domingo, 9 de março de 2014

Yngwie J. Malmsteen - Rising Force (84)



"Depois de alçar passos iniciais consideráveis com as bandas Steeler e Alcatrazz (que contava com o peso do nome de Graham Bonnet nos vocais), Yngwie Johann Malmsteen (ou verdadeiramente batizado Lars Johan Yngve Lannërback) mostrou ao mundo sua verdadeira força com "Rising Force", primeiro disco oficial de sua primorosa carreira solo.

Logicamente, Malmsteen é muito mais que um simples virtuoso das seis cordas. A simbologia que o envolve transpassa mais que a observação de um gênio com seu instrumento: Malmsteen representa e simboliza a condensação do hard rock com o classicismo.

Sueco de nascença, Yngwie Malmsteen foi, desde cedo, incentivado a dedicar-se à música. Aos cinco anos, iniciou seus estudos em (vejam só) trompete e piano. A idéia de se dedicar a um instrumento era inaceitável para a violenta e agitada personalidade do pequeno Yngwie. Em 1970, com sete anos de idade (dois anos após largar o piano e o trompete), o jovem Malmsteen assistiu na televisão uma homenagem a Jimi Hendrix, que havia falecido poucos dias antes. Yngwie ficou transtornado com o que viu: a imagem de Hendrix incendiando e destruindo sua guitarra teve um impacto intenso em sua vida e, literalmente, o Yngwie Malmsteen como nós conhecemos nasceu exatamente quando Jimi Hendrix nos deixou.

Seu empenho no estudo das seis cordas o fez abandonar a escola e respirar guitarra 24 horas por dia. Rapidamente, Malmsteen encontrou em Ritchie Blackmore uma referência insofismável: Yngwie adotou e acelerou a técnica de picking evidenciada originalmente por Blackus. Tendo eleito o hard rock em essência como seu norte, Malmsteen teve contato com uma das grandes influências de Blackmore: a música clássica. E, por mais que os trabalhos que antecederam este primeiro disco denotassem um estilo diverso, Malmsteen desde cedo evidenciou essa fusão do hard com a complexidade trazida pelo gênero musical clássico.

São justamente estes elementos que esteiam "Rising Force", álbum que abre o trabalho solo de Malmsteen. Seu talento incomparável como guitarrista foi prontamente reconhecido e, com seu disco de estréia (composto em sua totalidade por canções instrumentais, com exceção "Now Your Ships Are Burned" e "As Above, So Below") conseguiu um feito inédito: ser comercialmente rentável (com uma qualidade artística incontestável) e alcançar uma indicação ao Grammy de "Melhor Disco de Rock Instrumental" no ano de seu lançamento.

"Rising Force" (que inicialmente fora concebido como um projeto paralelo do Alcatrazz) traz algumas pérolas eternas de Malmsteen, como "Black Star" e "Far Beyond the Sun", abrilhantadas ainda mais pela participação de Barrie Barlow, lendário baterista do Jethro Tull. "Now Your Ships are Burned" também se destaca pela participação marcante de Jeff Scott Soto, indiscutivelmente uma das maiores vozes do hard rock surgidas a partir da década de 80. "Evil Eye" traz o peso característico de Yngwie Malmsteen, que seria melhor desenvolvido nos dois discos posteriores do guitarrista, "Marchin' Out" e "Trilogy". "Icarus Dream Suite Op.4" evidencia a marca clássica que Malmsteen ostenta com orgulho, sendo uma das canções mais bem trabalhadas do disco.

Se hoje falamos em neo-classical metal e em power metal como estilos e desinências perenes do heavy rock, seguramente devemos uma parcela dessa segurança a "Rising Force" e aos posteriores trabalhos de Yngwie J. Malmsteen. Força e densidade são bons sinônimos a este disco."

(http://whiplash.net/materias/cds/111392-yngwiemalmsteen.html)

Track-list:
1. Black Star
2. Far Beyond the Sun
3. Now Your Ships Are Burned
4. Evil Eye
5. Icarus Dream Suit Op. 4
6. As Above, So Bellow
7. Little Savage
8. Farewell


Disco e capa em excelente estado.
Edição Brasileira de 1985.
Saindo por R$ 35,00

Dio - Intermission (86)



"Após ter feito história no Elf, no Rainbow e no Black Sabbath, mas não ter dado certo com os integrantes dos grupos, Ronnie decidiu liderar sua própria empreitada em meados de 1982. E na época do lançamento de "Intermission", o norte-americano colhia os frutos de um trabalho bem-feito que atingiu o mainstream e deu mais reconhecimento ainda para o mesmo.

Gravado durante parte da turnê do "Sacred Heart", "Intermission" é um EP ao vivo que representa uma ótima fase para a banda Dio. Apesar de curtinho, a diversão dos headbangers de plantão fica garantida com a meia hora de duração, repleta de clássicos.

Tal ótima fase pode ser representada apenas pela lista de músicos que acompanhava Ronnie: Vivian Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo, Vinny Appice na bateria e Claude Schnell nos teclados fizeram parte do Dio até a metade da turnê "Sacred Heart", quando Vivian foi substituído por Craig Goldy, que gravou apenas a quarta faixa, "Time To Burn".

Pra quem não conhece, "Intermission" é uma boa introdução ao som de Dio - guitarras bem tocadas, composições harmoniosas e melódicas, cozinha fabulosa, peso e emoção aliados, cama de teclados muito boa e, claro, a voz de Ronnie, que dispensa comentários. "

(http://combe-do-iommi.blogspot.com.br/2010/05/dio-intermission-1986.html)

01. King Of Rock And Roll
02. Rainbow In The Dark
03. Sacred Heart
04. Time To Burn
05. Medley: Rock N' Roll Children + Long Live Rock N' Roll + Man On The Silver Mountain
06. We Rock

Ronnie James Dio - vocal
Vivian Campbell - guitarra
Craig Goldy - guitarra em 4, guitarra base adicional
Jimmy Bain - baixo
Claude Schnell - teclados
Vinny Appice - bateria


Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira Original de 1986.
Saindo por R$ 40,00

Venom - At War with Satan (84)



"Em 1981, o Venom estreou abalando as estruturas do heavy metal, pois o gênero ainda engatinhava no começo da década de 1980, nada estava definido a nwobhm começava a colocar as manguinhas de fora, o som praticado por bandas como Angel Witch, Holocaust e Diamond Head eram o heavy metal clássico pesado com uma pegada punk e estava calcado na máxima faça por você mesmo. O Venom quando soltou o álbum, Welcome to Hell mostrou que era possível ser ainda mais extremo, rápido e agressivo e ao contrário das demais bandas que se metiam a falar sobre o inferno, eles traziam o inferno até o ouvinte através do holocausto sonoro produzido por eles. 

O Black Metal estava ali se formando e mal sabiam os britânicos a influência que o som obscuro, sombrio e mórbido exerceria sobre os seus fãs. Em 1982, o passo definitivo com Black Metal que definitivamente abriu as portas para o inferno e ao invés de causar medo e repulsa nos fãs, eles queriam ser os demônios e tudo mais que o inferno oferecesse era bem vindo. O embrião do metal extremo estava ali bem diante dos olhos de miríades de garotos e garotas que não pensaram uma única vez se sequer e logo lançaram-se no culto profano do Venom e a banda crescia em popularidade com o seu poderoso e tosco e os vocais grunhidos de Cronos e as guitarras flamejantes de Mantas tratavam de incinerar as almas impuras enquanto a bateria de Abaddon anunciava a guerra entre o céu e o inferno. 

Musicalmente falando e das letras, ou seja a temática e a sonoridade que ajudavam a criar uma esfera nada tranquila, na verdade soavam como contestação a religião e a sua hipocrisia e não apenas adoração pura e simples ao demônio e as suas hostes. O grupo desfrustava de sucesso junto a crítica e ao público que não pestanejava e se fazia presente nos concertos, comprando os álbuns e as camisetas seguindo o grupo na sua estrada para o inferno e naquela época até o Motörhead que era considerada uma banda extrema devido ao som sujo, arrastado, veloz e pesado cantado com aquela voz rouca e alcoolizada de Lemmy perdia para o Venom quando o assunto era peso, agressividade e a atitude avassaladora. Tudo indicava que o Venom era banda escolhida para fundar um novo "ethos", uma ordem, ou mesmo uma igreja. 
        
O grupo já tinha dois álbuns lançados e uma bagagem nas costas, ou seja, uma larga experiência e logo sabiam que deveriam fazer um novo álbum o mais rápido possível, para poder manterem-se em evidência e ainda em 1983, eles decidiram que era hora de começar os trabalhos para o próximo álbum da banda e lá foram eles para o estúdio para realizar os trabalhos que daria origem o tal terceiro álbum. Esse disco que estava prestes a aterrizar nas prateleiras seria um trabalho diferenciado e nada do que o power trio já tinha feito anteriormente se comparava ao que estava por vir, pois os caras queriam fazer um álbum conceitual e ao mesmo tempo queriam também que ele fosse ainda mais brutal, mais agressivo e mais satânico ainda.

A primeira faixa "At War With Satan" seria uma das faixas mais longas a ser concebidas por uma banda de metal extremo, pois a faixa teria mais de vinte minutos e a inspiração para compô-la segundo afirmaria o baixista e vocalista viria do álbum 2112, do Rush e por coincidência ou não a faixa do Venom teria o mesmo tempo que o título do álbum do power trio canadense. Pelo lado instrumental é uma aventura épica e satânica, ou seja a guerra de satã e seus aliados contra os valores morais cristãos (fossem eles protestantes, católicos entre outros) cheias de riffs pesadas e baterias arrasadoras. As demais faixas não eram conceituais e cada uma abordava um tema diferente, mas a base era satânica a primeira delas que inclusive abre o lado B, que é composto por seis faixas e a "Rip Ride" que já começa com uma sessão rítmica avassaladora de bateria e riffs cavalares e os vocais grunhidos de Cronos e o seu baixo sustentam o peso da faixa que na verdade é um hino de louvor ao inferno. 

Em "Genocide" os riffs e a bateria pesadona tomam conta. A letra fala sobre aquelas pessaoas escravas da fé que a beira da morte buscam por salvação, mas o destino é o inferno para pagar pelos pecados cometidos neste plano. A faixa "Cry Wolf" começa com um dedilahdo de guitarra e os vocais de Cronos narrando a saga do lobo selvagem buscando a liberdade para logo em seguida cair num som rápido e pesado chamando-nos para a vida selvagem. "Stand Up (And Be Counted)" é outra faixa que segue fielmente o conceito do álbum referente ao desejo de ser brutal, rápido e satânico e também chama os fãs a se integrarem as legiões do inferno e também serem os mensageiros de satã. Em Woman temos uma referência direta ao sexo da maneira mais selvagem e brutal que dois seres humanos podem praticar. A instrumental tem excelentes riffs de guitarra e a bateria não dá trégua. Fechando o álbum vem "Aaaaaaarrghh" que é só uma zoeira com o Cronos gritando umas frases e o pessoal zoando e também balbuciando e os instrumentos indo a milhão em peso e velocidade. 
  
O álbum aterrizou nas prateleiras em abril de 1984, e assim como os seus antecessores fizeram a alegria dos fãs que não tinham nada de reclamar. O desejo de fazer um som mais brutal, pesado e satânico tinha sido alcançado e produção desta vez foi assinada pelo grupo que se produziu sozinho em estúdio e o resultado em comparação ao som sujo dos anteriores ficou para trás e aqui o som apareceu ligeiramente mais polido, mas não retirou do álbum como um todo a agressividade e a sujeira costumeiras do grupo e tornou-se de imediato um clássico que influenciou e ainda influencia vários jovens. 

At War With Satan é uma marco na carreira da banda, pois pela primeira vez uma banda teve a ousadia de lançar um disco conceitual e com uma faixa tão longa, mas em contra partida se compararmos aos demais álbuns que se inscrevem dentro deste formato foram tão fortes e intensos e o material restante se equiparava e fosse tão homogêneo como ele. Rapidez, agressividade e brutalidade naqueles anos áureos do heavy metal em geral tinham um nome, uma marca registrada que chamava-se Venom que fazia o inferno tremer e o diabo ficar com medo do trio inglês que definitivamente entrou para a história dos mortais e do inferno ao abrir as suas portas e trazê-lo em forma de holocausto sonoro."

(http://rocknrollmaniaco.blogspot.com.br/2012/12/classic-black-venom-at-war-with-satan.html)

Faixas: 

A1. At War With Satan 

B1. Rip Ride 
B2. Genocide
B3. Cry Wolf 
B4. Stand Up (And Be Counted)
B5. Woman, Leather and Hell 
B6. Aaaaaaarrghh 


Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira de 1986.
Saindo por R$ 50,00

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Atlantic Jazz - Mainstream (86)



"Nowadays, when the term "mainstream jazz" is used in most circles, it is synonymous with bland, inoffensive, smooth jazz. Perhaps all too aware of that, critic Bob Blumenthal stumbles a bit in his liner notes to Atlantic Jazz: Mainstream by going to the dictionary to explain how this album was compiled. He had no need to do so, for “mainstream” shouldn’t be considered a dirty word.

Rather, these are recordings made by some of the more popular artists to pass through the Atlantic studio. If their music appeals to a wider audience, not only exposing more listeners to jazz but also allowing Atlantic to pay the bills, so be it. These mainstream artists are widely respected in the jazz community. It’s not like we’re talking Kenny G here.

The concept of mainstream incorporates several unique types of jazz, at least as it is presented on this album. Big band is represented on tracks from Duke Ellington ("Perdido") and Woody Herman ("Four Brothers"), as well as a European edition co-led by expatriate bop drummer Kenny Clarke and Belgian piano player Francy Boland ("Speedy Reeds"). At the other end of the spectrum, The Modern Jazz Quartet performs a more intimate chamber jazz.

Horn man Tony Fruscella, who played in the cool mode, opens the album with a stirring rendition of "I'll Be Seeing You." Art Farmer and Ira Sullivan, both of whom prefer the bop style, also treat the listener to stately ballads.

Coleman Hawkins takes us back to the days of swing while David "Fathead" Newman and his employer, one Ray Charles, go even further back by giving a dedicated reading to Fats Waller’s “Ain’t Misbehavin’.”

Despite its abundance of styles, Atlantic Jazz: Mainstream is well programmed. For example, Side 2 contains the three big band tracks, all upbeat numbers, separated by the Farmer and Sullivan ballads, “Embraceable You” and “Everything Happens to Me”, respectively.

There is also a sense of jazz history, or at least continuity, at play. On Coleman Hawkins’ piece, the self-penned "Stuffy," Milt Jackson and Connie Kay back him up. The very next cut is “Django,” a tribute to the Gypsy guitar legend Django Reinhardt. It is performed by the Modern Jazz Quartet, of which Jackson and Kay were members. Following that number comes Reinhardt's own “Daphne” as performed by his onetime partner, violinist Stephane Grappelli.

Although there is nothing particularly earth-shattering about these performances, all 10 of its tracks are refreshing to hear. Also, each track has a different lead artist, something that cannot be said of most of the other albums in this series. In that sense, Atlantic Jazz: Mainstream is an ideal sampler."

(http://jazzandroll.blogspot.com.br/2008/11/atlantic-jazz-mainstream.html)


01. I'll Be Seeing You · 3.14 · Tony Fruscella
02. Ain't Misbehavin' · 5.37 · Ray Charles
03. Stuffy · 5.39 · Coleman Hawkins & Milt Jackson
04. Django · 4.34 · The Modern Jazz Quartet
05. Daphné · 3.19 · Stéphane Grappelli
06. Perdido · 5.03 · Duke Ellington
07. Embraceable You · 7.00 · Art Farmer & Jim Hall
08. Four Brothers · 3.31 · Woody Herman
09. Everything Happens to Me · 5.43 · Ira Sullivan
10. Speedy Reeds · 5.35 · Clarke-Boland Big Band


Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira de 1988.
Saindo por R$ 20,00

Belchior - Era uma vez um homem e seu tempo (79)



"Houve um tempo em que a música brasileira não estava tão centrada no eixo Rio-São Paulo e havia certo espaço para que artistas de outras regiões mostrassem os seus talentos. 

Muitos foram os discos de Belchior – e muitas as suas canções, gravadas por outros artistas, nomes como Elis Regina, Fagner e até Roberto Carlos. Porém, o LP “Belchior”, lançado pela gravadora Warner em 1979, é possivelmente seu trabalho mais definitivo - ao lado de "Alucinação" de 1976.

Abrindo com a conhecida “Medo de Avião”, o disco decanta-se em pérolas como “Retórica Sentimental”, “Tudo Outra Vez”, “Meu Cordial Brasileiro”, “Pequeno Perfil De Um Cidadão Comum”, além da fabulosa “Espacial”.

Trazendo as letras das canções distribuídas na forma de poemas concretos ao longo de seu encarte, “Belchior” é um disco magnífico, bem acabado e atemporal, é imprescindível a qualquer coleção que se preze. Um verdadeiro banquete para aqueles que apreciam a boa música daqueles bons tempos."

(http://ousera.blogspot.com.br/2010/08/secao-cult-belchior-1979.html)


Disco e capa em ótimo estado.
Edição Original 1979.
Saindo por R$ 20,00


Heitor Villa-Lobos Conducting Symphony Of The Air - Bidú Sayão (soprano) -‎ Forest Of The Amazon (59)



A "Floresta Amazônica" é sua derradeira criação, baseada, assim como o filme realizado pela MGM, na novela de Hudson "Green Hansions"... a última obra que Villa Lobos compôs e regeu antes de seu falecimento.

Um poema construído coletivamente: a música de Villa Lobos; a letra de Dora Vasconcellos; a voz de Bidu Sayão.


Faixas:
A1 Em Plena Floresta
A2 Excitação Entre Os Indios
A3 Dança Da Natureza
A4 Dança Selvagem Guerreira
A5 Veleiros
A6 A Caminho Da Caçada
B1 Cair Da Tarde
B2 Os Indios À Procura De Moca
B3 Os Caçadores De Cabeça
B4 Tarde Azul
B5 Canção De Amor
B6 O Fôgo Na Floresta


Disco e capa em ótimo estado.
Saindo por R$ 35,00

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Jethro Tull - Living in the Past (72)



Living in the Past é uma semi-coletânea que traz canções inéditas, grandes sucessos e duas faixas ao vivo reunidas num álbum duplo.

"Living in the Past is a double album quasi-compilation collection by Jethro Tull, which contains album tracks, outtakes, the "Life Is a Long Song" EP, and all of their singles except for "Aeroplane", "Sunshine Day", "One for John Gee", "17" and the original United Kingdom version of "Teacher" (the United States single version was included instead). Many of the tracks only appeared as British releases before being compiled on Living in the Past for the first time in the American market.

The album was named after the single released in May 1969 and was released in an elaborate gate-fold packaging that contained a large color photo booklet with over 50 photos of the band.
Two songs, "By Kind Permission Of" and "Dharma for One", were recorded live at Carnegie Hall.

"Love Story", "Christmas Song", "Living in the Past", "Driving Song", "Sweet Dream" and "Witches' Promise" were originally released as mono singles and remixed into stereo for inclusion on the album.
The album peaked at No. 3 on the Billboard 200 charts and went gold not long after its release. The title track from the album became Tull's first top-40 hit in the United States, reaching #11, a full three years after it performed well in Britain.

In the United States, Living in the Past was the first Jethro Tull album to appear on the Chrysalis Records label; while each of the band's previous albums were marked as "a Chrysalis Production", the albums were released by Warner Bros. Records' Reprise Records subsidiary. Interestingly, early U.S. editions of Living in the Past bore both a Chrysalis catalogue number (2CH 1035) and a Reprise catalogue number (2TS 2106). This suggests that the album was scheduled to appear on Reprise Records but Chrysalis gained control of the band's USA releases in late 1972." (wikipedia)


Disco 1
"Song For Jeffrey" - 3:20
"Love Story" - 3:02
"Christmas Song" - 3:05
"Living In The Past" (Anderson/Ellis) - 3:20
"Driving Song" - 2:39
"Bourée" (Bach arr. Jethro Tull) - 3:43
"Sweet Dream" - 4:02
"Singing All Day" - 3:03
"Teacher" - 4:08
"Witch's Promise" - 3:49
"Inside" - 3:49
"Alive And Well And Living In" - 2:45
"Just Trying To Be" - 1:36

Disco 2
"By Kind Permission Of" (ao vivo) (Evan) - 10:11
"Dharma For One" (ao vivo) (Anderson/Bunker) - 9:45
"Wond'ring Again" - 4:12
"Hymn 43" - 3:17
"Locomotive Breath" - 4:24
"Life Is A Long Song" - 3:18
"Up The 'Pool" - 3:10
"Dr. Bogenbroom" - 2:59
"For Later" - 2:06
"Nursie" - 1:38


Disco e capa em excelente estado.
Edição Brasileira de 1983 (edição capa dupla com fotos, originalmente lançada sem o livreto).
Saindo por R$ 60,00

Obs: essa marca no vinil (na foto) é reflexo - e não risco/mancha.



Patrick Ball - Celtic Harp, Vol. 2 (From a Distant Time) (83)



"(...) Outro disco dos mais interessantes é o que traz a harpa celta de Patrick Ball: esse som nos remete imediatamente aos tempos de Morgana, Arthur, Lancelot e Merlin; uma "trilha sonora" para leitura de "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley, Patrick Ball traz em sua original harpa o espírito musical celta. Música Instrumental em um alto nível, neste disco são interpretadas canções seculares, folclóricas da Inglaterra, Irlanda, Gales..."

(http://www.millarch.org/artigo/new-age-musica-alma-para-o-final-do-milenio)

Disco e capa (com "assinatura") em ótimo estado.
Edição Brasileira Original de 1983.
Saindo por R$ 15,00


Cazuza - Ideologia (88)



"Ideologia. Quem é que não quer uma pra viver? Pois era exatamente o que o Cazuza gritava nas rádios há 23 anos, na canção que dava o nome daquele que seria o seu mais emblemático álbum. “Ideologia”, o terceiro de sua carreira solo, é de longe um dos melhores discos da década de 80. Um pico criativo do artista, que infelizmente não iria durar por muito tempo.

No contexto, Cazuza ainda tentava se firmar como cantor solo depois de deixar o Barão Vermelho em pleno auge de vendas do disco “Maior Abandonado”. O fato é que seus dois primeiros discos, mesmo tendo emplacado alguns hits, ainda ficavam devendo algo para a crítica.

Esse quadro mudou com “Ideologia”, que tristemente coincide com as primeiras manifestações agressivas da aids, doença que ele havia contraído um pouco antes de 1988. Na contracapa do disco, ele aparece com um lenço na cabeça, que já era uma forma de tentar disfarçar a queda dos cabelos provocada pela doença.

“Ideologia”, a canção, foi mais uma parceria de Cazuza com Roberto Frejat, do Barão. É um hino dos anos 80. Cita que os heróis dos anos 70 haviam morrido de overdose e que os inimigos, uma citação clara aos políticos, estavam no poder. Também há citações metafóricas à aids (Meu partido é um coração partido/E as ilusões estão todas perdidas/Os meus sonhos foram todos vendidos/tão barato que eu nem acredito…o meu prazer agora é risco de vida…).

A canção seguinte, “Boas Novas”, é uma catarse sonora. Cazuza se revela novamente por inteiro, dizendo que tinha visto a cara da morte e que ela estava viva. Era a doença mais uma vez se manifestando em forma de música.

“O Assassinato da Flor” é uma canção mais leve, que lembra bastante sua época no Barão. E a “Orelha de Eurídice”, com letra mais densa, tem a participação do violonista Rafael Rabelo, que ironicamente também morreria de forma precoce alguns anos mais tarde. A faixa “Guerra Civil” foi resultado de parceria com Ritchie (aquele mesmo do hit “Menina Veneno”) e também tem a cara do Barão.

“Brasil” (parceria com George Israel e Nilo Romero) já tinha sido tema de novela da Rede Globo na voz de Gal Costa. Mas o arranjo da gravação de Cazuza também ficou antológico. Como não se identificar com o cara que ficava guardando os carros enquanto os ricaços bacanas entravam na festa para comer tudo do bom e do melhor? É, o País precisava mostrar mesmo a sua cara para tomar vergonha.

A canção “Um Trem Para as Estrelas” foi composta em parceria com Gilberto GIl. E havia sido trilha de filme no cinema. Ela ganhou um arranjo acústico mais intimista na voz de Cazuza.

“Vida Fácil” foi outra parceria com Frejat, que lembra bastante os tempos com o Barão. Letra com refrão de fácil memorização e melodia que parece inspirada em Erasmo Carlos. “Blues da Piedade” foi mais uma genial parceria com Frejat, em cujo refrão Cazuza reforça a necessidade de se pedir piedade “pra aquela gente careta e covarde”.

As canções seguintes, “Obrigado” e “Minha Flor Meu Bebê”, são mais fracas em relação ao restante. Mas aí, na última canção do disco, Cazuza se supera mais uma vez ao fazer a versão em bossa nova de uma canção escrita por ele e Renato Ladeira. “Faz Parte do Meu Show” grudou na memória de quase todos que passaram pelos anos 80. O arranjo de clima retrô, meio bossa nova e rock´n roll, só realçou ainda mais a beleza da melodia simples que Renato Ladeira compôs.

“Ideologia”, o disco, representou o pico criativo de Cazuza motivado pela doença que se manifestava a cada momento de sua vida, louca vida. Ele gravaria apenas mais dois discos, um ao vivo (“O Tempo Não Para”) e outro de estúdio (“Burguesia”). E só. Aquele menino que iria mudar o mundo passou a assistir a tudo em cima do muro dois anos mais tarde. Em julho de 1990, Cazuza morreu em busca daquilo que sempre quis: uma simples ideologia de vida."

(http://www.leriaselixos.com.br/disco-de-cabeceira-ideologia-cazuza-1988/)


Disco e capa em excelente estado; com encarte.
Edição Original 1988.
Saindo por R$ 50


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Raul Seixas - Novo Aeon (75)



"No verão de 1989, Raul Seixas e eu estávamos em minha casa preparando material para o disco A Panela do Diabo quando ele falou: "Marceleza, vamos dar um tempo nesta paranóia de compor e tomar uma cervejinha". Fizemos uma pausa, quando eu coloquei para tocar o seu álbum Novo Aeon e disparei: "De todos os discos que você fez, este é o meu favorito". Para minha surpresa, ele rebateu: "O meu também!".

À medida que as músicas rolavam, ele ia me dizendo que, ao contrário do sucesso de Krig-Ha Bandolo (1972) com "Ouro de Tolo", e principalmente Gita (1974) - que vendeu algo em torno de oitocentas mil cópias, puxado pela faixa-título -, Novo Aeon não havia ultrapassado as quarenta e poucas mil. Mas se o álbum frustrou as expectativas da gravadora, ao mesmo tempo tornou-se uma espécie de querido filho bastardo para Raul.

Realmente, este é um disco filho da puta de bom. Se Raulzito sempre foi, antes de tudo, um homem de textos, eles nunca estiveram tão afiados, sarcásticos e intensos como em Novo Aeon. O disco é aberto com "Tente Outra Vez", balada que exorta os perdedores e desesperados a voltar à luta: "Tente / Levante sua mão sedenta e recomece a andar / Não pense que a cabeça aguenta você parar."

Entre o dramático e o patético, ela nos conduz a uma obra-prima da parceria de Raul com o letrista Paulo Coelho - o "Rock do Diabo". Temido e odiado no senso comum, o velho demo é visto aqui não só como um integrante da mesma gangue ("O diabo usa capote / É rock, é toque, é fuck"), mas como alguém que pode sintetizar a complexidade da psicanálise em uma simples ação ("Enquanto Freud explica as coisas / O diabo fica dando os toques"). Cantando que "o diabo é o pai do rock", Raul revela uma intimidade com o assunto que remete ao bluesman Robert Johnson - que em 1936 afirmava "andar lado a lado com satã" em "Me and the Devil Blues".

Enquanto o disco rola, surgem os temas mais imprevisíveis. "Tu És o MDC da Minha Vida" traz uma melodia que costura Orlando Dias e Odair José, enquanto a letra - outra parceria com Paulo Coelho - vai levando a situações hilárias através de seus versos impossíveis: "Eu me lembro / Do dia em que você entrou num bode / Quebrou minha vitrola e minha coleção de Pink Floyd". Quem senão Raulzito ousaria tal rima?

Em outras duas canções, ele flagra os impasses e as contradições que se abateram sobre sua geração no início dos anos setenta. No rock'n'roll de "A Verdade Sobre a Nostalgia" declara que "Mamãe já ouve Beatles / Papai já deslumbrou / Com meu cabelo grande eu fiquei contra o que eu já sou". Já "É Fim de Mês" traz em ritmo de baião uma abordagem semelhante (com uma alusão a Os Panteras, o primeiro grupo de rock de Raul em Salvador): "Já fui pantera, já fui hippie, beatnik / Tinha o símbolo da paz dependurado no pescoço / Porque nego disse a mim que era o caminho da salvação."

Mas um dos momentos mais emocionantes está na canção "Para Nóia", em que a criação católica de Raul desaba com toda sua avalanche de culpas, temor a Deus e vergonha da masturbação ("Minha mãe me disse há tempos atrás / Deus vê sempre tudo o que você faz / Mas eu não via Deus / Achava assombração ... Vacilava a ficar nu lá no chuveiro, com vergonha / De saber que tinha alguém ali comigo / Vendo fazer tudo que se faz dentro de um banheiro").

Um disco inquieto, apesar de maduro. Às vezes cínico, mas sempre perturbador, Novo Aeon contém toda a grandiosidade estética e poética de Raul. Um artista que, em vida, fazia questão de polemizar e desprezar o insosso "novo rock brasileiro" e por ele era ignorado. Agora, quase três anos após sua morte, alguns dos "artistas" que o "homenageiam" mal conhecem o trabalho dele, mas parecem "topar tudo" por dinheiro. Não se deixe enganar e vá ao original."

(Marcelo Nova, Seção "Discoteca Básica", Revista Bizz#80, março de 1992)

Faixas:
1. Tente Outra Vez
2. Rock do Diabo
3. A Maçã
4. Eu sou Egoísta
5. Caminhos I
6. Tú és o MDC da Minha Vida
7. A Verdade sobre a Nostalgia
8. Para Nóia
9. Peixuxa (O Amiguinhos dos Peixes)
10. É Fim do Mês
11. Sunseed
12. Caminhos II
13. Novo Aeon

Disco em muito bom estado (sem riscos - com sinais de uso e eventuais estalos).
Capa em ótimo estado.
Saindo por R$ 40,00