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"No início dos anos 70, o mundo ainda vivia o efeito devastador da transformação social ocorrida no final da década passada. Reinava a expectativa de sobre como o mundo reagiria dali por diante após mudanças tão radicais. No cenário artístico-cultural também se fazia presente tal questionamento. O fim do “beatlecentrismo” no meio musical fazia com que a atenção não só do público, como da crítica e, sobretudo, das gravadoras, se dispersasse em direção a outros artistas que apareciam com destaque no fim da década passada. Dentre as novidades, uma delas se destacava como a viga mestra de um movimento que ganhava corpo a cada dia, o psicodelismo. Seu nome era Pink Floyd. Os dias atravessados por Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright, porém, não eram nada comparados aos passados acerca de três anos antes. Originária de um sucesso de público e crítica devido ao conceito criado sobretudo por Syd Barret, era visível a crise de criatividade e o abalo emocional vividos após a saída de seu mentor original. Após a estréia marcante com o aclamado “The Piper at the Gates of Dawn”, e o conseqüente estrelato, veio o contestado “A Saucerful of Secrets”, última obra com alguma participação de Barret com o grupo. Sucederam, já com Gilmour nas guitarras, várias participações em trilhas sonoras em filmes, com destaque para “More” e “Zabriskie Point” – verdadeiros clássicos do gênero – e o conceitual “Ummagumma”, o álbum duplo que reunia, em um disco, quatro faixas ao vivo e, no outro, faixas solo de cada um dos integrantes. Quando os anos 70 chegaram, contudo, um novo álbum precisava ser lançado. A concepção do projeto “Atom Heart Mother” não foi nada fácil. A obra tinha que causar impacto, prenunciando como seria o novo Pink Floyd. Pela primeira vez a banda faria um álbum próprio, de carreira, sem a influência de Barret. Após várias discussões, veio de Roger Waters a idéia de compartilhar o processo de autoria do álbum com Ron Geesin, músico de jazz, expoente da cena vanguardística londrina. A idéia foi de pronto apoiada por Mason, que o conhecia de outros tempos, pois trabalhava com a produção de trilhas sonoras de filmes e programas de televisão. O músico tinha, inclusive, produzido a trilha de um documentário sobre automobilismo dirigido pelo pai de Mason anos antes. Waters e Geesin se conheceram na produção da trilha sonora de “The Body”, da BBC inglesa, que resultou no primeiro álbum solo de Waters, em 1969, chamado “Music From The Body”. Várias demos de material inédito foram entregues a Geesin, sob o desafio de que ele conseguisse extrair desse material algo que prestasse. As fitas se constituíam, na maior parte, de sobras de gravações das referidas trilhas sonoras. Após quebrar a cabeça pensando no que fazer, ele propôs à banda algo inédito até então na música pop mundial: a elaboração de uma suíte, nos moldes dos clássicos eruditos, subdivididas em vários atos. Foi a partir daí que surgiu a polêmica e incompreensível faixa título do álbum. Trancafiados nos estúdios da EMI, em Abbey Road, o Pink Floyd deu início às gravações daquele que seria um dos discos mais importantes da história do rock mundial. “Atom Heart Mother”, a música, se apresentou como uma grande peça teatral, subdividida em seis atos. O resultado foi grandioso. A gravação contou com estrutura digna de uma orquestra sinfônica, estando presentes um cello solo, uma dezena de instrumentos de sopro – com destaque para o solo de trompas francesas – e um coral de 20 pessoas, sob a regência do maestro John Alldis. A suíte apresentou uma duração aproximada de 24 minutos. O início é impactante com “Father’s Shout”, onde é dada uma pequena demonstração do virtuosismo do grupo, tendo ao fundo a desafinação dos instrumentos de sopro simulando vozes humanas. Após, vem “Breast Milky”, marcada pela impecável interpretação do coral, sustentada pela melodia marcante dos teclados de Wright. “Mother Fore” retoma a instrumentalidade da faixa, com uma estrutura bluesística, alternada com vocais furiosos. “Funky Dung” apresenta a experimentação das faixas em estúdio de “Ummagumma”, onde uma mescla de ruídio estereofônicos criam um cenário de suspense, originando uma estrutura que viria a ser retomada em “Echoes” (do álbum Meddle) e “On The Run” (de Dark Side of The Moon). “Mind Your Throat Please” retoma a musicalidade da canção. O grand finale vem com “Remergence”, que repete as estruturas da primeira parte, em um final apoteótico. A faixa era uma experiência auditiva fantástica, visto que o álbum foi um dos primeiro a ser gravados no sistema quadrofônico estéreo, que subdividia o som de cada instrumento em um canal diferente para o ouvinte. Algo complexamente trabalhado que tomou o lado A inteiro do álbum, numa experiência inédita no Rock mundial. O lado B do álbum começa com a cativante “If”, de autoria de Waters. À primeira vista parece uma cantiga de ninar, porém, quando examinada a letra se vê uma forte ode à insanidade humana. A temática seria a marca registrada de Waters para o resto da carreira. O violão dedilhado cortado pela guitarra de Gilmour é um clássico. A letra, marcada por suposições, (vide os versos “If i were a swan, I’d be gone / If I were a train, I’d be late / If I go insane / Please don’t put yoru wires in my brain”) foi feita, sem dúvida, em homenagem a Syd Barret e seu momento difícil. Segue-se a esta “Summer 68”, uma das melhores músicas do grupo. De autoria de Wright, trata-se de uma canção singela sobre um relacionamento efêmero seu com uma groupie no verão de 1968. A música segue o seu curso normal até que, de repente, é cortada pela clássica intervenção de Gilmour gritando “How do you feel?”, como se questionando o ouvinte do que sente no momento. Então se percebe presença de metais em estilo barroco, ilustrando o clima da música. Após a retomada da normalidade, a segunda intervenção é feita por toda a orquestra presente na gravação de “Atom Heart Mother”, numa mistura única de sons vista na história da música contemporânea. A faixa de Gilmour, “Fat Old Sun”, traz a mesma estrutura melodiosa anteriormente apresentada pelo grupo na faixa “Green Is The Colour”, da trilha do filme “More”. Trata-se de uma balada, onde a melhor parte, sem dúvida, é o solo de guitarras no fim da faixa. “Fat Old Sun” ficou famosa por ser a música de trabalho do álbum e pela interpretação forte do grupo em seus shows ao vivo, em quase nada lembrando a versão calma gravada em estúdio. O disco acaba com “Alan Psichedelic Breakfast”, outra faixa conceitual. Com duração de cerca de 13 minutos e subdividida em três atos (“Rise and Shine”, “Sunny Side Up” e “Morning Glory”), a faixa consiste basicamente em experiências estereofônicas que buscam retratar sonoramente o café da manhã de Alan Stiles, um dos roadies do grupo. Na faixa, é possível ouvir o bacon fritando e alguém fazendo sua higiene pessoal. A música só foi interpretada uma vez ao vivo, tendo a banda, no palco, fritado o bacon e tomado café em frente a um incrédulo público. Atom Heart Mother é um álbum até hoje incompreendido por grande parte do público. Inegáveis são, contudo, a sua qualidade vanguardística e a influência que causou na música, não só de um modo geral como também no próprio grupo. A idéia de disco conceitual foi a partir daí desenvolvida, influenciando vários outros artistas, como é o caso do progressivismo de Rush e Yes. As inovações sonoras do álbum foram mais tarde desenvolvidas pelo próprio grupo em praticamente todas as outras obras da banda, com ou sem Waters. Além da música, o disco tem uma das capas mais enigmáticas da história da música. O bovino mais famoso do rock mundial aparece tanto no vinil, quanto no CD. A rês Lullubelle III, uma cruza das raças holandesa e normanda (ao contrário de suas colegas da contracapa, puramente holandesas), foi fotografada em uma propriedade rural do interior da Inglaterra. A gravadora pagou ao dono da propriedade cerca de mil libras pelos “direitos de imagem” do animal. A propriedade virou ponto turístico, e Lullubelle, uma celebridade do showbusiness mundial." (Fonte: Resenha - Atom Heart Mother - Pink Floyd http://whiplash.net/materias/cds/003279-pinkfloyd.html#ixzz2iphpOtnC) Disco e capa (com "assinatura") em ótimo estado. Edição Brasileira de 1985. Saindo por R$ 45,00
Andrés Segovia (Linares, Espanha, 21 de fevereiro de 1893 — Madri, 3 de junho de 1987) foi um guitarrista espanhol. Considerado o pai do violão erudito moderno pela maioria dos estudiosos de música, Segovia dizia que ele "resgatou o violão das mãos dos ciganos flamencos" e construiu um repertório clássico para dar lugar ao instrumento em salas de concerto. Muitos compositores fizeram obras especificamente para ele como Turina, Villa-Lobos, Castelnuovo-Tedesco e Pedrell. Pablo Casals foi um grande admirador e apoiador de Segovia. Disco e capa em ótimo estado (pouco chiado / sem riscos). Edição Brasileira Original de 1961. Saindo por R$ 35,00
FAIXAS 1 - Escravo da alegria 2 - Oilá! 3 - Valsa do bordel 4 - Samba para Endrigo 5 - Minha luz apagou 6 - Até rolar pelo chão 7 - Por que será 8 - Golpe errado 9 - Caro Raul 10 - Gilda 11 - Amigos meus ESCRAVO DA ALEGRIA Vinicius de Moraes, Toquinho E eu que andava nessa escuridão De repente foi me acontecer Me roubou o sono e a solidão Me mostrou o que eu temia ver Sem pedir licença nem perdão Veio louca pra me enlouquecer Vou dormir querendo despertar Pra depois de novo conviver Com essa luz que veio me habitar Com esse fogo que me faz arder Me dá medo e vem me encorajar Fatalmente me fará sofrer Ando escravo da alegria E hoje em dia, minha gente, isso não é normal Se o amor é fantasia Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval Disco e capa em ótimo estado. Edição Original de 1980. Saindo por R$ 20,00
Faixas A 1. What a Wonderful World 2. When The Saints Go Marchin In 3. Georgia on my Mind 4. Blueberry Hill 5. Skokiann 6. Moon River 7. Down By The River Side Faixas B 1. Hello Dolly 2. C'Est Si Bon 3. Only You 4. I Still Get Jealous 5. Jeepers Creepers 6. Dream a Little Dream of Me 7. Konomo Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira de 1991. Saindo por R$ 15,00
"... tá aqui um dos melhores discos de carreira, lançado em 1984 com canções lindíssimas que se tornaram clássicos na obra do Chico e na música brasileira! "Ando com minha cabeça já pelas tabelas..." É com essa frase e com esse delicioso samba que Chico abre o disco que apresenta na sequência Brejo da Cruz, uma canção que define bem o êxodo nordestino e que em breve abordaremos nas letras de domingo. Tantas palavras vem em seguida, essa canção lindíssima feita em parceria com Dominguinhos, que também o acompanha com suaves frases de sanfona. Mano a mano traz uma parceria e um dueto com João Bosco, que também toca violão nessa faixa. Samba do grande amor também figura nesse disco, entrando em definitivo para a lista de clássicos do Chico. Como se fosse a primavera é a versão (do espanhol para o português) do disco que traz o autor da canção, Pablo Milanés, também nos vocais. Suburbano coração é outra canção que vai aparecer nas letras de domingo por tratar de sexo de forma tão elegante e fascinante. Lindo mesmo é se deliciar ouvindo Mil perdões, clássico de uma época em que as grandes letras figuravam em grandes canções. O disco encerra com As cartas e Vai passar, essa última, em parceria com Francis Hime para mais um clássico que praticamente encerra o período "Chico Político", no ano das Diretas. Produzido por Homero Ferreira e tendo o envolvimento, além dos músicos já citados, de Cristóvão Bastos, Wilson das Neves, Miúcha, Luiz Cláudio Ramos, Dori Caymmi, Chiquinho de Moraes, entre outros, é mais um dos grandes discos desse compositor que tem um repertório fascinante e uma discografia que dispensa predicados, pois soam como redundantes." (http://everaldofarias.blogspot.com.br/2009/03/chico-buarque-1984.html) 1-Pelas Tabelas (c/ Raphael Rabello: Violão) 2-Brejo Da Cruz (c/ Toninho Horta: violão) 3-Tantas Palavras (c/ Dominguinhos) 4-Mano A Mano (c/ João Bosco: Violão) 5-Samba Do Grande Amor 6-Como Se Fosse A Primavera (Canción) (c/ Pablo Milanés: Violão) 7-Suburbano Coração (c/ Altamiro Carrilho: Flauta) 8-Mil Perdões 9-As Cartas 10-Vai Passar Disco e capa em muito bom estado. Edição Original de 1984. Saindo por R$ 15,00
"Dois filmes clássicos de Christopher Guest vêm à mente quando se ouve o Aqualung: "This is Spinal Tap" e "A Mighty Wind". O primeiro é um falso documentário heavy metal; o segundo retrata um grupo de folk fictício. De Aqualung em diante, o Tull passou a ser enquadrado no gênero do primeiro filme, mas sua inspiração vem do estilo musical do segundo. A faixa-título abre o álbum com o ecletismo típico da banda. Num primeiro momento surge o dedilhar de um violão tranquilo e um piano civilizado; no seguinte, é a vez do baixo frenético e de passagens de bateria - tudo isso coroado por um solo firme de guitarra. "Cross-Eyed Mary" segue um padrão mais tradicional. A flauta característica do vocalista Ian Anderson paira sobre a pulsante linha de baixo de Jeffrey Hammond e os floreados arranjos orquestrais de David Palmer. A música, então, se submete ao reinado da guitarra, embora o piano, os sininhos e a volta da flauta de Anderson desafiem o rock potente do núcleo formado por guitarra, baixo e bateria. As letras de Aqualung se encaixam numa fantástica narrativa que se desenrola ao longo do álbum e se baseia, em parte, nas experiências de um sem-teto. Essa história faz com que a música singular do disco esteja vinculada a uma mensagem de conscientização, própria da época. O conceito é estabelecido pelo texto da contracapa - uma leitura distorcida do primeiro capítulo do Gênesis. Na versão do Tull da narrativa bíblica, o homem criou Deus e, depois, o Aqualung. O disco tornou-se um marco instigante do prog-rock-folk. Sua temática não impediu que as faixas cheias de riff fizessem sucesso nas rádios - nem que o álbum vendesse milhões de cópias." (Resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer") Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira de 1980. Saindo por R$ 45,00
Blues songs played and sung by various artists. Recorded in Memphis, 1953-54 for the Sun Record Company. Charly Records, 1966 Track listing A1-Doctor Ross - The Boogie Disease A2-James Cotton - Cotton Crop Blues A3-Willie Nix - Baker Shop Boogie A4-Rufus Thomas - Bear Cat A5-Jimmy DeBerry - Take a Little Chance A6-Doctor Ross - Juke Box Boogie A7-Sammy Lewis & Willie Johnson - I Feel So Worried B1-Little Milton - If You Love Me B2-Jimmy DeBerry - Time Has Made a Change B3-Doctor Ross - Come Back Baby B4-Sammy Lewis & Willie Johnson - So Long, Goodbye B5-Rufus Thomas - Tiger Man B6-Willie Nix - Seems Like a Million Years B7-Doctor Ross - Chicago Breakdown Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira, Série Rarity. Saindo por R$ 30,00
"The Sugarcubes foi criado em 1986, como brincadeira, por veteranos da cena pós-punk da Islândia. A brincadeira rapidamente tornou-se algo que ninguém em sua terra natal - eles menos que todos - poderia imaginar. Seria a primeira banda islandesa a obter reconhecimento internacional e ainda serviria de base para o enorme sucesso de Björk como solista. O grupo vinha tocando ao vivo as faixas de Life´s Too Good ao longo de dois nos na Islândia sem efeito algum. Tudo isso mudou quando "Birthday" foi lançado como single, em 1987, na Inglaterra. A imprensa britânica desmanchou-se em elogios e subitamente a banda se viu em meio a uma autêntica guerra de ofertas das grandes gravadoras. No entanto, o Sugarcubes recusou todos os contratos - eles tinham um forte desprezo pela indústria musical e as suas entrevistas sempre se caracterizaram por um humor cáustico e negro. O disco foi gravado aos pedaços durante um período de dois anos. Quando finalmente saiu (com capas de cinco cores diferentes), as críticas eram fantásticas, já que realmente era uma estreia impressionante - novo e energético, soube conjugar melodias lúdicas com um grande senso artístico. "Birthday" possui um encanto extraordinário graças à voz notável de Björk, enquanto a inesquecível "Deus" fascinava e hipnotizava ao mesmo tempo. "Coldsweat" e "Sick for Toys" mostravam um lado mais roqueiro e mais sombrio, sendo que esta última música permitia que o guitarrista Thor mostrasse seu estilo vigoroso e cintilante. E de que Einar está reclamando o tempo todo? É um estranho e maravilhoso álbum, capaz de converter elementos diversos e até contraditórios em uma totalidade forte e convincente." (Resenha extraída do livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer") Disco (com sinais de uso - sem riscos) e capa (com algumas manchas) em ótimo estado. Edição Original Brasileira de 1988. Saindo por R$ 35,00
Antes de se mudar para os Estados Unidos, McLaughin gravou o álbum “Extrapolation” com Tony Oxley e John Shurman em 1969, um álbum bem demonstrativo da sua técnica, velocidade e precisão. Mudou-se então para os EUA em 1969 para se juntar ao grupo “Lifetime” de Tony Williams. Seguidamente tocou com Miles Davis nos álbuns “In a silent way”, “Bitches brew” e “A tribute to Jack Johnson”. McLaughlin voltou para a banda de Davis por duas noites que foram gravadas e lançadas como parte do álbum ao vivo Live / Evil. Em 1971 forma a Mahavishnu Orchestra, uma banda eléctrica bastante respeitada por todo o mundo, devido à sua complexa fusão do jazz com a música indiana e o jazz-rock. Após a dissolução da banda, John trabalhou com o grupo de música acústica Shakti. Este grupo combinava a música indiana com elementos de jazz, podendo ser considerados como um dos pioneiros da chamada world music. Juntamente com Carlos Santana, McLaughin foi um seguidor do guru Sri Chinmoy, e em 1973 ambos colaboraram num álbum de canções de devoção intitulado “Love, devotion, surrender” que incluía também gravações de músicas de John Coltrane entre as quais “A love supreme”. No início da década de 80, juntou-se a Al Di Meola e Paco de Lucía e juntos gravaram “Friday night in San Francisco”. O trio, conhecido como “The guitar trio” reuniu-se de novo em 1996 para a gravação de um álbum e consequente digressão mundial. Mais recentemente realizou uma digressão com “Remember Shakti”, Além do original membro dos “Shakti” Zakir Hussain, este grupo contou ainda com a a participação de eminentes músicos indianos, como U. Srinivas, V. Selvaganesh, Shivkumar Sharma e Hariprased Chaurasia. Foi considerado o 68º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. Faixas: 1. A Love Supreme07:50 2. New York on My Mind05:45 3. The Dark Prince05:15 4. La Danse du Bonheur04:49 5. Friendship07:00 6. Face to Face05:55 7. The Unknown Dissident06:13 8. Lotus Feet04:42 Disco (com sinais de uso) e capa em ótimo estado. Edição Brasileira Original de 1980. Saindo por R$ 30,00
"Priorizando a versatilidade e sem se apegar a gêneros musicais, Milton Nascimento procura desde sempre apresentar algo bem particular em cada álbum que lança. Grande parte de sua discografia – principalmente por conta daquela fase entre 1967 e 1978 – é composta por LPs emblemáticos e interessantes de um modo geral, mas em matéria de imponência e pretensão artística nenhum trabalho alcança Milagre dos Peixes. Naturalmente, é fácil dizer que o momento mais importante na trajetória de Milton foi em 1972, com o lançamento do LP em parceria com Lô Borges, Clube da Esquina. Talvez tenha sido mesmo, é justo. Mas é com o álbum do ano seguinte que ele arrebenta com tudo tentando artisticamente se superar, e o resultado é o trabalho mais experimental de uma carreira que já dura mais de 50 anos e talvez o disco mais denso lançado naquele período de repressão política. Segundo Fernando Brant, letrista da faixa-título, o álbum foi concebido para ser um grande passo: “Uma abertura nova, algo para assustar os desavisados e arrepiar a pele. Milagre dos Peixes é uma atitude de revolta e de entrega. Milton está neste disco como uma criança agressiva”, disse à Folha de São Paulo quando faltavam poucos dias para o lançamento. Aclamado pela crítica e público, o trabalho é uma experiência única, a começar pela carência de versos. O disco é quase inteiro cantado sem palavras, pois muitas das letras foram censuradas. Milton não acatou o gesto dos militares como um impedimento e prosseguiu com o projeto desafiando a repressão. Sendo assim, apenas as faixas “Milagre dos Peixes” e “Escravos de Jó” (esta com Clementina de Jesus nos vocais) continham letras de fato, isso sem mencionar “Sacramento” e “Pablo” (esta cantada por Nico, irmão caçula de Lô Borges), que vinham separadas em um compacto triplo, como se fossem bonus tracks, juntamente com a instrumental “Cadê”. Mais tarde, com o lançamento em CD, essas três canções acabaram sendo incorporadas ao tracklist oficial. Sobre essa situação, Milton disse: “É claro que as músicas tinham um teor político, mas não era nada explícito. Houve um exagero por parte da censura, porque nunca preguei que o pessoal pegasse em arma e coisa e tal; a gente só botava pra fora o nosso descontentamento com tudo, não só com o Brasil, mas com o mundo. Fiquei puto da vida quando a gravadora me propôs gravar um outro disco. Disse que não, que o disco ia sair como estivesse; se não havia letras, que as pessoas entendessem. E foi uma surpresa pra EMI Odeon em todos os sentidos, porque o disco vendeu bem, fora a repercussão que causou. Como músico, o Milagre foi muito importante, porque foi aí que me larguei na música de uma forma diferente, passei a usar minha voz como um instrumento". Em LP, o projeto gráfico contou com uma bela capa-poster, algo até então inédito na indústria fonográfica nacional. Dentro, umas páginas avulsas coloridas davam a ficha técnica de cada faixa, sendo assim, Milagre dos Peixes trazia a até então mais bem detalhada ficha técnica da indústria do disco no Brasil. Ao todo, quarenta e dois músicos participaram das gravações, como o maestro Radamés Gnatalli, o Quinteto Villa-Lobos, Naná Vasconcelos nas percussões e Wagner Tiso no piano e teclado. Quanto às músicas que nele contém, o que pode ser afirmado é que cada uma corresponde a um estilo híbrido, algo que passa longe de uma definição. Lembro de ter escutado Milagre dos Peixes pela primeira vez e tê-lo achado um dos discos mais esquisitos. É preciso ouvir algumas vezes com atenção para que ele seja completamente absorvido, mas para quem gosta de coisas complexas e detalhes pouco comuns é um exercício que compensa e muito. Enquanto “Pablo nº2” lembra uma celebração latina com todas aquelas palmas, coros e violões festivos, ”A Última Sessão de Música” traz barulhos de talheres, conversa e um piano meio infeliz e nostálgico que procura simular um ambiente de fim de festa. Aqueles que se apegam mais ao convencional certamente assimilarão logo de cara “Escravos de Jó” ou a faixa-título, que apesar da ligeira complexidade são mais melodiosas que as demais. O rock/jazz “Cadê” é ritmado e também é capaz de pegar fácil. Já “A Chamada”, com seus efeitos vocais remetendo a uma floresta ou algo do tipo, e a orquestra vocal “Carlos, Lúcia, Chico e Thiago” são realmente as músicas mais difíceis, mas ao mesmo tempo são as mais singulares e curiosas. “Tema dos Deuses” tem cara de trilha sonora de algum filme épico e faz jus ao nome pela intensidade. Ouvindo essa música dá para compreender que Milton havia previsto anos antes este amadurecimento artístico com canções como “Amigo, Amiga”, que apresentavam uma grande carga de sinestesia mesmo sem tantos recursos à disposição. Dividida em três partes, “Hoje é Dia de El Rey” seja talvez o ponto alto de Milagre dos Peixes. Baseada na “Suíte do Pescador”, de Dorival Caymmi, a música foi concebida para ser um diálogo entre pai e filho, porém a letra foi vetada na íntegra. A tal conversa era para ser entre Milton como filho e Caymmi como pai, uma pena isso não ter sido gravado. Mas apesar da carência dos versos originais de Márcio Borges, as mudanças ao longo da canção fazem dela uma obra-prima sensorial capaz de falar por si só. Em “Sacramento” voltam as letras. Cantada por Milton num espírito meio entristecido, a canção apresenta uma sonoridade tensa, que acaba contrastando bem com a lúdica “Pablo”, a qual Nico Borges ainda criancinha canta uma letra surreal citando pó de nuvem nos sapatos e incêndio nos cabelos. Vale afirmar que em Milagre dos Peixes consta um forte experimentalismo, mas há ao mesmo tempo uma certa coesão, ao contrário do contemporâneo e também interessante Araçá Azul (1973), de Caetano Veloso. Talvez por isso Milagre dos Peixes tenha dado tão certo. Milton estava relacionado a um contexto absolutamente propício e tentou a sorte inovando numa época em que isso era levado a sério por um público atento. Um ano depois Milton daria continuidade ao projeto lançando Milagre dos Peixes Ao Vivo, com shows gravados no Teatro Municipal de São Paulo. Há quem diga que este tenha sido seu auge." (http://sopadecoisa.blogspot.com.br/2012/08/milton-nascimento-milagre-dos-peixes.html) Milagre dos Peixes (1973) 1. Os Escravos de Jó 2. Carlos, Lúcia, Chico e Thiago (Eu Sou uma preta Velha aqui Sentada Ao Sol) 3. Milagre dos Peixes 4. A Chamada 5. Pablo nº2 (Festa) 6. Tema dos Deuses 7. Hoje é Dia de El Rey 8. A Última Sessão de Música Compacto bônus 1. Cadê 2. Sacramento 3. Pablo Disco e capa em ótimo estado. Reedição de 1985 (inclui as 3 músicas originalmente lançadas em compacto junto ao disco). Brinde: capa/poster original. Saindo por R$ 35,00