quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Little Richard - Here´s Little Richard (57)



"A wop-bop-a-loo-bop-a-lop-bam-boom!... Tutti frutti, awrooty!" O que exatamente quer dizer esta espécie de esperanto da selva, o mais célebre grito de guerra do rock'n'roll?

Exegetas atenciosos concordariam que tem algo a ver com o poder feminino, pelos parcos versos em inglês e suas referências a mulheres que jogam os quadris para o leste e oeste, garotas como "Sue ... ela sabe exatamente o que fazer" e "Daisy ... ela sempre me leva à loucura". Versos cuspidos como que por uma metralhadora encharcada de adrenalina, pelo homem que - ao trocar o rock'n'roll pelo gospel - declarou: "Eu era um homossexual descarado até Deus me transformar."

O compacto contendo "Tutti Frutti" surgiu do nada, em 1955, para vender mais de um milhão de cópias. Como a garotada poderia permanecer imune? O próprio Elvis parecia uma freira perto de Little Richard, com seu ritmo atropelador, cabelo armado num pompadour, rosto maquiado e dois faróis de pura ameaça no lugar dos olhos. Os limites estavam traçados: até hoje não apareceu nada tão selvagem ou brutal no picadeiro pop. O fato de o próprio Prince lembrar tanto a ambiguidade-com-bigodinho de Richard fala por si só. Assim como o gesto de seu conterrâneo James Brown - ambos, assim como Otis Redding, nasceram em Macon, Geórgia -, capturando os Upsetters, banda de apoio de Richard, quando este trocou os palcos profanos pelos púlpitos do circuito evangélico.

Entre 1955 e 1958 (data de sua primeira conversão à igreja), a fórmula mágica do primeiro single rendeu uma saraivada de hits/clássicos. "Long Tall Sally" - apesar de posteriormente gravada por Elvis e pelos Beatles - consagrou-se como vítima de uma das maiores injustiças/ironias da civilização: a gravação mais vendida mundialmente foi a de Pat "Ser Bom Rapaz Foi O Meu Mal" Boone. Seguiram-se "Slippin' and Slidin", "Ready Teddy", "Jenny Jenny", "Good Golly Miss Molly" e "Lucille".

As últimas duas não foram incluídas neste LP, mas aqui estão gravações originais para o selo Specialty. Em 1964, Little Richard as regravaria para a Vee-Jay, responsável pelo Greatest Hits disponível - lançado aqui em 1988, pela Som Livre, com o título Os Grandes Sucessos. Por outro lado, esta pseudocoletânea da Vee-Jay contém uma preciosidade que não pode ser desprezada, o único Little Richard pós-58 realmente fundamental: "I Don't Know What Got You But It's Got Me". Segundo o expert Peter Guralnick, "junto com 'The Dark End of the Street', de James Carr, talvez a maior balada soul de todos os tempos" - com um detalhe: Jimi Hendrix na guitarra.

As outras faixas de Here's Little Richard apresentam um contraste interessante com a histeria de "Tutti Frutti" e derivadas, deixando à mostra o débito para com a tradição rhythm'n'blueseira de Nova Orleans - especialmente o boogie woogie preguiçoso de Fats Domino. Esta cidade, tão importante para a música negra norte-americana, também foi sempre rica em excêntricos, extravagantes e aloprados como Professor Longhair - e duas figuras desta galeria são apontadas como fontes para a taquicardia sonora de Little Richard: Billy Wright (para o vocal) e Esquerita (piano, pompadour e bigodinho). Mas não há como compará-los à força bruta do "pequeno" Richard Penniman. Paul McCartney - que passou a vida imitando seu uivo em falsete - que o diga."

(Seção "Discoteca Básica" - Bizz#072, julho de 1991 - Texto: José Augusto Lemos)


Faixas:
A1. Tutti Frutti - 2:24
A2. True Fine Mama - 2:41
A3. Can't Believe You Wanna Leave - 2:23
A4. Ready Teddy - 2:07
A5. Baby - 2:03
A6. Slippin' and Slidin' - 2:38

B1. Long Tall Sally - 2:07
B2. Miss Ann  - 2:15
B3. Oh Why?  - 2:06
B4. Rip It Up - 2:22
B5. Jenny Jenny - 2:00
B6. She's Got It  - 2:25



Disco em bom estado, com muitos sinais de uso, mas sem riscos que "pulem" a faixa - com "pequenos estalos" ocasionais, principalmente nas duas últimas faixas do lado B (ou seja: é possível um audição digna e ininterrupta - considerando que o disco é bem antigo; se não for original, no máximo é uma reedição nacional 60´s).
Capa em muito bom estado.
Edição Brasileira de época ou no máximo dos 60´s (sem essa informação na capa).
Saindo por R$ 40,00

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jethro Tull - Thick as a Brick (72)



É o quinto álbum de estúdio do Jethro Tull. 
Sua letra é baseada em um poema escrito por um garoto fictício, "Gerald Bostock", ou "Little Milton". O álbum em LP transcorre ininterruptamente em ambos os lados, sendo de fato uma só canção.

O vocalista e compositor Ian Anderson ficou surpreso com a reação da crítica ao álbum anterior Aqualung como sendo um álbum conceitual, um rótulo que ele rejeitou firmemente. Com Thick as a Brick a banda se preparou para criar uma obra que se integrava deliberadamente em torno de um conceito: um poema escrito por um precoce garoto inglês que fala sobre os desafios de envelhecer.

Na época (e ainda hoje) muitos acreditaram que Gerald Bostock era uma pessoa real, e que o garoto fictício tenha sido o verdadeiro compositor das músicas, tendo sido considerado um gênio precoce. No entanto todo o álbum foi escrito pelo compositor Ian Anderson. Por trás disso, o álbum pretendia ser um resumo de todos os outros pretensos "álbuns conceituais". A fórmula foi bem-sucedida, e Thick as a Brick alcançou o primeiro lugar entre os mais vendidos nos Estados Unidos.

A capa original do LP era uma paródia dos tablóides locais, trazendo notícias, contos, propagandas, etc. O falso jornal, com 12 páginas, teve de ser reduzido ou mesmo completamente suprimido quando do lançamento original na América Latina e Ásia devido aos custos de impressão. O lançamento em CD também comprometeu a arte da capa, reduzida para suportar o formato.

Disco e capa (levemente envelhecida) em ótimo estado.
Edição Brasileira de 1975.
Saindo por R$ 30,00


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Prodigy - Firestarter (96)




Maverick records 12" vinyl record

"Firestarter" (4:40)
"Firestarter" (Instrumental) (4:39)
"Firestarter" (Empirion Mix) (7:48)
"Molotov Bitch" (4:51)


Disco e capa em excelente estado.
Importado England Original 1996.
Saindo por R$ 30,00

Prodigy - Voodoo People (94)



1 - "Voodoo People" (Original Mix) – 6:28
2 - "Voodoo People" [Haiti Island Remix] – 5:23
3 - "Voodoo People" (Chemical Brothers Remix) – 5:56
4 - "Goa" (The Heat the Energy Part 2) – 6:04


Disco e capa em excelente estado.
Importado England Original 1994.
Saindo por R$ 30,00

Prodigy - Breathe (96)



A1   Breathe (Edit) (3:59) 
A2   The Trick (4:25) 
B1   Breathe (Instrumental) (5:35) 
B2   Their Law (Live At Phoenix Festival '96) (5:24) 


Disco e capa em excelente estado.
Importado England Original 1996.
Saindo por R$ 30,00

Nirvana - In Utero (93)



"A fama do Nirvana alcançava altos níveis quando a necessidade de um novo disco de músicas inéditas se fazia presente. Na verdade, esta necessidade já era realidade há algum tempo, e por isso mesmo foi lançada a coletânea "Incesticide", em 1992, a fim de acalmar os fãs mais impacientes. Funcionou, mas não por muito tempo. Músicas inéditas do Nirvana pós-Nevermind eram esperadas, e mesmo que sobras de estúdios do início da carreira alegrasse colecionadores, a curiosidade de ver por quais caminhos a banda iria se enveredar era muito maior. Entretanto, por volta de 1993, o estado do vocalista - e agora ídolo - Kurt Cobain já não era dos melhores, agravado principalmente pela ultra-exposição causada pelo disco de "Smells Like teen Spirit".

Contradições e debates à parte, o sucesso incomodou não apenas a banda, mas principalmente Cobain. Avesso as conseqüências de ter vendido centenas de milhares de discos por todo o mundo, a idéia agora era fazer um disco que não desse continuidade a Nevermind, um disco sujo, que voltasse às origens. Não à toa Steve Albini foi chamado para produzir o então intitulado "I hate myself and I wanna die". Responsável pelo discos como "Surf Rosa", primeiro do Pixies, Albini produzira também Breeders, Tad e PJ Harvey. Conhecido por seu desapego a indústria fonográfica, ele seria o produtor que não faria a banda gravar um novo Nevermind e, principalmente, um novo "Smells like teen Spirit". Ou seja, exatamente o que a banda - principalmente Kurt - queria.

Apesar dos ataques de depressão, crises de choro e crises criativas de Cobain, a gravação de In Utero foi feita em pouco mais de dez dias. Seco, direto e sincero, In Utero é quase como um desabafo, e não precisa ser nenhum gênio para prever que a Geffen - gravadora da banda - não iria gostar do resultado de um trabalho como este. Após intensas discussões, o primeiro passo foi convencer a banda a mudar o título do álbum. "I hate myself and I wanna die" era um título muito forte, que causaria um certo mal estar no mercado. Convencido não só pelos executivos, mas também pelos companheiros de banda, Cobain cedeu e intitulou o disco de "In Utero", deixando o humor ironico do antigo título de lado. O segundo, e mais complicado passo, foi encontrar em meio aquelas canções um ou duas que poderiam ser os singles que levariam o álbum. Dentre todas, "Heart-Sharped Box" e "All Apologies" foram as escolhidas, e receberam um toque de Scott Litt, produtor do R.E.M, para torná-las mais acessíveis - entende-se aqui que as músicas levaram o chamado "banho de mesa", processo pela qual ela é "limpa" das sujeiras propositalmente deixadas pela banda durante sua gravação.

Em setembro de 1993 "In Utero" chegou às lojas, não vendendo tanto como Nevermind, mas alcançando ao topo das paradas muito mais rápido, afinal, o lançamento deste disco era mais do que esperado. Os pouco mais de quarenta minutos de crueza não agradaram muito aos que tinham o disco anterior como base de comparação. Além disso, muitas lojas proibiram a venda do disco devido ao título de uma das músicas ser "Rape me" ("Estupre-me"), só liberando as prateleiras quando o título foi trocado por "Waif me". Cheio de contravenções, ironias e sinceridades, "In Utero" é recheado, principalmente, de boas canções. Fugindo da fórmula que consagrou Nevermind, a auto-sabotagem de Cobain foi algo que a banda teve que lutar de tempos em tempos durante as gravações. As canções poderiam ser cruas ou diretas, mas não precisavam ser ruins, ou melhor, propositalmente ruins. Há alguns erros intencionais, como em "Frances Farmer will have her revange on Seatlle", onde uma nota escorregada serve para mostrar que somos tão humanos como Frances Farmer (atriz que foi internada num hospício), logo, suscetíveis a erros como ela, mas nada que possa comprometer o disco. Muito pelo contrário, diga-se de passagem.

Logo na abertura, a dissonância da primeira nota diz 'o disco é isso, esqueça o Nirvana  verso-refrão-verso de Nevermind'. "Serve the Servents" é uma das canções mais autobiográficas do disco, pois versos como "I tried har to have a father but instead I had a dad" deixam transparecer a relação conflituosa de Kurt com Don Cobain, seu pai. Ainda no âmbito familiar, o refrão desta mesma música diz que "that legendary divorce is such a bore", retratando a influência do divórcio dos pais na vida do músico. Seguindo com o peso e as microfonias, há ainda "Frances Farmer will..." - que, como dito, é uma homenagem a Frances Farmer, atriz de Seatlle que alcançou certa fama em hollywood na década de 30, mas após isso passou por diversos hospitais psiquiátricos, se tornando uma espécie da obsessão de Kurt - "Very Ape", "Milk it" e "Radio Friendly Unit Shifter" - todas completamente dissonantes e estranhas numa primeira audição, teriam espaço garantindo no primeiro trabalho da banda -, além de "Tourette's" - música escrita e composta com base numa doença conhecida como "Síndrome de Tourrete", na qual seus portadores incontrolavelmente distribuem palavrões e resmungos.

Não menos pesadas, mas possuidoras de harmonias mais comuns, estão "Scentless Apprendice" - baseada no romance de Patrick Süskind chamado "O Perfume". A música se originou de uma linha de bateria composta por Dave Grohl, que, por sinal, é a mesma da introdução da música -, os singles de trabalho "Heart-Sharped Box" e "All Apologies", a balada "Dumb" - uma das letras mais comoventes já escrita por Kurt ao longo de sua carreira -, e "Pennyroyal Tea", talvez uma das músicas mais pesadas do disco, já que "pennyroyal" é um chá abortivo, e a letra - assim como o restante do álbum, inclusive seu título - pode ser encarada como uma necessidade de Kurt a voltar a ser bebê e evitar todo o sofrimento pelo qual vinha passando. O chá em questão o traria morto ao mundo. Além destas, há a controversa "Rape me", na qual a introdução propositalmente remete a "Smells like...", a fim de chamar a atenção do ouvinte à letra, que, conforme ressaltado pela banda no vídeo "Live, tonight, sold out", é anti-estupro.

Uma curiosidade do disco é a faixa fantasma (crediatada na edição nacional) "Gallons Of Rubbing Alcohol Flow Through The Strip", gravada nos estúdios da BMG Ariola, no Rio de Janeiro, quando da passagem da banda aqui no Brasil para o Hollywood Rock, em 1993. Outra curiosidade é que foi neste disco a primeira vez que Kurt dividiu a composição das músicas. Na verdade, foi apenas uma música, "Scentless Apprendice", creditada a Krist Novoselic e Dave Grohl, além de Kurt Cobain. Este fato demonstrava que a crise criativa de Cobain estava começando a se acentuar, e não à toa ele já começava a remexer em velhos rasunhos atrás de idéias. Ou seja, a famosa passagem de sua carta de suicício ("I haven't felt the excitement of listening to as well as creating music along with reading and writing for too many years now.") começava aqui.

O ponto é que, além de todas as controvérsias que rondam não apenas este disco, mas aquase a discografia inteira, "In Utero" é um passo, o penúltimo da carreira de uma das bandas que marcaram a música na década de noventa. E talvez a primeira versão da carta de despedida de Kurt Cobain."

(http://whiplash.net/materias/cds/004061-nirvana.html#.UvAx2z1dX5Q)


Disco em ótimo estado (ressalva a um pequeno risco no último segundo de "Serve the Servants", no qual a agulha enrosca - apesar de descartar discos com riscos, como é um único risco no fim de uma música, vejo que é defeito deveras insignificante... rs... nénão?).
Capa em ótimo estado, com assinatura de uma "teen spirit" na capa; com encarte.
Edição Brasileira Original de 1993.
Saindo por R$ 50,00



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fito Paez (86)



Rodolfo "Fito" Páez (Rosário, 13 de março de 1963) é um compositor, cantor e pianista argentino. Além dos talentos do mundo da música, Páez é cineasta e roteirista. É considerado pela crítica um dos mais importantes expoentes do rock argentino, junto a Charly García e Luis Alberto Spinetta. Seu disco El amor después del amor, editado em 1992, é o mais vendido na história do rock argentino.

Em 1982 estréia em Buenos Aires com Baglietto. O disco Tiempos difíciles teve a maioria das canções compostas por ele, obtendo um êxito massivo e vendendo mais de 80.000 cópias. Participa em outro disco de Baglietto, Actuar para vivir, até que em 1983 se incorpora na banda de seu ídolo Charly García, para a turnê do disco "Clics Modernos". Em 1984 participa da gravação do disco Piano Bar.

Também em 1984 edita seu primeiro LP chamado Del 63, o qual foi bem recebido pela crítica. Um ano depois, sai da banda de García e lança Giros, cujo tema Yo vengo a ofrecer mi corazón, alcança o reconhecimento na Argentina e posteriormente é gravado por Mercedes Sosa. A canção é adotada como hino de resistência à repressão política e obtém enorme repercussão.

Em 1986 grava dois LPs, Corazón clandestino (que conta com a colaboração de Caetano Veloso) e La la lá (junto a Luis Alberto Spinetta).

Corazón clandestino é o terceiro álbum do roqueiro argentino Fito Páez. Este é o único álbum do roqueiro que foi lançado apenas como EP, sendo assim raríssimo. Além disso, três das quatro canções do disco apareceriam em coletâneas lançadas posteriormente (sendo o presente disco uma dessas coletâneas, com faixas de 1984 a 1986), e a quarta faixa é uma versão em português (e um dueto) de uma canção lançada em um álbum anterior.

(wikipedia)


Disco e capa em ótimo estado.
Edição Brasileira Original de 1986.
Saindo por R$ 30,00

Stevie Wonder - Talking Book (72)



"Há uma piada dos irmãos Marx que define bem a situação de Stevie Wonder na gravadora Motown. Em Uma Noite em Casablanca, Groucho Marx encarna um diretor de hotel que decide trocar os números dos quartos dos hóspedes. Quando um deles reclama que aquilo seria uma loucura, Groucho replica: "Mas também seria uma diversão dos diabos!".

A maior "loucura" de Stevie Wonder chamou-se Talking Book e cristalizou a independência do cantor em relação aos padrões rígidos da Motown. Até então, na gravadora americana as músicas deveriam ter três minutos – no máximo - e abordar nas letras temas como o amor e futilidades.

Wonder queria ter controle total de suas produções e ainda a liberdade para fazer as músicas que quisesse, com a duração que bem entendesse. Com o passar dos anos, essa exigência ficou cada vez mais cara para os cofres da gravadora e ainda menos rentável, com a perda de prestígio de Wonder. Mas pelo menos ele conseguiu emplacar diversas obras-primas. Talking Book veio mostrar um artista maduro aos 22 anos, brincando com uma invenção dos anos setenta, o sintetizador – que foi descoberto em Music of My Mind, seu disco anterior, também de 1972.

Os instrumentos em que Wonder não meteu a mão foram tocados por gente da categoria de Jeff Beck (o solo de guitarra em "Lookin' For Another Pure Love") e do saxofonista David Sanborn ("Tuesday Heartbreak"). As letras, em sua maioria, falavam da separação de Wonder e Syreeta Wright, da descoberta de um novo amor pelo compositor, de política e misticismo.

"Superstition" foi o maior hit do disco e quase virou um sucesso com Jeff Beck. Wonder havia cedido a música para o guitarrista e se recusava a lançá-la em single. "Você está louco? Esta canção tem de promover o álbum", rebateu o pessoal da Motown. Não é preciso ser nenhum gênio para apostar no sucesso da música, basta ouvir a introdução, com a marcação forte da bateria e o sintetizador de Wonder. O resultado foi um estremecimento da amizade entre o temperamental Beck e o cantor/compositor.

A relação entre Wonder e Syreeta foi destrinchada em "Maybe Your Baby", "Tuesday Heartbreak", "You've Got It Bad Girl" e "Blame It on the Sun". Na primeira, Wonder colocava para fora os fantasmas do ciúme e da solidão, com timbres estranhos de sintetizador e os wah wahs da guitarra de Ray Parker, Jr. (que depois fez um pífio trabalho-solo). "Tuesday Heartbreak" é uma visão irônica sobre o fim de uma relação, e na letra de "Blame It on the Sun", co-escrita com Syreeta, ele busca uma resposta para o fim do amor entre os dois.

Mas ele colocava uma certa esperança no disco. "You Are the Sunshine of My Life" nasceu de seu namoro com a vocalista Gloria Barley, que dividiu os vocais com ele na música. E para quem duvidava de sua capacidade em temas políticos, Wonder rebateu com "Big Brother" - paralelo entre o Grande Irmão de 1984, livro de George Orwell, e o pouco caso do governo americano em relação aos negros.

Quem acha que ele é só baladeiro, tem aqui a prova de seu gênio."

(Seção "Discoteca Básica", Sérgio Martins, Bizz#110, setembro de 1994)


Faixas:
A1. You Are the Sunshine of My Life - 2:58
A2. Maybe Your Baby - 6:50
A3. You and I - 4:38
A4. Tuesday Heartbreak - 3:02
A5. You've Got It Bad Girl - 4:57

B1. Superstition - 4:26
B2. Big Brother - 3:33
B3. Blame It on the Sun - 3:26
B4. Lookin' for Another Pure Love 4:43
B5. I Believe (When I Fall in Love It Will Be Forever) - 4:51


Disco em ótimo estado.
Capa em bom estado, com algum envelhecimento
Edição Brasileira de 1989.
Saindo por R$ 20,00


Alceu Valença, Milton Nascimento e Wagner Tiso - Brazil Night – Ao Vivo em Montreux (83)




Lado A
01 – No Balanço da Canoa – Toinho de Alagoas
02 – Fé Cega, Faca Amolada – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
03 – Banda da Capital – Wagner Tiso e Nivaldo Ornellas
04 – Talismã – Geraldo Azevedo e Alceu Valença
05 – Casinha de Buinha – Alceu Valença

Lado B
01 – Ponta de Areia – Milton Nascimento e Fernando Brant
02 – Pelas Ruas Que Andei – Vicente Barreto e Alceu Valença
03 – Balão – Wagner Tiso, Luiz Alves e Kledir Ramil
04 – Maria, Maria – Milton Nascimento e Fernando Brant



Disco e capa em excelente estado.
Edição Original de 1983.
Saindo por R$ 30,00

Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto de Viagem - Pessoal do Ceará (73)



"Pessoal do Ceará juntou rocks e toadas no mesmo som

Em comum, todos eram jovens e ligados às artes, principalmente à música. Também coincidia serem cearenses ou viverem no Ceará e ansiarem por mudanças na cena cultural do início dos anos 1970.

Destacavam-se nomes como Ednardo, Raimundo Fagner, Fausto Nilo, Belchior, Augusto Pontes. Essa junção de tanta gente boa ainda não estava batizada. Um locutor de uma rádio paulistana, porém, os anunciou como Pessoal do Ceará. E foi dessa forma que aquela agitação cultural entrou para a história.

O movimento iniciou-se entre estudantes da Universidade Federal do Ceará, então centro das discussões intelectuais de Fortaleza. Os jovens ouviam de forró a bossa nova, Tropicália e Beatles. Essa mistura de influências começou a resultar em sons nunca ouvidos no lugar. Tudo com letras inspiradas, que reproduziam o anseio por mudanças estéticas.

Um dos marcos foi o lançamento, em 1973, do disco Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, que recebeu como subtítulo Pessoal do Ceará. Nas vozes de Ednardo, Rodger Rogério e Teti, o disco apresentava uma pequena revolução cultural.

Surgiam harmonicamente maracatus, toadas, sertanejos, rocks e canções psicodélicas de vários compositores locais. “Nosso trabalho foi todo feito com o mesmo amor e carinho como se tecem os lindos bordados que esta capa estampa”, apresentava o texto do disco."

(http://www.almanaquebrasil.com.br/curiosidades-musica/11453-pessoal-do-ceara-juntou-rocks-e-toadas-no-mesmo-som.html)

Disco em excelente estado. Capa em ótimo estado.
Edição Original de 1973 (Raro).
Saindo por R$ 60,00