff Beck''. As músicas foram espalhadas nos álbuns em formato de compilação chamados ''Blues Anytime Vol. 1–3''.
Houve também um lançamento chamado ''British Archives Vol. 1–4'', onde as canções figuraram entre os quatro volumes da série. As faixas foram atribuídas inicialmente para Eric Clapton e Eric Clapton e Jimmy Page, mas algumas versões subsequentes traziam créditos de autoria para a banda ''All-Stars''.
O disco foi lançado originalmente em 1971 pela gravadora norte-americana Camden Records. Em 1977 o álbum foi relançado nos Estados Unidos pela gravadora anglo-americana Pickwick Records.
O fato é que essas gravações foram lançadas de forma oficial pelas gravadoras, mas são faixas ilegítimas, pois não são reconhecidas pelos músicos que as fizeram, nem constam na discografia oficial dos mesmos.
Line-up / Músicos (The All-Stars featuring Jeff Beck)
• Jimmy Page – Guitar / Production
• Jeff Beck – Guitar
• Nicky Hopkins – Piano
• Cliff Barton – Bass
• Carlo Little – Drums
Line-up / Músicos (The Immediate All-Stars)
• Jimmy Page – Guitar / Production
• Eric Clapton – Guitar (Original Jam Session)
• Mick Jagger — Harmonica (Overdubs)
• Bill Wyman — Bass (Overdubs)
• Ian Stewart — Piano (Overdubs)
• Chris Winters, possibly Charlie Watts – Drums (Overdubs)
Canções / Faixas
* Todas as faixas são instrumentais.
01 - Choker (Eric Clapton with Jimmy Page) (1:21)
02 - Snake Drive (Eric Clapton) (2:30)
03 - Draggin' My Tail (Eric Clapton with Jimmy Page) (3:56)
04 - Steelin' (The Allstars featuring Jeff Beck) (2:33)
05 - Freight Loader (Eric Clapton with Jimmy Page) (2:43)
06 - West Coast Idea (Eric Clapton) (2:15)
07 - L.A. Breakdown (The Allstars featuring Jimmy Page) (2:02)
08 - Down in the Boots (The Allstars featuring Jimmy Page) (3:22)
09 - Chuckles (The Allstars featuring Jeff Beck) (2:20)
10 - Tribute to Elmore (Eric Clapton) (2:05)"
(Texto extraído do blog: www.barbaro-do-sul.blogspot.com.br)
Neste disco ora anunciados, eis as faixas:
Eric Clapton With The Yardbirds
Got To Hurry
I Ain't Got You
Good Morning Little Schoolgirl
Let Me Rock (Live)
A Certain Girl
Take It Easy Baby (Live)
Too Much Monkey Business (Live)
Eric Clapton with The Immediate All-Stars (Clapton & Page)
Draggin' My Tail
Tribute To Elmore
Snake Drive
West Coast Idea
Choker
Freight Loader
Miles Road
Eric Clapton with John Mayall's Bluesbreakers
Maudie (Live)
Lonely Years
Bernard Jenkins
I'm Your Witchdoctor
Telephone Blues
On Top Of The World
Disco (duplo) e capa (dupla) em ótimo estado.
Edição Brasileira 1988.
Saindo por R$ 50
Chico Buarque (78)
" 'Uma verdadeira salada de frutas', é assim que Chico define seu disco de 1978, “o da samambaia”. De fato é uma mistureba mesmo, fugindo um pouco de alguns discos anteriores, que apresentavam uma certa unidade. Aqui sãoapresentadas músicas censuradas anteriormente e só liberadas naquela época quando a ditadura começou a afrouxar um pouco os nós. São três, a intrigante Cálice, a libertária Apesar de Você e a lusitana Tanto Mar. Ademais, algumas músicas compostas para o filme Se Segura Malandro e sua peça Ópera do Malandro, Feijoada Completa, O Meu Amor, Homenagem ao Malandro e Pedaço de Mim. Só três músicas foram compostas especialmente para o disco, Trocando em Miúdos, Até o Fim e Pivete. Para fechar o time, Pequeña Serenata Diurna de Silvio Rodriguez, cubano que conheceu na sua primeira de muitas viagens à Cuba, mesmo com a ditadura pegando no pé por isso.
Ao terminar esse álbum, dá a sensação de ter escutado uma coletânea do artista, devido a diversidade de momentos e propósitos das músicas que lá estão. A maior prova disso é Tanto Mar, que é uma segunda versão da música original censurada em 1975 que só foi gravada em Portugal. Homenagem à Revolução dos Cravos, Chico mudou o tempo da letra, passando-a do presente para o passado para “atualizá-la”.
Umas das características que mais gosto em Chico está presente aqui, a brutalidade nas palavras em músicas tão belas. Não tem ser no mundo que não se toque com a beleza de Pedaço de Mim, mesmo sendo tão dura com versos: Oh, pedaço de mim / Oh, metade arrancada de mim / Leva o vulto teu / Que a saudade é o revés de um parto / A Saudade é arrumar o quarto / do filho que já morreu; ou Oh, pedaço de mim / Oh, metade amputada de mim / Leva o que há de ti / Que a saudade dói latejada / É assim como uma fisgada / No membro que já perdi."
(http://tralhasmodernas.blogspot.com.br/2011/01/chico-buarque-1978-chico-buarque.html)
Disco e capa em muito bom estado.
Edição Original de 1978.
Saindo por R$ 20
Creedence Clearwater Revival - Bayou Country (1969)
"Antes de o serviço militar chamar o vocalista John Fogerty e o baterista Dough Cliford, o grupo que se tornaria o Creedence Clearwater Revival gravou alguns discos com os nomes de The Visions e The Gollywogs, fazendo um som pré-psicodélico no estilo inglês. Depois de cumprirem o tempo obrigatório, os rapazes mudaram de nome, abandonaram as pretensões britânicas e lançaram seu LP de estreia em 1968.
Os anos de turnê fizeram da banda uma atração ao vivo de dar água na boca. Claramente ambalada pelo rock primitivo dos anos 50, o Creedence fazia um irresistível rock puro, típico do sul dos EUA, numa volta às raízes que espelhava o caminho ao qual a The Band e Dylan tinham dado as costas, em seus excessos psicodélicos.
Segundo álbum do Creedence, Bayou Country incluiu o primeiro grande sucesso da banda, "Proud Mary", que vendeu um milhão de cópias - uma ode ao barco a vapor do Mississippi composta por Fogerty, que também era vocalista, guitarrista solo, arranjador e produtor do grupo. Ele fez tudo para se perpetuar como um mito sulista em seu trabalho com o Creedence, mas, na verdade, tinha nascido na Califórnia.
Outros destaques são "Good Golly Miss Molly", uma versão de um clássico de Little Richard, "Born on the Bayou", o blues "Graveyard Trin" e "Keep on Cooglin´", em que John Fogerty toca um maravilhoso trecho instrumental de quase oito minutos.
O sucesso deste álbum abriu caminho para os oito singles de ouro e e de platina que o grupo emplacou nos EUA nos dois anos e meio seguintes. Em 1971, uma pesquisa da New Music Express classificou o grupo como a melhor banda do mundo - acima dos Beatles."
(Resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco (com sinais de uso-sem riscos) e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira de 1969.
Saindo por R$ 50
Ben E. King - Stand by Me: The Ultimate Collection (1987)
It was Ben E. King's 16th album, yet only his second compilation album. The album was released in 1987 and includes many classic hits such as the standard Stand By Me, plus the original Spanish Harlem and Young Boy Blues.
However, the single In the Middle of the Night, which was released on the Seven Letters album, is one of his better known songs that was overlooked for this compilation.
Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira 1987.
Saindo por R$ 25
Beatles - Revolver (66)
"Antes os Beatles eram fabulosos e geniais; agora, esbanjavam autoconfiança, estampada na misteriosa capa preto-e-branco, uma composição de desenho com colagem criada por Klaus Voorman, que conheciam de seus dias em Hamburgo. Essa confiança está exposta ainda no título ambíguo... E está também nas 14 faixas impecáveis.
Revolucionário para a época - "Estou cansado de fazer coisas que as pessoas podem dizer que já ouviram antes", declarou McCartney -, Revolver repercutiu por décadas. O Earth, Wind & Fire levou o apoio do baixo de "Got to Get You Into My Life" à era disco. O The Jam copiou os riffs de "Taxman" em "Start!" e os Chemical Brothers basearam a sua carreira em "Tomorrow Never Knows".
Revolver é citado como o momento em que os Beatles começaram a se desentender: fizeram seu último show algumas semanas depois do lançamento do disco, Lennon e McCartney não estavam mais compondo juntos e Harrison se remoía de ressentimento.
As vendas foram impressionantes e a elas se somaram os números do único single lançado logo depois "Yellow Submarine/Eleanor Rigby": num lado, uma música eternamente infantil; no outro, um lamento a base de cordas que, mesmo hoje, não se parece com nada na música pop - ambos, como o álbum do qual se originam, simplesmente brilhantes"
(resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco e capa (sanduíche) em ótimo estado.
Edição Brasileira Original de 1966 (Mono - selo Odeon).
Saindo por R$ 70
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Elis & Tom (1974)
"Carros, apartamentos, viagens? Nada disso. Em 1974, Elis Regina estava comemorando dez anos na gravadora Philips. Por causa da data redonda, a gravadora queria presentear Elis com o que ela quisesse. A cantora, como não é boba nem nada, acabou optando por gravar um disco com o maestro Antônio Carlos Jobim - aliás, uma ideia original do produtor André Midani -, compositor que Elis mais gravou em toda a sua carreira, seguido de perto pela dupla João Bosco e Aldir Blanc. Sábia decisão, que acabou gerando um dos grandes discos da carreira de Elis, de Tom e de toda a música popular brasileira.
Um parêntese interessante aqui: em 1964 (exatos dez anos antes da gravação deste disco), Elis fez testes para estrelar o musical Pobre Menina Rica, de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na boate Au Bom Gourmet, no Rio de Janeiro. Tom Jobim acabou descartando a cantora - optando por Nara Leão -, dizendo que Elis ainda estava "cheirando a churrasco". Fecha parêntese.
Em seu livro Música, Ídolos e Poder: do Vinil ao Download, André Midani fala um pouco sobre a concepção do álbum. "Elis ia celebrar dez anos de carreira em 1974, aniversário que merecia de todos nós a maior atenção. Menescal e Armando Pittigliani, em particular, queriam produzir um disco espetacular, memorável! Porém... Qual? Essa era a questão. (...) Voltando aos dez anos de carreira de Elis, em consenso com Roberto Oliveira - administrador da carreira de Elis Regina - Menescal, Armando e eu pensamos que Tom Jobim seria o parceiro ideal para a celebração. O maior compositor do Brasil em dueto com a maior cantora do Brasil."
Aceito o convite, Elis e seu marido Cesar Camargo Mariano viajaram para a Califórnia, e quando lá chegaram já estava instalado um clima tenso no ar. Tom Jobim não concordava com o fato de Cesar ficar responsável pelos arranjos, além de implicar com o seu piano elétrico. Tom chegou até mesmo a ligar para os maestros Claus Orgeman e Dave Grusin, que não puderam participar do projeto, por falta de tempo.
Conformado com a situação, o disco começou a ser gravado, com Elis colocando voz praticamente ao vivo nas canções, e Tom tocando piano em algumas faixas e violão em "Chovendo na Roseira". O maestro Bill Hitchcock também participou do LP, regendo uma orquestra de cordas em cinco de suas 14 faixas. O acompanhamento ficou por conta dos músicos que acompanhavam Elis naquele ano: Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo), Paulo Braga (bateria) e Oscar Castro Neves (violão), além do próprio Cesar Camargo Mariano (piano elétrico e, eventualmente, piano acústico).
"Águas de Março", a primeira faixa do álbum - produzido por Aloysio de Oliveira e gravado nos estúdios MGM de Los Angeles em fevereiro e março de 1974 - talvez seja o dueto mais famoso da história da MPB. A canção já havia sido gravada anteriormente por Elis, mas o dueto com Tom consegue ser mais fantástico. Os dois casaram as suas vozes de uma maneira perfeita e espontânea, apesar do clima não muito favorável durante as gravações. Outros duetos de Tom e Elis também fazem parte do álbum. "Corcovado", além da voz, conta com o piano de Tom Jobim. As cordas regidas por Bill Hitchcock e o arranjo econômico de Cesar Camargo Mariano, com ênfase na voz da cantora gaúcha, fazem desta faixa outro grande momento do disco.
O famoso "Soneto de Separação", de Vinícius de Moraes, também é outro destaque. As vozes dramáticas de Elis Regina e Tom Jobim, somadas ao piano único do maestro, fazem da gravação uma das mais tristes do repertório de Elis. A última faixa do disco também é mais um dueto; mais do que isso, "Inútil Paisagem" é um encerramento perfeito. Apenas as vozes dos dois e o piano de Tom. Simples, econômico e magnífico.
Mas nem só de duetos vive Elis & Tom. Se as músicas que têm a participação de Tom soam mais dramáticas, as faixas que contam apenas com Elis e sua banda são mais descontraídas e alegres. A impressão que fica é a de que, sem Tom ao seu lado, a cantora relaxou e se soltou mais. "Só Tinha de Ser com Você", "Triste", "Brigas, Nunca Mais" e "Fotografia" são bons exemplos. Todas estas quatro faixas são mais puxadas para a bossa nova, sem o peso das cordas de Bill Hitchcock. A bateria sincopada e a batida característica de violão se sobressaem, e a sonoridade fica bem mais leve.
Em outras faixas, como "Modinha" (com uma interpretação sensacional de Elis), "Retrato em Branco e Preto" e "Por Toda a Minha Vida", Tom participa com o seu piano. O resultado, como pode ser notado, é muito mais tenso e completamente diferente das quatro em que ele ficou de fora. Em "Chovendo na Roseira", Tom Jobim não só tocou piano, como também participou com o seu violão.
Na contracapa do LP, Elis Regina escreveu o seguinte texto: "Nos meus dez anos de gravadora ganhei de presente um encontro com Tom. Foram momentos vividos por duas pessoas muito tensas, que só conseguem se descontrair através da música. Ficou a saudade de um passado recente, em que as cores eram outras e as pessoas mais felizes."
Trinta e seis anos depois, uma coisa é certa: não foi só Elis que ganhou esse presente."
(Por Luiz Felipe Carneiro, jornalista-Esquina da Música, in: http://www.collectorsroom.com.br/2010/01/discos-fundamentais-elis-regina-e-tom.html)
Faixas:
1 Águas de Março
2 Pois é
3 Só Tinha de ser com Você
4 Modinha
5 Triste
6 Corcovado
7 O que Tinha de Ser
8 Retrato em Branco e Preto
9 Brigas, Nunca Mais
10 Por Toda a Minha Vida
11 Fotografia
12 Soneto da Separação
13 Chovendo na Roseira
14 Inútil Paisagem
Disco e capa em ótimo estado.
Edição Original 1974.
Saindo por R$ 60
DINOSAUR JR. - WHERE YOU BEEN (1993)
"20 ANOS DE UM CLÁSSICO"
"Alguns grandes motivos fazem o aniversário de 20 anos do disco Where You Been do Dinosaur Jr ser lembrado. Um dos trabalhos mais famosos do grupo liderado por J Mascis acabou se tornando um importante símbolo para uma geração que cresceu na década de 1990 escutando Rock Alternativo e andando de skate. Mais do que isso, é uma excelente obra introdutória àqueles que se depararam pela primeira vez com a banda no ano passado, em um dos melhores discos de 2012, I Bet On Sky.
O disco foi um grande sucesso comercial do grupo. No entanto, não representou uma grande ruptura com o som estridente que tornou o power trio famoso. Foi o último disco com o baterista, Murph, até a reunião total da banda com o baixista Lou Barlow em 2005, outro que já havia abandonado o barco após o disco Bug de 1988. Após Where You Been, Dinosaur Jr. se tornaria quase como um projeto pessoal do seu líder, J Mascis.
No álbum, temos diversos elementos que tornaram o som do grupo realmente único. A voz característica de Mascis, melódica e imutável ao longo de sua carreira, misturada a solos e riffs de guitarra que são, acima de tudo, precisos e barulhentos. Out There, a faixa de abertura, se tornou um dos grandes clássicos do grupo, um hino para uma geração e servindo inclusive de trilha sonora para um programa de TV da MTV no mesmo período.
Start Choppin é talvez um dos singles de maior sucesso da banda. Com guitarra suingada, tem um clima ensolarado, se mostrando extremamente divertida no refrão em falsete, e praticamente desengonçado de Mascis. O riff da música é, até hoje, um dos icones na carreira musical do Dinosaur Jr.
Outros grandes momentos na guitarra são vistos em On the Way e What Else Is New, com acordes rápidos, estridentes e perfeitos para um rolê de skate na rua. Poucas bandas acompanham uma atividade tão bem como Dinosaur Jr. e este disco deveria constar em qualquer playlist skatista, juntamente com um bom par de fones de ouvido.
A capacidade melódica de Mascis, criador de grandes baladas, é vista em canções como Not the Same e Get Me. Sua voz consegue se adaptar facilmente a diversas estruturas musicais, sempre com muita sinceridade percorrendo as suas letras e cordas vocais. Estas canções mostram um lado mais radiofônico do grupo, o que acabaria favorecendo a popularização deste disco no mercado americano e inglês.
Vemos ainda mais baladas ao longo do disco como a belíssima Goin Home e a lenta, e quase letárgica Drawerings, perfeita para ser cantada em momentos longe da sobriedade. Hide e I Ain’t Sayin, no entanto, não deixam o clima se tornar muito meloso, retomando as distorções e barulhos que fizeram a fama da banda. Mas talvez, desde sempre, a capacidade do grupo esteve muito ligada à capacidade de Mascis tocar e cantar tão bem, o que fez com que o lado alternativo da banda se tornasse cada vez mais tangível ao grande público.
Um dos discos mais famosos de um dos símbolos do Rock Alternativo, Where You Been se mostra um item essencial na discografia do Dinosaur Jr. e um excelente ponto de partida para quem quer se aprofundar na banda."
(http://monkeybuzz.com.br/artigos/3672/dinosaur-jr---where-you-been-20-anos-de-um-classico/)
Disco e capa em excelente estado.
Importado Canada.
Relançamento Rhino Vinyl 180 gram.
Saindo por R$ 90
Rolling Stones - Get Yer Ya-Ya's Out! The Rolling Stones in Concert (1969)
É um álbum ao vivo dos Stones, lançado em 4 de setembro de 1970 pela Gravadora Decca no Reino Unido e pela Gravadora London nos EUA, gravado em Nova York e Maryland, em novembro de 1969, pouco antes do lançamento de Let It Bleed.
Foi o primeiro álbum ao vivo a alcançar o primeiro lugar de vendas no Reino Unido. É considerado um dos melhores álbuns ao vivo de rock já lançado, ao lado de Live at Leeds do The Who, e do Alive! do Kiss.
O Grande sucesso do álbum,aliado ao auge musical da banda tanto em relação às suas apresentações ao vivo, quanto a maestria de suas músicas, em um momento em que os Beatles já não existiam mais, levou muitos adeptos do Rock reconhecerem os Rolling Stones como a maior banda de Rock do Mundo.
Uma razão para lançar um álbum ao vivo foi para combater o lançamento de Live'r Than You'll Ever Be, uma gravação pirata de uma performance Oakland na mesma turnê, a qual andava fazendo muito sucesso entre o público.
Sem fazer turnês desde abril de 1967, os Rolling Stones estavam ansiosos para pegar a estrada em 1969. Com seus dois álbuns mais recentes, Beggars Banquet e Through the Past, Darkly (Big Hits Vol. 2) sendo muito elogiados, as audiências estavam antecipando seu retorno aos palcos. Sua Turnê Americana de 1969, durante novembro e dezembro, teve a participação de BB King (substituído em algumas datas por Chuck Berry), Ike e Tina Turner e Terry Reid, tocando para casas lotadas.
Essa turnê foi a primeira de Mick Taylor com os Stones, pois Brian Jones havia sido substituído pouco antes de sua morte, em julho. As performances apresentaram a interação da guitarra de Taylor com Keith Richards. Embora tenha participado da gravação de apenas duas faixas de Let It Bleed, foi nesse álbum em que as habilidades de Taylor foram plenamente demonstradas.
Ao contrário do formato usualmente utilizado hoje em dia, no qual se registra o show completo, sem cortes e na sequência da apresentação, na época, o usual era se colocar nos discos faixas independentes, fora da ordem de execução, se priorizando as músicas com melhor execução e resultado ao vivo, até porque, a capacidade de armazenamento dos antigos LP's era bem mais limitada que o das mídias digitais posteriores. Live at Leeds, o clássico álbum ao vivo do The Who, também teve as faixas editadas da mesma forma.
A faixa "Love in Vain" foi gravado em Baltimore, Maryland, em 26 de novembro de 1969. As demais faixas foram gravadas nos dois dias seguintes, no Madison Square Garden em Nova York. No primeiro show foram gravadas 'Jumpin' Jack Flash' e 'Honky Tonk Women' ainda na noite de 27 de novembro e 'Carol', 'Stray Cat Blues', 'Sympathy for The Devil', 'Little Queenie' e 'Street Fighting Man' já na madrugada de 28 de novembro de 1969. Por fim, no segundo show, naquela mesma noite do dia 28, foram gravados 'Midnight Rambler' e 'Live With Me'. As gravações foram trabalhadas durante Janeiro e Fevereiro de 1970, no Olympic Studios de Londres. O produto final contou com vocais novos em meia às faixas, e backing vocais adicionados por Richards em várias outras.
O título do álbum foi adaptado a partir da música "Get Yer Yas Yas Out" por Blind Boy Fuller, mais especificamente do verso ""get your yas yas out the door"". A foto da capa foi tirada no início de fevereiro de 1970, tendo Charlie Watts com guitarras e bumbos penduradas no pescoço de um burro. Foi inspirada na letra da música "Visions of Johanna", composta por Bob Dylan (embora essa letra se refira a uma mula).
Na revisão do álbum para a revista Rolling Stone, o crítico Lester Bangs disse: "Eu não tenho dúvida de que é o melhor concerto de rock já registrado."
"Get Yer Ya-Ya's Out" foi lançado em setembro de 1970, bem nas sessões para o seu próximo álbum de estúdio, Sticky Fingers, sendo muito bem recebido por crítica e público, produzindo enorme sucesso comercial, atingindo por fim o 1º lugar entre os mais vendidos no Reino Unido e 6º lugar nos EUA, onde foi platina. Com exceção de compilações, foi o último álbum que a banda lançou através da Decca Records ou da London Records. A Partir de então, lançariam seus novos discos pela sua própria Rolling Stones Records.
Faixas
Lado A
1. "Jumpin' Jack Flash" 4:02
2. "Carol" 3:47
3. "Stray Cat Blues" 3:41
4. "Love in Vain" 4:57
5. "Midnight Rambler" 9:05
Lado B
6. "Simpathy For The Devil" 6:52
7. "Live With Me" 3:03
8. "Little Queenie" 4:33
9. "Honky Tonk Women" 3:35
10. "Street Fighting Man"
Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira 1981.
Saindo por R$ 70
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Raimundos (1994)
"Há exatos 20 anos, em 12 de maio de 1994, chegava às lojas Raimundos, disco homônimo de estreia da banda brasiliense Raimundos. No disco, clássicos que marcaram o rock nacional produzindo na década de 90 como Puteiro em João Pessoa, Palhas do Coqueiro e Selim.
O álbum, lançado pelo selo Banguela Records, da banda paulista Titãs, com a produção assinada por Eduardo Miranda, vendeu mais de 100 mil cópias.
A sonoridade pesada, com letras debochadas e cheias de duplo sentido, colocou a banda na crista da onda e foi o cartão de visitas para um trabalho coerente, mas cheio de altos e baixos. Na época, formado por Rodolfo, Fred, Canisso e Digão o grupo era figurinha tarimbada na televisão, presença garantida em grandes festivais - como o Hollywood Rock e o Monsters of Rock, ambos de 1996.
Nos primeiros sete anos de carreira, os Raimundos emplacaram dezenas de hits e venderam mais de três milhões de álbuns com Lavô Tá Novo (1995), Cesta Básica (1996), Lapadas do Povo (1997) e Só no Forévis (1999)."
(http://virgula.uol.com.br/musica/rock/album-de-estreia-dos-raimundos-completa-20-anos-listamos-letras-mais-engracadas-da-banda-brasilense)
Disco e capa em ótimo estado.
Edição Original 1994.
Saindo por R$ 90
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