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"Existem dois discos do Waterboys que eu guardo com grande carinho: This is the Sea e Fisherman's Blues. O primeiro por conter "The Whole of the Moon" e "Don't Bang the Drum", duas canções que ouço até hoje. Mas foi com Fisherman's Blues que me apaixonei de vez pela banda. Eu fiquei fã do violino de Steve Wickham e dos outros músicos. O disco fecha com um poema de William Butler Yeats, "The Stolen Child", que foi musicado. Mike Scott é um desses caras que você fica à vontade para bater um papo. Apesar da dificuldade de seu sotaque, meio escocês, meio britânico, teve a paciência de conversar comigo em uma ligação para Londres. Mike lembra bem do nascimento de Fisherman's Blues: "Reuni um pessoal na Irlanda e na Escócia para começar um novo projeto. Eu queria algo mais perto da cultura dos dois países, instigado pelas jams que fazíamos nos shows, improvisando músicas de This is the Sea com outras inéditas. Durante as gravações, ficávamos horas e horas improvisando músicas". O disco é um bom antídoto para quem precisa de um momento para sentar e pensar na vida. Melodioso, foi gravado em duas partes: a primeira, de janeiro até março de 1986, e a segunda, de março a maio de 1987, na Irlanda. Como não poderia faltar, há uma versão delicada para um trabalho que um irlandês gravara, "Sweet Thing", de Van Morrison. "Van é o maior referencial da Irlanda quando você fala em música. Obviamente que os jovens conhecem pouco e tenham crescido ouvindo U2, de quem sou amigo e gosto. Mas Van, puxa, é aquela coisa: a voz, as melodias, seu jeito de interpretar. Ele é abençoado". Uma curiosidade no disco é a faixa "World Party", que fez com Karl, que a adotou como o nome de sua banda. Mike Scott conta que foi influenciado por Lou Reed, Bob Dylan, Jimi Hendrix e Rod Stewart em sua primeira fase. "Quando éramos garotos na Grã-Bretanha, o punk era a maior referência cultural para nós. Eu até gostava de algumas bandas, mas não tinha muito a ver com o que eu ouvia. Clash e Pistols ficaram para a história, são bandas maravilhosas, mas eu gostava daqueles discos de música celta, folk, de ouvir a voz de Dylan ou mesmo de Van. Minha afinidade estava aí". Aos 21 anos, mudou-se para Londres e formou o Another Pretty Face. A formação durou de 1979 até 1981, com Scott nos vocais e guitarras. No mesmo ano mudou o nome para Waterboys, roubado da canção "The Kids", do álbum Berlin de Lou Reed. "Era uma experiência maravilhosa ouvir música. Parecia que não tinha fim. Quando descobri Lou Reed, fiquei fascinado. Aquelas letras, que eram pornográficas para a época, me deixavam babando. Eu queria ser músico mais do que qualquer coisa". Contando com músicos como Steve Winckham, Anthony Thistlewaite, Trevor Hutchinson e Roddy Lorimer, começou o projeto Fisherman's Blues. "As músicas tinham que soar como uma continuação da outra. Usamos instrumentos típicos da Irlanda e começamos o processo de criação. Mas eu tive que parar no meio de 1986 para promover o This is the Sea, que acabara de ser lançado. Só pude retomar em 1987 a finalização do álbum. Uma das características que mais gosto do disco é que agradou fãs de várias idades. Eu cheguei a ser elogiado por crianças e adultos, que confessaram amar o trabalho. Tive sorte de tocar com grandes músicos, que participaram ativamente do projeto. Na verdade o Waterboys era eu e Anthony, mas como teve tantos convidados e amigos entrando na produção, o Waterboys ganhou mais integrantes, parecidos com uma grande família". O disco serve como uma boa introdução às músicas mais antigas da Irlanda. Grupos como Dubliners e Chieftains já faziam o mesmo som desde os anos 60 e ainda continuam. "Quando o disco estava quase pronto, eu queria uma coisa diferente para fechar. Escolhi musicar "The Stolen Child", de Yeats, por ter paixão a esse poema e toda sua obra. Quando você produz alguma coisa que te agrada é como chegar mais perto de Deus, não pela perfeição, mas pela emoção e humildade que transparece nas faixas. Eu não gosto mais de uma música do que outra, isso é trabalho dos DJs. O meu é escrever, tocar e propocionar bons minutos de música para os meus fãs, não importando quem sejam. O trabalho tem que ser honesto, necessita de uma doação pessoal e muita concentração. Quando componho, fico totalmente focado no que estou fazendo. Compor uma música ou uma melodia pode não ser tão complicado, mas fazer com que todos toquem aquilo que você quer e passar sua visão do projeto para os outros é muito mais trabalhoso. Às vezes dá vontade de desistir, mas não faço isso. Eu sei o que desejo e vou até o fim do trabalho. Você tem que acreditar em si mesmo". Eu tenho três cópias do disco, duas em vinil e uma em CD. Tive que comprar dois discos porque quase furei o primeiro de tanto ouvir. Se você quer escutar um disco que faça bem ao espírito, vá atrás de Fisherman´s Blues. Conhecerá um outro lado da Irlanda e verá que lá não há apenas o U2. Fiquem com a letra da faixa título. Um abraço. Fisherman's Blues I wish I was a fisherman tumbling on the sea far away from dry land and its bitter memories casting out my sweet line with abandonment and love no cieling bearing down on me save the starry sky above with Light in my head and you in my arms I wish I was the brakeman on a hurtling, fevered train crashing headlong into the heartland like a cannon in the rain with the beating of the sleepers and the burning of the coal counting the towns flashing by in a night that's full of soul with Light in my head and you in my arms" (Por Rubens Leme da Costa, in: http://www.collectorsroom.com.br/2009/09/mofo-waterboys-fishermans-blues-1988.html) Faixas: A1 Fisherman's Blues 4:29 A2 We Will Not Be Lovers 7:05 A3 Strange Boat 3:09 A4 World Party 4:03 A5 Sweet Thing 7:16 A6 Jimmy Hickey's Waltz 2:08 B1 And a Bang on the Ear 7:35 B2 Has Anybody Here Seen Hank? 3:21 B3 When Will We Be Married? 3:03 B4 When Ye Go Away 3:47 B5 Dunford's Fancy 1:06 B6 The Stolen Child 6:57 B7 This Land Is Your Land 0:58 Disco em ótimo estado. Com encarte. Capa em muito bom estado (levemente envelhecida). Edição Brasileira de 1988. Saindo por R$ 25,00
"Numa época em que as guitarras grunge e camisas quadriculadas eram a trilha sonora para a angústia, as melodias delicadas e a sensibilidade estética de Jeff Buckley o colocavam num mundo à parte. Tendo saído da cena vanguardista de Nova York no início dos anos 90, Buckley - cujo pai era um herói do folk do final da década de 60 - gravou o seu primeiro EP comercial de quatro músicas, Live at Sin-É, no café de mesmo nome no bairro boêmio East Village. Antes de ser lançado pela Columbia no outono de 94, Buckley e os seus músicos já tinham gravado seu primeiro LP de estúdio, Grace. O disco é uma ode em 10 músicas dedicadas à saudade, à perda e à absoluta impaciência do homem nos momentos difíceis. As letras são melancólicas, mas o álbum escapa de ser excessivamente sentimental graças ao tom otimista dos vocais de Buckley e aos reconfortantes arranjos musicais. "Last Goodbye" é insuportavelmente triste e é acompanhada por cordas capazes de dilcerar o mais frio e duro dos corações. Ao mesmo tempo, "Corpus Christi Carol", de Benjamin Britten, deixa Buckley solto para demonstrar a flexibilidade de sua voz, que alcançava várias oitavas. Uma boa ironia presente no trabalho de Buckley é o fato de que músicas pensadas para locais minúsculos com acústica pobre soam enormes e gloriosas neste álbum de estreia impressionantemente maduro. A sua versão de "Hallelujah", de Leonard Cohen, demonstraram tanta autoconfiança que ficamos pensando quem gravou a primeira versão... Grace tornou-se um álbum clássico e tanto críticos como os músicos elogiaram a genialidade musical de Buckley. Mas infelizmente o futuro brilhante que todos prediziam nunca veio: Jeff Buckley afogou-se em maio de 1997, aos 30 anos, deixando um legado musical tragicamente curto, mas de importância vital." (resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco e capa em excelente estado - impecáveis. Importado USA. Edição 2010. "Premium - Vinyl Pressing - HQ-180 gram high quality" Saindo por R$ 100,00
Billie Holiday (Filadélfia, 7 de Abril de 1915 — Nova Iorque, 17 de Julho de 1959), por vezes, mais conhecida como Lady Day, é por muitos considerada a maior de todas as cantoras do jazz. Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo. Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong. Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico. Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos Estados Unidos (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong. Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou "Lady Day". A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz. Pouco antes de sua morte, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal." (wikipedia) Tracklist A1 Them There Eyes A2 Lover Man (Oh Where Can You Be?) A3 Easy Living A4 Baby Get Lost A5 You're My Thrill A6 There Is No Greater Love B1 That Ole Devil Called Love B2 I'll Look Around B3 Gimme A Pigfoot And A Bottle Of Beer B4 My Man (Mon Homme) B5 Don't Explain B6 Ain't Nobody's Business If I Do C1 Deep Song C2 Crazy He Calls Me C3 Keeps On Rainin' C4 No More C5 Do Your Duty C6 Now Or Never D1 Good Morning Heartache D2 Somebody's On My Mind D3 Porgy D4 Solitude D5 This Is Heaven To Me D6 God Bless The Child Disco (duplo) e capa em excelente estado; com encarte. Edição Brasileira de 1972. Saindo por R$ 40,00
"O camaleão do rock não mudou de cores entre o revolucionário Ziggy Stardust..., e Aladdin Sane, de 1973 (sua tentativa de quebrar as resistências do público americano). Ele inda era a mesma estrela infantilizada do glitter-rock, "making love to his ego", como dizia em "Ziggy Stardust".
Composto em boa parte durante a turnê de Bowie pelos Estados Unidos em 1972, Aladdin Sane começa onde Ziggy parou e conta as memórias brutais da ascensão meteórica de um artista de rock ao estrelato. O desespero e a demência escorrem pelas faixas, enquanto o personagem central luta para, em meio ao estupor de drogas e álcool, encontrar algum tipo de revelação e, talvez, se redescobrir. O novo personagem não provoca a mesma empatia que Ziggy, mas o álbum provou suas qualidades, graças a músicas cativantes como "Panic in Detroit", "Time" e "The Jean Genie".
Como em Ziggy, o guitarrista Mick Ronson é uma estrela também neste álbum. Ele se atira à guitarra, no estilo de Keith Richards, na sensacional faixa de abertura, "Watch that Man", e parece o godzillla visitando Suffragette City na malvada "Panic in Detroit". O produtor Ken Scott, que foi o engenheiro de som de Magical Mystery Tour e White Album, dos Beatles, vai da sofisticação da faixa-título ao rock obsceno de "Cracked Actor".
O teclado de Mike Garson enfeita a faixa final, a arrepiante "Lady Grinning Soul", enquanto a melodramática leitura de Bowie de "Time" é o verdadeiro hino do álbum. O único ponto fraco do disco está na interpretação equivocada de "Let´s Spend the Night Together", dos Rolling Stones."
(resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer")
Disco em ótimo estado. Capa em muito bom estado (com envelhecimento natural de uma edição original de 1973). Edição Brasileira, original 1973. Saindo por R$ 50,00
"Se depois de quase quatro décadas ainda permanecer válida a informação, reparem que o disco Minas tem nas duas únicas sílabas de seu título, as primeiras do nome e sobrenome artísticos de Milton Nascimento. Essa coincidência foi notada pela inocência ladina do menino Rúbio que ainda naquele 1975 receberia como agradecimento oficial pela inspiração, a dedicatória de um dos álbuns mais importantes de Milton Nascimento. Diga-se de passagem, o disco é povoado pela manifestação jovial da primeira idade. Num álbum tão intenso em significados e belezas quanto aqueles anos de chumbo o eram por autoritarismo e violência, alguns desses intervalos para o recreio soavam ao longo de sua audição como que para resgatar do pesadelo a criança adormecida em algum canto de cada brasileiro. Realmente tornava-se ainda melhor ouvir Minas do alto da pureza de um galho de árvore nalgum quintal de nossas memórias meninas. Talvez com essa intenção, um coro infantil nos leva pela mão até o belo tema instrumental de abertura, “Minas”, do pernambucano Novelli. O vocalise e o violão do artista nos inserem no contexto do disco preparando-nos a viagem através das Minas de Milton Nascimento. Revelando finalmente de onde provinha aquela linha melódica, os meninos insurgirão definitivamente em “Paula e Bebeto” – a décima faixa que inaugura a parceria de Milton Nascimento com Caetano Veloso. Há que se reconhecer que sempre fora a coragem uma das coisas mais admiráveis no Clube da Esquina. Se tivéssemos essa liberdade, assim chamaríamos então mais uma prática de muitas das santas inocências de um movimento que aqui se permite abrir o disco de um dos maiores cantores de todos os tempos da MPB, com uma faixa desprovida de letra. Não foi à toa que essa agremiação etérea ganhou mundo a partir de um pedaço de calçada. Minas, contudo, tem outros vários diamantes. Um deles é “Fé cega faca amolada”, diamantina em todos os sentidos. Da combinação perfeita entre a melodia de Milton e a letra de Ronaldo Bastos, partimos embarcados no arranjo que sustenta um duelo de “bês” entre Bituca e Beto (Guedes) mediado pelo o violão de Toninho Horta, até o interlúdio rock-jazz sensacional que, como reza a tradição do Clube, é um momento instrumental que vale por si só. Em seguida, uma sequência de tirar o fôlego. Começa em “Beijo partido” de Toninho Horta, a quem poucas vezes veríamos assinando sozinho uma canção. Considerando a definição técnica de “canção” como o conjunto de melodia e letra, o que se vê ao longo da carreira desse admirável compositor e músico é que poucas vezes suas autônomas seis cordas precisariam lançar mão de palavras próprias para se expressarem. Esse beijo nos é dado para selar uma dessas exceções. A canção de abandono que se tornaria clássica, é linda por si só, mas para os iniciados em harmonia é um banho renovador de acordes sequenciais do ourives Toninho Horta. “Saudades dos aviões da Panair” de Milton e Fernando Brant, dá asas uníssonas aos nossos sonhos moleques de voar. Como num roteiro de Spielberg, por encanto um bonde cria asas para constatarmos a pequenez humana diante da obra perfeita de Deus. A melodia desce ladeiras, voa e esculpe nuvens com um barroco mineiro feito por seus autores impactados pela trágica e sublime trajetória do indivíduo pela vida. Pungente e incomum. Vamos agora festejar a costela que vai se quebrar em “Gran Circo” de Bituca e Márcio Borges. Debuta nela a cantora Fafá de Belém em um vocalise interlúdico que serve de repouso para a marcha brancaleônica da sina brasileira naquele eterno agosto político da década. Encontramos um repouso nostálgico no ponto final de “Ponta de areia” dos mesmos Nascimento e Brant. O neodobrado parece ser executado das ruínas de um coreto para uma cidade fantasma onde a ferrovia que levava ao mar não passa mais. Uma beleza com gosto de mato e sal que eterniza o obscuro trecho férreo e, à sua maneira, mantém seus trilhos fincados no coração de Minas. Remanso ou cachoeira, seja o que for que se apresente depois da curva de rio de “Simples”, canção de Nelson Ângelo, será um belo cenário para fechar um disco e deixar aberto seu fluxo em direção ao mar. Mas antes disso, passamos pelo psiquismo jazzy de “Trastevere” - parceria de Ronaldo Bastos com Milton onde o rio romano Tibre corta as montanhas de Minas e pelo idílico convite à felicidade a dois de “Leila” – só de Bituca. Há ainda o pós-feminismo escondido em “Idolatrada”, mais uma grande parceria de Nascimento com Brant que a um tempo só reverencia e protege-se dos poderes da mulher sobre a fragilidade masculina. “Paula e Bebeto” é uma quintessência parda no álbum. Citada melodicamente pelo coro da meninada desde a abertura do disco, ela emerge em várias faixas como que para mostrar que sua importância sempre estivera subterraneamente presente. A abertura na música dessa estrada natural ligando Minas de Milton a Bahia de Caetano aqui se dá pela primeira vez. O encontro de fronteiras corriqueiro em livros de geografia não poderia passar em brancas nuvens em nosso cancioneiro, até porque se daria de maneira bissexta por apenas mais cinco vezes na história da MPB. A bela trama romântica de “Paula e Bebeto” valeria tanto à pena que seria ainda reproduzida pelas vozes de Gal Costa e Geraldo Azevedo mantendo um curioso acento nordestino na melodia cunhada por um violão mineiro. Enorme e misterioso como a unidade federativa, o álbum Minas traz os elementos da estética do movimento clubistaperenes e estabelecidos, mas nem por isso, menos arrebatadores. O alcance da maturidade musical deste exuberante grupo de compositores, músicos e amigos aliados a um dos mais orgânicos conjuntos de repertório já selecionado, fazem de Minas um state of the art do movimento e da obra fonográfica de Milton Nascimento.
Geraes completa Minas. Como se não bastasse usar uma canção do mesmo Nelson Ângelo que encerra Minas para atar a “bilogia” com a cândida “Fazenda” em sua primeira faixa, os sinais evidentes de continuidade começam visuais com o despretensioso e belo desenho do próprio Milton retratando um trenzinho cruzando um vale sob o sol usado no encarte de Minas, aparecendo agora como capa de Geraes. A opção vintage pela grafia antiga do estado mineiro pode indicar uma fidelidade inconfidente de Milton às raízes, contudo, sem deixar de pluga-las à fotossíntese libertária de luzes externas. E elas surgem de todos os lados. Há a presença quase mística da argentina Mercedes Sosa no clássico da chilena Violeta Parra, “Volver a los 17”. Os belos perfis femininos de Mercedes – combativa oponente da ditadura militar em seu país e Violeta – brilhante compositora atormentada que se suicidara em 67, eram antes praticamente desconhecidos do público jovem no Brasil. Amparados pela ponte erguida até los hermanos desde o álbum original do Clube da Esquina, a troca de flâmulas continua nas extraordinárias “Caldera” e “Promessas de sol” – a segunda, parceria épica de Milton e Fernando Brant e a primeira, composta por Nelson Araya – violonista líder do grupo chileno Água que é participação especial nas duas faixas. Dois monumentos musicais latino-americanos revelando que nossas identidades continentais não se limitavam apenas à deformação sórdida das ditaduras políticas vigentes nos dois países. Para desbaratar a tacanha visão militarista do socialismo patrulhado com sádico apetite em cada disco emepebista da época, a fé brilha à margem de tudo em “Calixbento”. Uma adaptação daquelas que só mesmo um folclorista como Tavinho Moura, conseguiria elaborar. Tambores, violão e viola interioranos vão nos guiando até onde Deus costuma gostar de fazer morada: na música popular. Compará-la com o que se chama de “música gospel” hoje no país, seria praticamente uma blasfêmia. Por outro lado, não há como negar o mote religioso coerente com a formação cultural mineira e ao mesmo tempo constatar que uma boa canção pode inspirar-se na fé usando o refinamento da música popular e, ainda assim, conseguir êxito até em ouvidos pagãos. Mistérios da canção. Assassinado à bala pela PM durante uma passeata dentro de um restaurante carioca que tinha o irônico nome de Calabouço, o estudante Edson Luís de Lima Souto comoveu o país em 28 de março de 1968. O corpo deste primeiro estudante brasileiro assassinado pela ditadura verde-oliva foi, no calor do drama de sua morte, carregado pelos colegas em uma gigantesca passeata-procissão até a Assembleia Legislativa, onde seria velado fazendo a memória de seu martírio e causa serem respeitados à força pelo autoritarismo do Presidente Costa e Silva. “Menino” põe novamente o dedo nesta ferida repartindo com todos a responsabilidade passiva pela violência que se repetira na sociedade brasileira com incidência progressivamente aumentada desde a morte do menino mártir até a publicação do álbum. Rescendendo aos mesmos perfumes bucólicos de “Fazenda”, “Carro de boi” (de Maurício Tapajós e Cacaso) trilha a mesma estrada preguiçosa de “Lua girou” – bela adaptação do folclore feita por Milton Nascimento. “Viver de amor” se contrapõe a esse cenário com suas tintas mais cosmopolitas. Ela é o resultado da melodia de Toninho Horta letrada por Ronaldo Bastos – o “estrangeiro” fluminense do clube mineiro. Outra fluminense, não de Niterói como Bastos, mas de Valença, brilha como joia de ébano em Minas. Com seus 75 anos de raça e juventude, Clementina de Jesus quebra tudo ao lado de Bituca eternizando o “Circo Marimbondo” erigido pela pena do poeta, parceiro de Milton na canção e produtor do disco, Ronaldo Bastos. Retribuindo a participação “acidental” de Milton em Meus Caros Amigos provocada pela audição ocasional do ensaio de Chico com Francis Hime para a gravação, o choque estelar com Chico Buarque é “formalmente” bisado em Minas. O dueto acontece novamente em “O que será” – musica que Milton declarara à imprensa que gostaria de ter composto. Entre as três versões criadas por Chico para o filme “Dona Flor e seus dois maridos”, a intensa À flor da pele foi a escolhida. Abençoado seja o anjo que provocou esse encontro que ainda propiciaria aos nossos ouvidos plebeus as canções “Primeiro de Maio” e “Cio da terra” entre as cinco que Chico e Milton comporiam juntos. É incomum na obra de qualquer artista a produção de duas obras-primas consecutivas, aparentemente isso não se aplica a Milton Nascimento e como o desenho circular do sol traçado em sua capa, o disco encerra onde tudo começa. A melodia de Novelli que abrira Minas ressurge traduzida em palavras pelo poeta Ronaldo Bastos. O coração aberto ao vento em flautas e violão assenta na eternidade as vinte e três canções de Minas Geraes como se eterno fosse não aquilo que perdura por todo o tempo, mas o que tem o dom de sequer considerar sua existência. " (http://deusamusica.tumblr.com/post/47791389596/minas-1975-geraes-1976-milton-nascimento-se) 1. Minas (Novelli) Instrumental- Música incidental: “Paula e Bebeto” 2. Fé Cega Faca Amolada – Participação de Beto Guedes (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) 3. Beijo Partido – Participação de Toninho Horta (Toninho Horta) 4. Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar) (Milton Nascimento / Fernando Brant)- Música incidental: “Paula e Bebeto” 5. Gran Circo (Milton Nascimento / Márcio Borges) 6. Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) 7. Trastevere (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) 8. Idolatrada (Milton Nascimento / Fernando Brant) - Música incidental: “Paula e Bebeto” 9. Leila (Venha Ser Feliz) (Milton Nascimento) - Instrumental 10. Paula e Bebeto (Milton Nascimento / Caetano Veloso) 11. Simples (Nelson Ângelo) Gravado nos Estúdio EMI-ODEON – Rio de Janeiro – 1975/ Gravação Toninho e Dacy/ Assistente de gravação Seginho/ Remixagem Nivaldo Duarte’/ Corte Osmar Furtado/ Montagem Ladimar/ Produção artística Ronaldo Bastos/ Ambientação musical Wagner Tiso e Milton Nascimento/ Assistente de produção Toninho Vicente/ Contra-regra Ivanzinho/ Cafezinho Seu Nonato/ Capa Cafi, Noguchi e Ronaldo Bastos/ Lay out-arte Noguchi, Wanderlen e Barbosa/ Foto Cafi/ Desenho Milton Nascimento Geraes 1. Fazenda (Nelson Ângelo) 2. Calix Bento (Tradicional / Adpt. Tavinho Moura) 3. Volver a Los 17 – Participação de Mercedes Sosa (Violeta Parra) 4. Menino (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) 5. O Que Será (À Flor da Pele) – Participação de Chico Buarque (Chico Buarque) 6. Carro de Boi (Maurício Tapajós / Cacaso) 7. Caldera – Participação de Grupo Água (Nelson Araya) 8. Promessas do Sol – Participação de Grupo Água (Milton Nascimento / Fernando Brant) 9. Viver de Amor (Toninho Horta / Ronaldo Bastos) 10. Lua Girou (Tradicional / Adpt. Milton Nascimento) 11. Circo Marimbondo – Participação de Clementina de Jesus (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) 12. Minas Gerais (Novelli / Ronaldo Bastos) Gravado nos Estúdios EMI-ODEON – Rio de Janeiro – 1976/ Produtor fonográfico EMI Fonográfica, Industrial e Eletrônica S.A./ Direção artística Milton Miranda/ Direção de Produção Mariozinho Rocha/ Supervisão Musical Milton Nascimento/ Produção Ronaldo Bastos/ Gravação Roberto e Dacy/ Remixagem Nivaldo Duarte/ Corte Osmar Furtado/ Montagem Ladimar/ Arranjos de base Milton and Friends/ Assistente de produção Toninho Vicente/ Agente Paulo Pilla/ Contra-regra Ivanzinho/ Cafezinho Nonato/ Capa Cafi, Noguchi e Ronaldo Bastos/ Fotos Cafi/ Desenho Milton Nascimento Disco (duplo) em excelente estado e e capa (dupla, com todas as letras) em ótimo estado. Relativamente raro. Edição Limitada - numerado, contendo os discos "Minas" e "Geraes". Saindo por R$ 60,00
"Após o fim do Blind Faith, Steve Winwood inicia a gravação de seu primeiro álbum solo, para tanto, convida seus antigos companheiros do Traffic, o entrosamento é tão grande que eles resolvem retomar a banda. Mesmo sem a presença do guitarrista Dave Mason, eu arrisco a dizer que este é o melhor álbum produzido pelo Traffic." (http://acasaderoderick.blogspot.com.br/2009_01_01_ archive.html) Steve Winwood - guitarra, orgão, piano, percussão, vocais Chris Wood - flauta, orgão, saxofone, percussão Jim Capaldi - bateria, percussão, vocais 1. Glad (6:59) 2. Freedom Rider (5:30) 3. Empty Pages (4:34) 4. Stranger to Himself (3:57) 5. John Barleycorn (6:27) 6. Every Mothers Son (7:08) Disco em ótimo estado. Capa (dupla) em bom estado (um pouco envelhecida e com manchas de "antiguidade"... rs - sem rasgos). Edição Brasileira de 1972. Saindo por R$ 35,00
"Trabalho emblemático na carreira do Nektar, responsável por sedimentar a popularização do grupo na Alemanha e por abrir portas na América, 'A Tab In The Ocean' é de uma força incrível, impossível não apreciar a bateria vintage, o órgão carregado e a guitarra super inspirada que formam os pilares básicos durante a execução do disco. Outra característica marcante é a primazia com que o grupo é capaz de alternar as partes pesadas com outras suaves, com destaque para a pegada hard da cozinha, na linha de bandas como Deep Purple, Wishbone Ash, Scorpions e Eloy fase 'Inside'/'Floating'. O grupo manteve a formação original para esse segundo disco, trazendo em suas fileiras Roye Albrighton - vocal e guitarra, Allan Freeman - teclados, Ron Howden - bateria e vocais e Derek 'Mo' Moore - baixo, vale destacar a participação nos efeitos de Mick Brockett que já havia trabalhado com o Pink Floyd alguns anos antes. O embrionário 'Journey To The Centre Of The Eye' trouxe à tona uma sonoridade marcada pelas origens do grupo em Hamburgo, na Alemanha, mas foi este segundo trabalho que alçou o grupo ao estrelato da cena progressiva mundial, repercutindo com sucesso nos EUA, provando que o Nektar foi o maior responsável pela concepção original da junção entre o mais puro krautrock (afinal estavam in loco, no coração do estilo), com os elementos do rock clássico inglês, capitaneado por bandas como Uriah Heep, Yes e notadamente o Pink Floyd, maior fonte de inspiração conterrânea para o grupo, antes de rumar para terras germânicas. A primeira faixa, responsável pelo título do disco, é daquelas suítes que estão marcadas na história do rock. O tema é fortemente relacionado à temática de ficção científica que tanto agrada o Nektar, conforme anteriormente observado no álbum de estréia. A introdução marcada pelo órgão de Freeman é onírica e segue num crescente magnífico até desembocar numa segunda etapa pesada, onde se percebe a fórmula que marca a condução do grupo pela figura de liderança do guitarrista Roy Albrighton, daí pra frente a guitarra segue sempre em primeiro plano, deixando os teclados meio escondidos e a cozinha marcando com eficiência o ritmo dos vocais. Algumas vezes a mixagem que permite à guitarra estar sempre em primeiro plano, incomoda um pouco, já que na maioria das vezes ofusca os outros instrumentos, relegando-os ao pano de fundo. Na apresentação que o Nektar fez no palco do Canecão, no Rio de Janeiro, essa característica ficou nitidamente acentuada, tendo a guitarra sido executada num volume excessivo, tornado quase que completa a inexistência dos teclados, e ainda assim Roye insistia com os técnicos para aumentar o retorno da guitarra. Felizmente em Niterói, as guitarras estavam mais ajustadas e não tão ensurdecedoras, tornando a apresentação do grupo bem superior. Voltando à música título, a virada de ritmo ao seis minutos é marcante, após um movimento de turbação entre baixo e bateria, surge um solo suave de guitarra para os vocais de Roye - 'Falling, I'm only falling/To the answer, to every question/Is it real, or just deception? Depois outro movimento mais forte com o famoso rif de guitarra característico de 'A Tab In The Ocean', seguindo a linha hard até desembocar num movimento psicodélico com um coro de vozes agonizante. Apesar dessa música ter sido a grande responsável pelo sopro de popularidade do Nektar nos anos setenta, ainda assim considero 'Burn Out Of My Eyes' superior, por isso aprecio como o grande disco da banda, o debutante. A verve blueseira de Roye aflora na introdução de 'Desolation Valley/Waves', um primor o desenvolvimento nas guitarras com notas choradas e um feeling incrível. A linha de baixo de Moore também arrebenta numa virada alucinante para o contraponto entre a força do hard e a suavidade do blues, permeado em tintas psicodélicas no hammond de Freeman. A partir dessa etapa percebe-se que o Nektar seguiu uma fórmula consagrada na época, semelhante a de sucessos como 'Tarkus' e 'Atom Heart Mother', que consiste numa longa suíte de abertura preenchendo a totalidade do lado A do vinil, com uma distribuição de faixas de curta/média durações no lado B. 'Crying In The Dark' é o maior hit do álbum, composição venerada pelos admiradores da banda, exaltada nos quarto cantos do planeta, ao pensar em Nektar, se pensa na força da letra: I've been cryin'/cryin' in the dark. O breve solo de teclado é o melhor em todo o disco, criando a deixa perfeita para um solo de guitarra matador do Roye Albrighton que culmina com o término da música, numa apoteose sem fim emendada com a resplandecente 'King Of Twilight'. O cover criado pelo Iron Maiden desta breve música nos anos oitenta, gerou um certo frenesi nos jovens fãs dos deuses do metal clássico, ocasionando uma certa busca pelo pilar original, que na própria Inglaterra era pouco conhecido em meados da década de oitenta. A Rock Symphony lançou esse belo disco no Brasil, na mesma versão da Dream Nebula, contendo a versão original produzida na Alemanha e também a versão americana de 1976, onde esta segunda é muito superior à primeira, o instrumental está bem mais equilibrado, permitindo visibilidade a todos os instrumentos de forma mais equânime, ao contrário da versão original pautada nas guitarras. A destacar também a melhora nas bateria, com inúmeras viradas que não constam na versão germânica. A única exceção reside nos vocais, já que nessa mixagem americana o Roye desafinou bastante, com alguns falsetes super inverossímeis, mas não tenho a menor dúvida em optar pela versão americana quando coloco o cd no player. Para aqueles que pensam em adquirir essa versão nacional, podem se preparar para desembolsar a preço de importado, já que em menos de dois meses saiu de catálogo, sucesso total de vendas!" (http://progbrasil.com.br/ExibeResenha.php?eID=713) Lado um "A Tab In The Ocean" – 15:31 Lado dois "Desolation Valley" – 5:45 "Waves" – 2:53 "Crying In The Dark" – 5:27 "King Of Twilight" – 4:07 Disco e capa em excelente estado. Importado USA. Edição Original 1972. Saindo por R$ 70,00
"O Faith No More foi uma das bandas pioneiras em misturar metal tradicional a outros ritmos como funk, rap, dance, country e soul (além de usar teclados e samples). Embora à primeira vista pudesse parecer impossível agradar aos fãs de metal com sonoridades tão distintas, a banda conseguiu no decorrer dos anos o respeito do público e crítica. O disco "Real Thing" foi um importante marco para a modernização do rock pesado no final da década de 80. A banda se formou em 1984, com Chuck Mosely (vocal), Jim Martin (guitarra), Billy Gould (baixo), Mike Bordin (bateria) e Roddy Bottum (teclados). Com esta formação lançaram seu álbum de estréia auto intitulado em 1985. "Introduce Yourself", de 1987, embora não tenha sido um sucesso de vendas, trouxe o primeiro hit da banda, "We Care A Lot", executado à exaustão em rádios universitárias e programas de rock alternativo nos Estados Unidos e Inglaterra. Em 1988 ocorreu a mudança que faria a carreira da banda dar um grande salto. O vocalista Chuck Mosely foi expulso da banda (se juntando à banda Bad Brains) e chamado para seu lugar assumiu os vocais o desconhecido "Mike Paton". O estilo desleixado e agressivo de Mike Paton, bem como o seu domínio sobre o público nos shows ao vivo, viria a marcar a imagem da banda desde então. O álbum "Real Thing" de 1989 trouxe os grandes hits "Epic" e "From Out Of Nowhere", que conquistaram para a banda uma legião de seguidores fiéis. O álbum ao vivo de 1991, "Live At The Brixton Academy" foi um sucesso absoluto de vendas em termos mundiais, com as músicas tocadas mais rápidas e furiosamente que em suas versões de estúdio, incluindo a versão para "War Pigs" do Black Sabbath que se tornaria uma marca registrada do Faith No More desde então. Na mesma turnê tocaram no Rock In Rio em sua segunda versão, o maior show que haviam participado até então." (Fonte: Faith No More http://whiplash.net/materias/biografias/039448-faithnomore.html#.UzOCCahdX5Q#ixzz2x7hv7YEw) Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira Original de 1991. Saindo por R$ 30,00
Este vinil gravado (ao vivo) no Teatro Glauce Rocha, em maio de 1982, foi um marco e elevou o nome de uma geração. Na época, fora a família Espíndola, no cenário musical do novo Estado, só os sertanejos eram 'reconhecidos' pelo público local. Tetê era a cantora mais “famosa”. Almir Sater recém lançava seu primeiro disco, mas já era desconhecido nacionalmente. O show da gravação contou ainda com inúmeros artistas locais que despontavam. O valor histórico deste vinil foi marcante. Gravou no cenário cultural do novo estado a sua primeira geração de jovens e promissores talentos, entrando definitivamente para a história musical de MS. FICHA TÉCNICA => 01) - QUYQUYHO: (Geraldo Espíndola). Geraldo Espíndola contrabaixo/voz. 02) - CORAÇÃO VENTANIA: (Carlos Colman). Grupo Therra. 03) - CORAÇÃO SOLITÁRIO: (Celito Espíndola). Celito Espíndola: violão/voz. 04) - PÁSSARO BRANCO: (Chico Lacerda/Vandir Nunes Barreto). Grupo Acaba. 05) – VIOLEIROS: (José Boaventura/Rubens Aquino de Oliveira). Coral Sesc/Pró-música. 06) - VIDA CIGANA: (Geraldo Espíndola). Tetê Espíndola. 07) - CARNE SÊCA: (Eduardo Oliveira/Cláudio Frates). Cláudio Prates, voz/baixo; João Fígar: vocal/percussão. 08) – SOLIDÃO: (João Fígar). João Fígar: voz/violão. 09) – DESCUIDADO: (Paulo Gê). Junia Marize: voz; Paulo Gê: violão/voz. 10) – HORIZONTES: (Guilherme Rondon/Iso Fischer/Paulo Simões). Guilherme Rondon: voz/violão; Iso Fischer: piano/voz; Sandra Menezes: voz; Rômulo Monteiro: voz. 11) - SONHOS GUARANIS: (Paulo Simões/Almir Sater). Paulo Simões: voz/violão. 12) - TREM DO PANTANAL : (Paulo Simões/Geraldo Roca). Almir Sater: voz. Capa: Jorge Luiz Mendonça de Almeida. Edição: Estúdio Gravodisc. Prensagem: Wea Discos Ltda. Disco e capa em ótimo estado. Edição Original de 1982. Saindo por R$ 35,00
""Tea for the Tillerman" é o quarto álbum do cantor e compositor inglês Cat Stevens. Lançado em 1970, o disco é considerado o mais importante da carreira do artista. O compositor contraiu tuberculose em 1969 e esteve à beira da morte, fato que tornou suas letras mais introspectivas, com reflexões sobre a vida, espiritualismo e amor. Na gravação do álbum, acompanharam Stevens: Alun Davies (Guitarra e vocal de apoio), John Ryan (Baixo), Harvey Burns (Bateria), Del Newman (Arranjos) e John Rostein (Violino). Em 2008, A&M Records lançou uma edição deluxe do álbum, cd duplo com versões extras ao vivo e demos. Cat Steves se converteu ao islamismo e passou a se dedicar à religião desde 1978, hoje é conchecido como Yusuf Islam. A canção "Where do Children Play" traz uma reflexão sobre as constantes mudanças do homem, mostra preocupação com temas como meio ambiente, pobreza e degradação. "Hard Heart Woman": interpretação da canção de Claude Demetrius. Fez grande sucesso na versão rock and roll de Elvis Presley. Stevens interpreta a canção de forma diferente, instimista e em ritimo mais lento. "Miles from nowhere" trata do ideal de liberdade e a proximidade da chegada da morte, esta também citada em "But I Might Die Tonight". As dúvidas e reflexões prosseguem nas canções "On the Road to Find Out", "Tea for the Tillerman", "Into White" e "Longer Boats". O álbum como um todo é brilhante, mas três canções têm um destaque especial: a clássica "Wild Word", interpretada por vários artistas, destaque para a excelente versão de Jimi Cliff, tem como inspiração a jovem estadunidense Patti D'Arbanville, com quem se relacionou por mais de 2 anos; a poética"Sad Lisa", levada à base do piano, retrata a dor e solidão de uma mulher com o pseudônimo Lisa, destaque para o belo solo de volino de John Rostein; e a mais que especial "Father and Son", que retrata o sofrimento de um pai ao ver seu filho ir embora de casa, em busca seu próprio destino." (Fonte: Resenha - Tea for the Tillerman - Cat Stevens http://whiplash.net/materias/cds/172273-catstevens.html#.UyXU0ahdX5Q#ixzz2w92vVEgf) O álbum foi eleito como o 206° melhor Álbum de Todos os Tempos pela Revista Rolling Stone. Este álbum também está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Lado A "Where Do the Children Play?" – 3:52 "Hard Headed Woman" – 3:47 "Wild World" – 3:20 "Sad Lisa" – 3:45 "Miles from Nowhere" – 3:37 Lado B "But I Might Die Tonight" – 1:53 "Longer Boats" – 3:12 "Into White" – 3:24 "On the Road to Find Out" – 5:08 "Father and Son" – 3:41 "Tea for the Tillerman" – 1:01 Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira de 1989. Saindo por R$ 25,00