O Tráfego Vinílico traz somente discos de vinil, sem qualquer restrição quanto ao estilo musical. São discos revisados, higienizados, sem riscos e devidamente qualificados quanto ao estado do disco e da capa... também compro, troco e aceito encomendas... para reservar, basta comentar na postagem do disco, que iniciamos a negociação (preferindo negociar por e-mail: marcosfilho78@hotmail.com)... para + de 1 disco tem desconto... frete único promocional de R$ 15 (p/ qualquer local do Brasil)...
"O Faith No More foi uma das bandas pioneiras em misturar metal tradicional a outros ritmos como funk, rap, dance, country e soul (além de usar teclados e samples). Embora à primeira vista pudesse parecer impossível agradar aos fãs de metal com sonoridades tão distintas, a banda conseguiu no decorrer dos anos o respeito do público e crítica. O disco "Real Thing" foi um importante marco para a modernização do rock pesado no final da década de 80. A banda se formou em 1984, com Chuck Mosely (vocal), Jim Martin (guitarra), Billy Gould (baixo), Mike Bordin (bateria) e Roddy Bottum (teclados). Com esta formação lançaram seu álbum de estréia auto intitulado em 1985. "Introduce Yourself", de 1987, embora não tenha sido um sucesso de vendas, trouxe o primeiro hit da banda, "We Care A Lot", executado à exaustão em rádios universitárias e programas de rock alternativo nos Estados Unidos e Inglaterra. Em 1988 ocorreu a mudança que faria a carreira da banda dar um grande salto. O vocalista Chuck Mosely foi expulso da banda (se juntando à banda Bad Brains) e chamado para seu lugar assumiu os vocais o desconhecido "Mike Paton". O estilo desleixado e agressivo de Mike Paton, bem como o seu domínio sobre o público nos shows ao vivo, viria a marcar a imagem da banda desde então. O álbum "Real Thing" de 1989 trouxe os grandes hits "Epic" e "From Out Of Nowhere", que conquistaram para a banda uma legião de seguidores fiéis. O álbum ao vivo de 1991, "Live At The Brixton Academy" foi um sucesso absoluto de vendas em termos mundiais, com as músicas tocadas mais rápidas e furiosamente que em suas versões de estúdio, incluindo a versão para "War Pigs" do Black Sabbath que se tornaria uma marca registrada do Faith No More desde então. Na mesma turnê tocaram no Rock In Rio em sua segunda versão, o maior show que haviam participado até então." (Fonte: Faith No More http://whiplash.net/materias/biografias/039448-faithnomore.html#.UzOCCahdX5Q#ixzz2x7hv7YEw) Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira Original de 1991. Saindo por R$ 30,00
Este vinil gravado (ao vivo) no Teatro Glauce Rocha, em maio de 1982, foi um marco e elevou o nome de uma geração. Na época, fora a família Espíndola, no cenário musical do novo Estado, só os sertanejos eram 'reconhecidos' pelo público local. Tetê era a cantora mais “famosa”. Almir Sater recém lançava seu primeiro disco, mas já era desconhecido nacionalmente. O show da gravação contou ainda com inúmeros artistas locais que despontavam. O valor histórico deste vinil foi marcante. Gravou no cenário cultural do novo estado a sua primeira geração de jovens e promissores talentos, entrando definitivamente para a história musical de MS. FICHA TÉCNICA => 01) - QUYQUYHO: (Geraldo Espíndola). Geraldo Espíndola contrabaixo/voz. 02) - CORAÇÃO VENTANIA: (Carlos Colman). Grupo Therra. 03) - CORAÇÃO SOLITÁRIO: (Celito Espíndola). Celito Espíndola: violão/voz. 04) - PÁSSARO BRANCO: (Chico Lacerda/Vandir Nunes Barreto). Grupo Acaba. 05) – VIOLEIROS: (José Boaventura/Rubens Aquino de Oliveira). Coral Sesc/Pró-música. 06) - VIDA CIGANA: (Geraldo Espíndola). Tetê Espíndola. 07) - CARNE SÊCA: (Eduardo Oliveira/Cláudio Frates). Cláudio Prates, voz/baixo; João Fígar: vocal/percussão. 08) – SOLIDÃO: (João Fígar). João Fígar: voz/violão. 09) – DESCUIDADO: (Paulo Gê). Junia Marize: voz; Paulo Gê: violão/voz. 10) – HORIZONTES: (Guilherme Rondon/Iso Fischer/Paulo Simões). Guilherme Rondon: voz/violão; Iso Fischer: piano/voz; Sandra Menezes: voz; Rômulo Monteiro: voz. 11) - SONHOS GUARANIS: (Paulo Simões/Almir Sater). Paulo Simões: voz/violão. 12) - TREM DO PANTANAL : (Paulo Simões/Geraldo Roca). Almir Sater: voz. Capa: Jorge Luiz Mendonça de Almeida. Edição: Estúdio Gravodisc. Prensagem: Wea Discos Ltda. Disco e capa em ótimo estado. Edição Original de 1982. Saindo por R$ 35,00
""Tea for the Tillerman" é o quarto álbum do cantor e compositor inglês Cat Stevens. Lançado em 1970, o disco é considerado o mais importante da carreira do artista. O compositor contraiu tuberculose em 1969 e esteve à beira da morte, fato que tornou suas letras mais introspectivas, com reflexões sobre a vida, espiritualismo e amor. Na gravação do álbum, acompanharam Stevens: Alun Davies (Guitarra e vocal de apoio), John Ryan (Baixo), Harvey Burns (Bateria), Del Newman (Arranjos) e John Rostein (Violino). Em 2008, A&M Records lançou uma edição deluxe do álbum, cd duplo com versões extras ao vivo e demos. Cat Steves se converteu ao islamismo e passou a se dedicar à religião desde 1978, hoje é conchecido como Yusuf Islam. A canção "Where do Children Play" traz uma reflexão sobre as constantes mudanças do homem, mostra preocupação com temas como meio ambiente, pobreza e degradação. "Hard Heart Woman": interpretação da canção de Claude Demetrius. Fez grande sucesso na versão rock and roll de Elvis Presley. Stevens interpreta a canção de forma diferente, instimista e em ritimo mais lento. "Miles from nowhere" trata do ideal de liberdade e a proximidade da chegada da morte, esta também citada em "But I Might Die Tonight". As dúvidas e reflexões prosseguem nas canções "On the Road to Find Out", "Tea for the Tillerman", "Into White" e "Longer Boats". O álbum como um todo é brilhante, mas três canções têm um destaque especial: a clássica "Wild Word", interpretada por vários artistas, destaque para a excelente versão de Jimi Cliff, tem como inspiração a jovem estadunidense Patti D'Arbanville, com quem se relacionou por mais de 2 anos; a poética"Sad Lisa", levada à base do piano, retrata a dor e solidão de uma mulher com o pseudônimo Lisa, destaque para o belo solo de volino de John Rostein; e a mais que especial "Father and Son", que retrata o sofrimento de um pai ao ver seu filho ir embora de casa, em busca seu próprio destino." (Fonte: Resenha - Tea for the Tillerman - Cat Stevens http://whiplash.net/materias/cds/172273-catstevens.html#.UyXU0ahdX5Q#ixzz2w92vVEgf) O álbum foi eleito como o 206° melhor Álbum de Todos os Tempos pela Revista Rolling Stone. Este álbum também está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Lado A "Where Do the Children Play?" – 3:52 "Hard Headed Woman" – 3:47 "Wild World" – 3:20 "Sad Lisa" – 3:45 "Miles from Nowhere" – 3:37 Lado B "But I Might Die Tonight" – 1:53 "Longer Boats" – 3:12 "Into White" – 3:24 "On the Road to Find Out" – 5:08 "Father and Son" – 3:41 "Tea for the Tillerman" – 1:01 Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira de 1989. Saindo por R$ 25,00
Saudades is an album by Brazilian jazz percussionist Naná Vasconcelos recorded in 1979 and released on the ECM label. The Allmusic review by John Storm Roberts awarded the album 4½ stars stating "This 1979 recording is probably Afro-experimentalist Vasconcelos' finest. It presents his various facets -- berimbao playing, intricate overlain vocals, fine percussion, even gorgeous guitar -- simply and almost overwhelmingly. This is one of those performances that remind one to never let natural dogmatism get too out of hand". (wikipedia) Track listing All compositions by Naná Vasconcelos except as indicated "O Berimbau" - 18:58 "Vozes (Saudades)" - 3:14 "Ondas (Na Óhlos De Petronila)" - 7:53 "Cego Aderaldo" (Egberto Gismonti) - 10:32 "Dado" - 3:36 Recorded at Tonstudio Bauer in Ludwigsburg, West Germany in March 1979 Personnel Naná Vasconcelos — berimbau, percussion, gongs, voice Egberto Gismonti — guitar Stuttgart Radio Symphony Orchestra conducted by Mladen Gutesha Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira de 1983. Saindo por R$ 30,00
""Este disco foi uma coisa à parte", define Gilberto Gil. "Eu fui cantar em Montreux e eles gravaram o show... porque sempre gravam os shows do festival, mas acho que já sabiam que ia ter disco". Gil havia sido contratado há pouco pela Warner e já estava trabalhando num primeiro disco em Los Angeles. Voltado para o mercado internacional, o álbum – "Nightingale", que estava sendo produzido por Sérgio Mendes – obviamente não seria lançado no Brasil. Mas a gravadora tinha urgência em inaugurar a sua discografia de Gil e quis aproveitar a performance do artista em Montreux para lançar um disco. Gil seguiu de Los Angeles com o baixista Rubens "Rubão" Sabino, enquanto que os irmãos Pepeu Gomes (guitarra) e Jorge Gomes (bateria), ainda com os Novos Baianos, viajaram especialmente do Brasil. Naquela edição do festival também se apresentaria a banda A Cor do Som, então o tecladista Mu foi convidado a participar do show de Gil. "Compus Chororô no quarto do hotel e lembro que ensaiamos por quatro ou cinco dias onde hoje funciona a Sala Stravinsky, mas que na época era apenas um depósito que nos foi cedido", lembra Gil. "A Warner quis a gravação, pois tinha o projeto de lançá-la e havia pressa por um novo disco". É compreensível o interesse pelo lançamento do álbum duplo ao vivo, ocorrido no Brasil apenas um mês depois do show de 14 de julho. Era a primeira performance de um artista brasileiro no festival. Gravado em 16 canais por David Richards, do Mountain Recording Studio de Montreux, o disco foi mixado pelo produtor Mazola no estúdio Transamérica (RJ) e chegou ao mercado com textos de apresentação de Tárik de Souza, João Luiz de Albuquerque e Nelson Motta, críticos musicais presentes naquele histórico evento. O repertório trazia duas pérolas do repertório dos Doces Bárbaros – Chuckberry Fields Forever e São João Xangô Menino – a inédita Chororô, a resgatada Respeita Januário (de Luiz Gonzaga) e as velharias Batmakumba, Procissão, Atrás do Trio Elétrico etc, sem contar uma jam session com A Cor do Som e o tecladista Patrick Moraz (ex-Yes). Junho, 2002 Montreux Nelson Motta Gilberto Gil foi a grande sensação da noite de música brasileira e acabou se transformando num dos principais personagens do 12º Festival Internacional de Jazz de Montreux. Aplaudido durante quase meia hora pela platéia eletrizada após sua apresentação, Gil teve que voltar ao palco cinco vezes por exigência do público que esgotou a lotação do Cassino de Montreux. A apresentação de Gil foi num crescendo absoluto e já na terceira música tinha a platéia inteiramente dominada, cantando com ele e marcando o ritmo das canções com palmas. Com o público todo de pé, Gil apenas conduziu um entusiasmado coro de quatro mil vozes através de algumas de suas músicas mais ritmadas e envolventes, como "Batmakumba", gritada em delírio por todos nessa noite inesquecível para a música brasileira que pode perfeitamente vir a ter a mesma importância histórica que teve a apresentação da bossa nova no Carnegie Hall de Nova York há quase vinte anos. A crítica internacional presente se mostrava excitadíssima e agradavelmente surpresa com a que foi considerada como uma das mais importantes contribuições aos hoje gastos e fechados caminhos do jazz, sem perda da substância brasileira em que se baseia o trabalho de Gil. Julho / 78 Gilberto Gil Tárik de Souza Além de ter os sons à flor da pele, o músico precisa dos poros abertos aos fluidos da platéia. Gilberto Gil sempre exercitou com precisão essas suas aptidões básicas. E no 12º Festival Internacional de Jazz de Montreux fez de quase quatro mil suíços outros tantos foliões baianos, aos pulos, atrás de seu trio elétrico eclético. MONTREUX, JULHO / 78 "14 de julho de 1978" João Luiz de Albuquerque 14 de julho de 1978 passou a ser uma data muito importante para a música popular brasileira. Naquele dia, no palco do Cassino de Montreux, na Suíça, um grupo de músicos brasileiros transformou o mais importante festival de jazz da Europa numa festa brasileira. Da marchinha carnavalesca ao baião, do tradicional à música moderna, rolou um som que aquelas 3.700 pessoas presentes – por sinal a maior platéia em 12 anos de Festival de Jazz de Montreux – além do público que assistiu a noite de Viva Brasil! através da televisão européia. Era sextafeira, dia de Oxalá. Gilberto Gil, todo de branco, como era de lei, disse ao entrar no palco, para o percussionista Djalma Correa: - Toca alguma coisa para Oxalá. O que aconteceu a partir daquele momento está registrado neste disco. Além da qualidade artística e altamente emotiva da música apresentada, é preciso não esquecer o papel desempenhado pela platéia: de parte passiva, transformou-se, entusiasmada, em parte do próprio espetáculo. No palco, Gilberto Gil foi também o maestro, a controlar e modular aquela explosão de entusiasmo, levando do pianíssimo ao pique o comportamento daquele grupo enlouquecido pela música e ritmo do Brasil. MONTREUX, JULHO / 78 1.09:19Chuck Berry fields forever 2.07:40Chororô 3.10:00São João, Xangô menino 4.06:57Respeita Januário 5.04:17Ela 6.11:40Batmakumba / Exaltação à Mangueira 7.10:48Procissão / Atrás do trio elétrico / Mamãe eu quero 8.05:14Triolê Discos e capa em ótimo estado. Edição Original de 1978. Saindo por R$ 35,00
"Mott the Hoople/Greatest Hits suffers a bit because this band, whose "Tales of the Near Great" stories made them sentimental favorites, produced only two albums of real worth after they moved from Atlantic to Columbia. One sees the breakdown of the group following the departure of guitarist Mick Ralphs in the terribly ill-fitting and annoying lead guitar work of Ariel Bender. Still, such gems as "All the Way from Memphis," along with a different take of "Roll Away the Stone" and two previously unheard cuts, "Foxy Foxy" and "Saturday Gigs," give this absorbing group a belated last testament. - Billy Altman, Rolling Stone, 1-13-77. Now reorganized with new key personnel, Mott recalls its most successful period with writer/singer Ian Hunter on this collection. With David Bowie's song and production on "All The Young Dudes," the group came to stand for glitter rock. But its sound only took on glitter after mastering the elements of basic rock excitement. Best cuts: "All The Young Dudes," "All The Way From Memphis," "Roll Away The Stone. - Billboard, 1976. Hits my ass. Never heard "Foxy Foxy" on the radio, and never want to. But the other new one, "Saturday Gigs," recapitulates quite movingly a banal theme this collection fleshes out with real wallop: a band and its fans. Four songs is too much overlap with 1973's Mott, but this is the essence of Mott the Hoople as a group, which always needed Ian Hunter and always did more than back him up. - Robert Christgau, Christgau's Record Guide, 1981. Mott is a bit of an anomaly. They began their existence as a hard rock band, but with the addition of Ian Hunter as lead singer and principal writer, they took on a Dylanesque coloration. However, it was their affiliation with David Bowie during his early-Seventies glitter period that provided them with "All the Young Dudes," a song that catapulted them to brief fame. Consummate borrowers from their better- and lesser-known rock brethren, Mott melded disparate elements into a dynamic, often humorous, sound that combined the bombast of early heavy metal with Seventies glitter, and just about everything else you or they could think of. In retrospect, Mott was a more potent band than originally perceived. Greatest Hits is a reasonable sampler, but is inferior to both All the Young Dudes and Mott. As an overview, thirty-eight minutes isn't long enough; too much quality material is omitted, such as "Ready For Love," "Sea Diver," and "Sweet Jane." What remains is generally first-rate, it's just too bad that Columbia didn't take advantage of the other half of the CD's capacity and provide a disc that is a fairer sample of this fun band's erratic but rocking career. Given the diversity of original material, the compact disc's sound is remarkably consistent and generally acceptable. However, it does suffer from compression, some mudiness, and rather closed imaging. - Bill Shapiro, Rock & Roll Review: A Guide to Good Rock on CD, 1991. (http://www.superseventies.com/motthoople.html) Disco e capa em ótimo estado. Edição Original 1976. Importado USA. Saindo por R$ 45,00
"Brazilian 8-track Square label vinyl LP album, housed in a Brazil only picture sleeve." (http://eil.com/shop/moreinfo.asp?catalogid=343282 Tracks: 1. Good Feeling 2. Voice in The Wind 3. Go Go Shoes Part 1 4. Go Go Shoes Part 2 5. Good Times 6. Bring My Baby Back 7. Suspicious 8. Hot Trigger Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira Original de 1977. Saindo por R$ 40,00
É o terceiro álbum de estúdio da banda Bauhaus, lançado em 1982, pela gravadora Beggars Banquet Records. "It makes perfect sense that, during the lean years of the progressive scene in the early 1980s, many of the more interesting British groups would emerge from the same underground scene from which "prog" was originally spawned. With the progressive movement having abandoned its "roots" by this period, the ideas inherent in those roots would obviously be explored by other movements. If one looks beyond the differences in musical virtuosity, it is not terribly difficult to find some links between the early progressive scene and the early Gothic scene. That the progressive movement has only rarely interacted with this later musical development may suggest that the divisions caused in the backlash of 1977 remain a stultifying force in the music industry. That isn't why I'm reviewing The Sky's Gone Out, however. This album makes the TR series by virtue of the fact that (i) it includes remakes of two "art rock" standards, and (ii) the fact that many of the lyrical and vocal hysterionics reminded me of Peter Hammill (this is not to suggest that Murphy was influenced by Hammill; I am simply noting a similarity). If this review successfully indicates some common ground between the two movements, it has served a useful purpose. Bauhaus are considered in some circles to have been the originators of the Gothic Rock movement (although Joy Division actually came first). Between 1979 and 1983, their dirgelike musical explorations created the basis from which several imitative bands would later emerge. Peter Murphy has since embarked on a solo career, and the remaining members have created Love And Rockets (who bear further prog-related credentials by virtue of having a song entitled "No New Tale To Tell", considered by some to be a Jethro Tull parody). The Sky's Gone Out is sometimes considered to be the best Bauhaus release. The album begins with a cover of "Third Uncle", the original version of which appears on Brian Eno's Taking Tiger Mountain (By Strategy). This version features a faster tempo, a simplified arrangement, more intense vocals and considerably more profanities than I recall having been in the original. This is, in other words, the very definition of a stripped-down, straight-ahead "new wave" cover. Daniel Ash's guitar techniques are not "progressive" per se, but indicate a proficiency in soundscape creation; Haskins's drumming is impressively tight as well. This doesn't quite match the original (the gradual buildup of Eno's version is largely absent here), but it is a noble and brave effort. As an introductory track, it serves its function well. "Silent Hedges" is a more substantial song, featuring more impressive guitar texturing to accompany its dark lyrical motifs. It's quite easy for this reviewer to envision Peter Hammill singing these lyrics; the themes of stark landscapes concealing hidden secrets would work extremely well with this usual tendencies. Those with no interest in Gothic stylings might not find this terribly interesting, but there is clearly some talent here. The tempo change towards the end is a nice effect. "In The Night" is a slightly less successful number written on the same general premise as "Silent Hedges". The distorted guitars and brooding bass lines work extremely well in this number, and Murphy's description of suicidal isolation fits the track quite well. As against that, some of the vocal "tricks" don't really seem to suit the song, thereby relegating it to the "good but flawed" category. Still, there's not too much to complain about. A brief guitar soundscape leads into the next song. "Swing The Heartache" is a slower number, telling the story of a frustrated female member of gothic society with unfulfilled artistic ambitions. The primary instrumental feature of the song seems to be the razor-like guitar tone which emerges at certain points. Several more guitar tricks emerge in the extended instrumental outro, most of which seem to fit the general motif of the song. On both a lyrical and instrumental level, a success. The first thing which this reviewer noticed about "Spirit" is the fact that its opening keyboard line (played by whom?) was nicked by U2 for the lead melody in "Mothers Of The Disappeared", released five years later on The Joshua Tree. That aside, this is a fairly interesting track. The music progresses in a catchy manner, with Murphy reciting disturbing lyrics in a manner half-detached from the musical basis (for those who catch, the three-second Spanish guitar reference is rather cute). The track ends with a demented "We love our audience" mantra, sung over some fairly decent guitar tricks from Ash. The suite which then follows is the triumph of the album. While it would be incorrect to refer to "The Three Shadows, Part One" as having roots in the progressive movement, it clearly has links to the early psychedelic jams of Pink Floyd. Minimalist guitar lines eventually develop into fairly elaborate ambient webs. The "backing vocals of the damned" section is a nice touch as well. This instrumental is easily the best song on the album. "The Three Shadows, Part Two" introduces the lyrical narrative of the suite: Murphy speaks from the perspective of a detached figure (possibly a god, or at least a priest), condemning the decadence of his followers. Mysterious references to fish and ritual sacrifice add to the general intrigue of this speech. From a musical standpoint, it's very similar to the previous track, save that the tempo is increased somewhat. The brief "The Three Shadows, Part Three" consolidates some of the mystery of the previous track, wherein the speaker reveals that the souls of his followers are transformed into fish following their deaths. The music has by this time become quite demented, and by ears pick out what appears to be a violin (again, played by whom?) added into the mix. Some ambiguity of meaning remains at the end of this track, which seems appropriate. This suite is the most interesting section of the album, by far. (For those following along, it's also the section most similar to Peter Hammill's tendencies). From there, the album proceeds to the slightly disappointing "All We Ever Wanted Was Everything". This track begins in a fairly banal manner (both musically and lyrically); though it eventually improves somewhat, it never really escapes the Brit-pop trappings of its introduction. Those uninterested in recent Verve singles might wish to skip this one. "Exquisite Corpse" returns the album to its proper track. After a brief, sarcastic a capella recitation by Murphy, a slightly demented band performance appears (with heavily distorted guitars). The track then comes to a full stop, and begins anew with Hammill-esque lyrics after the decline of a royal figure (as per the title). Another full stop, and the band reappears with a reggae section (at about the same tempo as "Meurglys III", oddly enough), complete with snoring effects in the background. The distorted guitars and vocal mantras return at the end. A truly bizarre number, and one deserving of critical praise. This marked the end of the original release, but recent CD issuings have included a series of bonus tracks. This version of "Ziggy Stardust" appears as a calculated attempt at targeting the youth bracket of the music-buying public; this is a straightforward cover, with an "in your face" ethos that ultimately detracts from the value of the original track. Bowie's original song structure allows this version to receive a decent rating; Bauhaus themselves deserve little credit as such. "Party Of The First Part" consists primarily of a dialogue between an aspiring singer and a satanic/mechanical music executive (who eventually steals the soul of the singer on the night of her greatest triumph, due to the fact that she signed her contract in blood without reading it first). The band plays a downbeat jazz line in the background. Decent, if less than essential. The second version of "Spirit" is a rare triumph: providing a true alternative while essentially remaining true to the ... er ... spirit of the original. This version features a faster tempo and a diminished level of dirgelike qualities. The "We love our audience" section is generally edited out of this version; this aside, the track is a valid revision of the original. Finally, we have "Watch That Grandad Go", a novelty dance instruction song featuring a bizarre funk-rock musical ethos. An entire album of this might be unbearable; on its own, though, this is amusing enough to justify its presence (though the inane second vocal line -- by either Ash or Jay -- could be jettisoned fairly easily). A saxophone (for the third time, played by whom?) adds another element to the mix. They don't actually find the grandad mentioned in the title, by the way. Such is The Sky's Gone Out. Is this an album that most progressive fans would like? No. Aside from followers of the tiny prog-psych-goth axis (including groups like the Legendary Pink Dots and ... um ... not many others), there would probably be few progressive fans who would show a strong interest in this music. Could the progressive scene benefit from exposure to albums like this? Probably. But it's influence will probably remain minimal." (http://www.tranglos.com/marek/yes/tr_72.html) "Nunca houve uma banda igual. Muitos tentaram imitá-los, mas sempre com resultados patéticos. Apesar do que muita gente possa afirmar, The Sky's Gone Out é um excelente álbum, de uma banda incapaz de fazer qualquer coisa de mau. A abertura com Third Uncle, escrita por Brian Eno, debita energia e uma batida invulgarmente pop. Silent Hedges é Bauhaus em versão ameaçadora e enigmática: "Following the silent hedges / Needing some other kind of madness / Looking into purple eyes / Sadness at the corners / Works of art with a minimum of steel", com Peter Murphy a berrar "Going to hell again... again... again..." A mistura de guitarra acústica, letras sinistras e voz carismática cria o ambiente sonoro original que justifica o epíteto de inimitável. O disco é igualmente conhecido pelos momentos de experimentalismo arrojado, como em Swing the Heartache, The Three Shadows ou Exquisite Corpse. Não é música comercial. Nada que possa ser ouvido regularmente nas estações de rádio de grande audiência, mas faz as delícias das rádios universitárias, sempre em busca de surpreender novos ouvintes com terrores nocturnos vindos do passado. Os Bauhaus não são apenas uma banda gótica; são A BANDA GÓTICA POR EXCELÊNCIA!" (http://umpianonafloresta.blogspot.com.br/2008/07/1982-skys-gone-out-bauhaus.html) Faixas "Third Uncle" (Brian Eno) – 5:14 "Silent Hedges" – 3:09 "In the Night" – 3:05 "Swing the Heartache" – 5:51 "Spirit" – 5:28 "The Three Shadows, Pt. 1" – 4:21 "The Three Shadows, Pt. 2" – 3:12 "The Three Shadows, Pt. 3" – 1:36 "All We Ever Wanted Was Everything" – 3:49 "Exquisite Corpse" – 6:39 Disco e capa em excelente estado. Edição Original de 1982. Importado USA. Saindo por R$ 50,00
"Polêmico, este disco. Gravita entre a absoluta adoração de sues fiéis e a crítica não menos feroz dos seus detratores. É bom sinal. Será mesmo a grande obra de Roger Waters (baixo, vocal), Rick Wright (teclados), David Gilmour (guitarra, vocal) e Nick Mason (bateria)? Alguns poderão preferir "The Piper at the Gates of Dawn", de 1967, o primeiro LP da banda, quando seu líder era um louco iluminado e genial chamado Syd Barrett, ou ainda "Ummagumma", de 1970, a soma definitiva do rock psicodélico. Quem sabe os mais de 20 milhões de cópias de "Dark Side of the Moon" vendidas no mundo inteiro e sua permanência por 630 semanas consecutivas nas listas dos mais vendidos da Billboard - recorde absoluto - possam ratificar essa escolha. Mesmo que as más línguas digam que muitos o adquiriram apenas para testar a estéreo-quadrifonia de seu equipamento de som, o que não deixa de ser um elogio, de certa forma. Foram oito meses de gestação nos famosos estúdios Abbey Road de Londres, em clima geral de renovação. A palavra de ordem: a música deveria ser mais amarrada, mais próxima à urgência do rock. No final de 1972, o material estava pronto. Para fazer a mixagem, Roger Waters chama Chris Thomas, que já havia participado da mixagem do duplo álbum branco dos Beatles e produzido os LPs "Grand Hotel", do Procol Harum, e "For Your Pleasure", do Roxy Music. "Cada um tinha uma idéia diferente do que devia ser feito. Precisávamos fazer a síntese de tudo isso." Todos concordavam com pelo menos uma coisa - a ordem dos títulos deveria transmitir uma idéia de progressão e variação em torno de um mesmo tema: "São todas as pressões da vida moderna que podem nos levar à loucura. Essas pressões tem por nome dinheiro, viagens, planejamento, que nós músicos sentimos muito mais que o homem da rua. Quando tudo vacila, chega-se ao estado patológico do lunático" (David Gilmour). Pela primeira vez o Pink Floyd aderia ao álbum conceitual. Todas as faixas foram concebidas como filmes sonoros, feitos de bandas magnéticas preparadas por Nick Mason. Batidas de coração, respiração, passos, relógios, risos histéricos, gritos, moedas caindo e caixas registradoras não somente servem de ilustração como se integram à própria estrutura rítmica da cada composição, em particular na seqüência "Speak With Me" / "Breathe" / "On The Run", e em "Money", hit entre os hits. Se a força da evocação desses sons é extraordinária, eles não interferem com os momentos mais líricos do álbum, como em "The Great Gig in the Sky", onde, sobre o fundo de piano e órgão Hammond, Clare Torry edifica uma interpretação vocal que figura entre as mais pungentes e líricas da década. Em "Brain Damage", Roger Waters tece uma vibrante homenagem a Syd Barrett, numa reconstituição poética atormentada do universo da alienação. Se "Dark Side of the Moon" parece trazer uma certa pasteurização do som do grupo, se os caleidoscópios de cores que dominavam as longas viagens lisérgicas dos LPs precedentes se transformaram num prisma de onde as cores surgem ordenadas e limpas (uma metáfora certeira para descrever a nova importância do estúdio, agora transformado em espaço central de criação, o que torna a música mais artificial e deixa seus autores mais distantes), em compensação, os avanços técnicos primorosos exibidos por este álbum - em particular a tomada de som, a cargo de um certo Alan Parsons - ajudaram a banda a alcançar uma força de expressão cósmica capaz de unir o passado à modernidade, que só encontra paralelo num disco lançado por coincidência no mesmo ano, a trilha sonora de "Laranja Mecânica". Levantando as barreiras que opunham até então as gerações musicais, o Pink Floyd jogou as bases para a criação de uma música ao mesmo tempo moderna e universal." (Seção Discoteca Básica, Revista Bizz#021, abril de 1987 - texto de Jean-Yves de Neufville, in: http://www.collectorsroom.com.br/2009/02/discoteca-basica-bizz021-pink-floyd.html) Faixas: A1. Speak to Me - 1:30 A2. Breathe - 2:43 A3. On the Run - 3:30 A4. Time - 6:53 A5. The Great Gig in the Sky - 4:15 B1. Money - 6:30 B2. Us and Them - 7:34 B3. Any Colour You Like - 3:24 B4. Brain Damage - 3:50 B5. Eclipse - 1:45 Disco e capa (dupla) em excelente estado. Edição Brasileira de 1985. Saindo por R$ 70,00 Obs: na foto, parece um risco mas é uma "sombra" de um capim... rs
"Há momentos sublimes da criação do artista, cujo carisma é assimilado por uma legião de pessoas em busca de uma definição de ideais, sonhos ou apenas identificação na essência mais primária da composição do retrato humano. Quando esse momento acontece em uma determinada obra do artista, esta lhe é arrebatada (quase usurpada) e feita voz, ícone e representação. No Brasil da fase pós-AI-5, promulgado em 13 de dezembro de 1968, o endurecimento da ditadura deixou uma geração calada e sem rumo. Uma geração que passou pelos suspiros das contestações de 1968, pelo psicodelismo embriagante do roque do fim dessa década, pelas drogas, a Tropicália, o movimento Flower Power e pelo histórico espetáculo de Woodstock; essa mesma geração chega ao início da década de setenta mergulhada em um vazio e em uma lacuna deixada pelo silêncio de quem pensava e via as palavras caladas pela força bruta. Essa geração sem heróis ou ídolos para exaltar e refletir o espelho de Narciso, encontra-se em 1971 com Gal Costa, que com a sua voz de sereia, estreava o show que seria o símbolo dessa geração: “Gal a Todo Vapor”. Nessa simbiose entre artista e público, a geração que ficaria para sempre conhecida como a do desbunde, faz do show um momento de fuga e sonho, de poder dizer não às convenções de uma sociedade de um país calado pela repressão, mas mutante em seus costumes. O show estréia em novembro de 1971 no Teatro Tereza Raquel, no Rio de Janeiro, dirigido por Waly Salomão. Com ele a geração do desbunde elege a sua musa, Gal Costa. O espetáculo torna-se obrigatório durante todo o verão de 1972. Do show surge o álbum duplo “Fa-tal: Gal a Todo Vapor”. O disco, assim como “Werther” de Goethe, é arrebatado da cantora para se tornar o hino cultural da geração do desbunde. “Fa-tal – Gal a Todo Vapor” foi lançado pela Philips antes do natal de 1971. Primeiro álbum duplo da carreira de Gal Costa, traz dezenove faixas e dezessete canções, que foram imortalizadas no show. Na capa é destacada a boca vermelha da cantora ao microfone, que a partir de então, seria símbolo e ícone da sua carreira, juntamente com os cabelos. Quando lançado em CD teve as disposições das músicas alteradas em relação ao LP e até a capa veio adulterada. Como completa tradução de uma geração calada e perdida em suas próprias dúvidas, é um disco de canções existencialistas e de sentimentos rasgados à flor da pele. Grandes nomes da MPB identificados à época como representantes do underground, assinam as faixas. “Dê Um Role” (Galvão – Moraes Moreira) inicia o canto que arrebatará a geração dos cabeludos. Vinda de músicos da banda Novos Baianos, é um rompimento de quem traduz no amor os anseios de uma vida, maior do que a força do dinheiro. Ser “amor da cabeça aos pés” é ser maior do que o modelo da sociedade capitalista tão bem representada pelo “milagre brasileiro”, então no seu auge. Mas se “Dê Um Rolê” é superior ao momento vivido, “Mal Secreto” (Jards Macalé – Waly Salomão) é a própria sombra dilacerante da força bruta que cala um país, uma juventude. Visceral, inquietante, protesto sufocado e silêncio diluído nos medos, mascarar e massacrar a dor, uma realidade social ou do amor. “Pérola Negra” (Luiz Melodia) é a ousadia da nova forma de amar que a década trazia, “tente saber tudo mais sobre o sexo”, porque já se pode falar sobre sexo, estamos diante da geração que no final da década de sessenta descobrira o amor livre, que descobriu ser possível levá-lo para dentro dos brandos costumes da sociedade. Gal Costa quase que grita com o seu canto, esse momento tão arrancado de dentro de quem vivia a fase de transição da mudança de tais costumes. A música cresce, a voz da cantora é aqui guerreira, mostrando porque aquela geração a havia escolhido para musa. Quem ousava na época cantar a relação rasgando a camisa e as roupas? Com esta canção um novo compositor fica conhecido no cenário musical brasileiro, Luiz Melodia. Gal Costa revisitaria “Pérola Negra” na comemoração dos seus trinta anos de carreira, no álbum “Acústico MTV”, em 1997, em dueto com o compositor da música. Duas faixas do “Legal” (1970), álbum anterior, são registradas aqui: “Hotel das Estrelas” (Duda – Jards Macalé) e “Falsa Baiana” (Geraldo Pereira). A primeira é uma canção que descreve a juventude que vê amigos mortos pela ditadura e pela droga. A juventude que se sente tolhida e ameaçada. Nem a ditadura nem a droga oferecem saídas, mas a segunda alivia um pouco mais os tormentos. É a solidão dos anos vista pela janela e pela distância: “Dessa janela sozinha Olhar a cidade me acalma Estrela vulgar a vagar Rio e também posso chorar Oh, e também posso chorar…” A segunda, música de 1944, leva uma roupagem estilo bossa nova que se perpetuou ao repertório de Gal Costa, uma verdadeira baiana. Teria uma terceira versão no “Acústico MTV“. Um momento intimista do disco, quebrando um pouco o seu canto instigante, acontece com “Assum Preto” (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga). Aqui Gal Costa usa a sua voz de sereia como arma da mais profunda beleza e tristeza, como os olhos da ave cegada para cantar melhor. Como a cantora se sentia com o exílio dos amigos da Tropicália. A interpretação comove. O disco segue na linha da saudade e da homenagem aos amigos: “Bota a Mão nas Cadeiras” (Folclore Baiano), homenagem à Maria Bethânia, que cantava a canção em seu show ”Rosa dos Ventos”. “Maria Bethânia” (Caetano Veloso) reflete a homenagem à cantora homônima. “Não se Esqueça de Mim (Chuva, Suor e Cerveja)” (Caetano Veloso) é uma lembrança aos amigos Caetano e Gil, que estão do outro lado do Atlântico, em Londres. “Como Dois e Dois” (Caetano Veloso) aparece em duas faixas. A canção foi gravada naquele ano por Roberto Carlos, tornando-se sucesso de público na interpretação do cantor. O registro de Gal Costa é mais intimista, apesar de aparecer duas vezes no álbum, não marca o seu repertório e nem se torna uma interpretação essencial. E como o tempo é de sofrimento existencialista, “tudo vai mal” ou tudo está perfeito “como dois e dois são cinco”, Caetano Veloso fizera a música no auge do seu exílio na Europa. Ainda percorrendo o universo intimista do álbum, esbarramos com a canção “Fruta Gogóia” (Folclore Baiano), que “Como Dois e Dois”, também aparece em duas faixas. Recuperada do vasto folclore da eterna magia baiana, “Fruta Gogóia” é daquelas canções que por algum motivo se prendeu para sempre ao mundo musical de Gal Costa, não se separando mais. A canção volta a ser incluída no álbum “Gal Costa ao Vivo”, de 2006. E cumprido a promessa, samba que Gal Costa ensaiar o mestre não olha. Na calma momentânea do álbum passamos rapidamente por “Charles Anjo 45” (Jorge Ben), outra alusão ao amigo Caetano Veloso. Na sua visita de homenagens à saudade, traz de volta “Coração Vagabundo” (Caetano Veloso), primeiro quase sucesso de sua carreira em 1967, do álbum de estréia “Domingo”. E alguns anos depois, o coração não se cansava em tempos difíceis, de ter esperança de um dia ser tudo. Desfilando pela MPB, Gal Costa recupera uma antiga canção, “Antonico” (Ismael Silva), que até então já ninguém mais se lembrava, depois desse registro, ninguém mais se esqueceu. “Antonico” tornou-se uma canção cultuada pelos críticos e fãs da cantora. Em algumas fases da recente história brasileira, a canção foi assimilada no cotidiano brasileiro com o nepotismo e com a política de favores. Assim como “Fruta Gogóia”, também voltaria a ser regravada no álbum “Gal Costa ao Vivo”. O auge do intimismo do álbum é alcançado com “Sua Estupidez” (Erasmo Carlos – Roberto Carlos), uma das interpretações mais definitivas da carreira da cantora. A canção tinha sido lançada por ela em um compacto simples no início de 1971. A melodia, a poesia da letra, a melancolia saudosista e a sua beleza ímpar, tudo cai com perfeição à voz da cantora. “Sua Estupidez” consegue algo raro, ser diferente e lírica em todas os registros que há na interpretação de Gal Costa. Além das duas versões de 1971, ao vivo e em estúdio, ela reaparece em 1997 no “Acústico MTV” e no dueto com Roberto Carlos em seu tradicional programa de fim de ano na Rede Globo; em 2006 numa participação especial no álbum de Wagner Tiso, “Wagner Tiso 60 Anos – Um Som Imaginário”. Nos cinco registros Gal Costa emociona nas interpretações desta canção. Após as canções intimistas, voltamos à essência do álbum com “Luz do Sol” (Waly Salomão – Carlos Pinto). Novamente o protesto implícito da geração sufocada pelo medo e pelos perigos do regime. Aqui já não se grita que tudo é perigoso, ou divino maravilhoso, os tempos são outros. Tempo de silêncio e tortura, de sobrevivência. E quem sobrevive só pensa em ver a luz do sol brilhar novamente nas trevas dos tempos e da história do Brasil. Mas é “Vapor Barato” (Jards Macalé – Waly Salomão) a canção que se irá tornar o hino oficial da Geração do Desbunde. A canção tinha sido lançada em compacto no início de 1971, em uma versão rock, totalmente diferente da versão ao vivo. A canção reflete essa juventude intelectualmente consciente do momento vivido, mas presa às limitações do regime e da droga. É na contestação da sexualidade imposta e do amor livre proposto que extravasam essas limitações. Os amores são fugazes, por isso vividos intensamente. Seguir à deriva dos sentimentos, partir sem olhar para trás em um navio ou outro veículo qualquer, sem as imposições do dinheiro, aqui novamente desprezado em relação aos sentimentos, visceralmente vividos. “Oh, sim, eu estou tão cansado Mas não pra dizer Que eu não acredito mais em você Com minhas calças vermelhas Meu casaco de general Cheio de anéis Vou descendo por todas as ruas E vou tomar aquele velho navio”
E “Fa-tal – Gal a Todo Vapor”, termina como começou, após um grande role, imerso no vapor barato em fuga, encerrando um dos mais emblemáticos e belos álbuns da MPB. O álbum é poesia underground, é marginal, de um existencialismo convulsivo. Fez parte de um movimento cultural que tomou o canto de Gal Costa como hino. Ver o show Gal a Todo Vapor e ouvir o disco era sinônimo de não ser careta, de pertencer a esse movimento." (http://jeocaz.wordpress.com/2008/03/24/fa-tal-gal-a-todo-vapor-o-album-da-geracao-do-desbunde/) Ficha Técnica: Fa-tal – Gal a Todo Vapor Philips 1971 Direção geral: Waly Salomão Direção de produção e estúdio: Roberto Menescal Técnico de gravação: Jorge Karan (gravação ao vivo) Assistente de produção: Paulo Lima Arranjos: Lanny Capa: Luciano Figueiredo e Oscar Ramos Fotos: Edison Santos e Ivan Cardoso “Fa-tal“: título extraído do poema homônimo, incluído no livro “Me Segura Que Eu Vou Dar Um Troço” de Waly Salomão Faixas: 1 Fruta gogóia (Folclore Baiano), 2 Charles anjo 45 (Jorge Ben), 3 Como dois e dois (Caetano Veloso), 4 Coração vabundo (Caetano Veloso), 5 Falsa baiana (Geraldo Pereira), 6 Antonico (Ismael Silva), 7 Sua estupidez (Erasmo Carlos – Roberto Carlos), 8 Fruta gogóia (Folclore Baiano), 9 Vapor barato (Jards Macalé – Waly Salomão), 10 Dê um role (Moraes Moreira – Galvão), 11 Pérola negra (Luiz Melodia), 12 Mal secreto (Jards Macalé – Waly Salomão), 13 Como dois e dois (Caetano Veloso), 14 Hotel das estrelas (Jards Macalé – Duda), 15 Assum preto (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga), 16 Bota a mão nas cadeiras (Folclore Baiano), 17 Maria Bethânia (Caetano Veloso), 18 Chuva suor e cerveja (Caetano Veloso), 19 Luz do sol (Waly Salomão – Carlos Pinto) Disco (duplo) e capa (dupla) em excelente estado. Edição Original de 1971. Saindo por R$ 70,00