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"Primeiro álbum ao vivo dos Titãs. Gravado no tradicional Festival de Montreux, na Suíça (no ano anterior, Os Paralamas do Sucesso gravaram o disco “D” lá). A banda fez novos arranjos em algumas músicas e foi feliz, como são os casos de “Pavimentação” e “Marvin” (cuja versão é mais conhecida do que aquela que foi gravada no disco de estreia).
Arnaldo Antunes no final de “Lugar Nenhum” desabafa: “brasileiro, o quê? Brasileiro, o c******”.
"Fun in Acapulco é um filme estadunidense estrelado por Elvis Presley e Ursula Andress em 1963. Apesar da história do filme acontecer em território mexicano, Elvis não gravou nenhuma cena no referido país, todas as cenas foram gravadas em estúdios.
Ursula Andress tinha tornado-se uma ano antes famosa mundialmente, por ter sido a primeira "bond girl" no filme de James Bond denominado Dr. No."
(wikipedia)
Disco e capa em muito bom estado. Edição Brasileira de 1978. Saindo por R$ 30,00
"David Coverdale's decision to quit Deep Purple in the spring of 1976 allowed him to start work on his first ever solo album, "Whitesnake". Exiled in Germany for tax reasons and unable to tour, the low-key release, recorded with the help of former Juicy Lucy guitarist Micky Moody, was the first tentative step towards what became a hugely successful career with the band who took their name from this album, Whitesnake. Taped in late 1976, with former Deep Purple bassist Roger Glover producing (and playing bass), the album was issued early in 1977.
Such were the positive vibes surrounding it that David Coverdale began work on his second solo album almost at once. "Northwinds", recorded in 1977 (again with Glover producing) is widely regarded as one of his best. Musically and vocally strong, it reflected a growing confidence in his career outside Deep Purple (whose demise is documented on the song "Breakdown") and was issued just as Whitesnake were playing their first "back to the roots" live shows in 1978."
"Existem bandas que lançam seus discos, que viraram peças obrigatórias nas suas discografias. Mas, quando seu último trabalho se torna clássico, várias bandas ficam embaladas e após uma turnê e outra, acabam lançando seu próximo disco. E é aí que o clima fica bem morno, tanto a repercussão quanto para a banda.
Com o Motörhead não foi diferente. Com o auge do Overkill (1979), Lemmy Kilmister (vocal e baixo), "Fast" Eddie Clarke (guitarra) e "Philty" Animal Taylor (bateria) tiveram a difícil missão de registrar seu sucessor. Bomber virou uma transição entre Overkill e Ace Of Spades, que definiria, mais tarde, a reputação da banda. Porém, Jimmy Miller (Rolling Stones, Traffic) enfrentava um sério vício de heroína. Fato que inspirou o Lemmy, ao escrever uma canção anti-heroína Dead Men Tell No Tales. Ouvindo o disco dá para sacar que as músicas não estavam tão inspiradas, e não tinham aquele gás que o Motörhead exalava, como no Overkill.
Mas isso significa que é um disco ruim? De forma alguma. Tem algum destaque? Sim, vários. Além de Dead Men Tell No Tales, a faixa-título é uma delas, com aquela base que só o Lemmy e Eddie conseguiram criar. Até hoje ela é uma das faixas que encerram os shows. Stone Dead Forever também destaca com o refrão de gritar junto.
Outro fator desse disco são os temas criados pelo Lemmy. Bomber foi inspirado no livro de Len Deighton. Lawman é uma critica à polícia; Talking Head sobre o abuso televisivo, assim como o culto ao showbizz em All The Aces. Poison fala sobre o casamento, mas ao mesmo temo Lemmy conta como seu pai abandonou sua mãe.
"Fast" Eddie Clarke ficou enciumado com tanta atenção ao Lemmy, que cantou em Step Down. Claro que não é grande coisa, mas ficou registrado como a primeira (e última) vez que o guitarrista cantou. Coisa que repetiu ao regravarem Emergeny (Girlschool), no clássico EP Saint Valentine's Day Massacre, ao lado das "gatas" do Girlschool.
"A receita deu certo: o violão mineiro do ex-estudante de Engenharia João Bosco mais a poesia precisa do psiquiatra e baterista Aldir Blanc resultaram em "Galos de briga", lançado pela gravadora RCA Victor em 1976. Respaldados pelos arranjos do pianista Luiz Eça e pela coordenação do consagrado Rildo Hora, a dupla que marcou época na história da MPB atingiu seu auge com esta obra, em crônicas urbanas musicais que devem ser ouvidas com toda a atenção, além da curtição. Cada qual uma pequena história, com personagens e elementos no limite entre o humor e o drama, ainda identificáveis com a atualidade.
Naquele ano, os processos de divórcio (hoje tão comuns) ainda eram um projeto de lei em discussão polêmica no Congresso. Mas as desavenças conjugais já estavam sendo muito bem observadas e explicitadas em "Incompatibilidade de Gênios", primeira faixa do disco: um cidadão desesperado com os desmandos da esposa narrando sua desgraça a um advogado, num samba que mereceu um bom registro de Clementina de Jesus ("Dotô, se eu peço feijão, ela deixa salgar / Calor, mas veste casaco pra me atazanar / E ontem, sonhando comigo mandou eu jogar / No burro / E deu na cabeça, a centena e o milhar / Quero me separar!"). A música seguinte, "Gol anulado", trata do mesmo assunto, mas com um teor que soa politicamente incorreto: um vascaíno que parte para a agressão com a mulher, após a "traição" de descobri-la rubro-negra, num tempo em que Zico já aprontava na grande área (a gravação começa com gritos de torcida). O verso final é uma comparação muito inteligente produzida por Blanc: "Eu aprendi que a alegria / De quem está apaixonado / É como a falsa euforia / De um gol anulado".
As decepções de amor continuam em mais duas faixas: "Vida noturna" traz o monólogo de um boêmio que procura não se deixar abater, apesar de ter brigado com a namorada ("Eu tenho num bolso uma carta / Uma estúpida esponja de pó-de-arroz / E um retrato, meu e dela / Que vale muito mais do que nós dois"), e ainda na quilométrica e animada "Feminismo no Estácio" ("Saiu só com a roupa do corpo num toró danado / Foi pro cafundó do judas / Apanhou um resfriado... É de amargar, é de amargar / Mas ela é maior e vacinada").
Bosco e Blanc enfrentaram um momento difícil na divulgação de "Galos de briga", exatamente com a música mais conhecida do disco: "O ronco da cuíca", crítica engraçada e sambista ao autoritarismo da época com uma expressão popular ("É coisa dos home!") que caracteriza o abuso de poder, venha de onde vier. Os "home" agiram, tal qual diz a letra. Pouco tempo após o lançamento, os dois tomaram conhecimento de que o samba estava censurado para execução em rádio e TV.
Há histórias mais bonitas do que a violência da ditadura contra a arte: a participação (e a boa improvisação vocal) de Ângela Maria em "Miss Suéter", no papel de uma decadente atriz que vai parar no antigo INPS (atual INSS) e que ainda tem um momento de brilho na lembrança do amante: "Guardarei para sempre seu retrato de miss com cetro e coroa / Com a dedicatória que ela, em letra miúda insistiu em fazer: 'Pra que os olhos relembrem quando o teu coração infiel esquecer' / Um beijo, Margot". Outro ponto especial é a gaita do instrumentista belga Toots Thielemans marcando a letra existencialista de "Transversal do tempo", expressão que chegou a nomear um dos discos de Elis Regina: "As pobres coisas que eu sei / Podem morrer, mas eu espero / Como se houvesse um sinal / Sem sair do amarelo".
Um momento interessante é o erotismo praticamente despudorado de "Latin lover". Além da bela introdução de baixo e violão, a cantoria de João Bosco foi fiel ao espírito da música, no papel do Don Juan que, após um pouco de esforço, recorda de forma poética a primeira vez, depois da parceira mostrar "um sinal adquirido numa queda de patins em Paquetá", com direito à sussuros de "Mostra... Doeu? Ainda dói?". E o compositor não se avexa em por a voz a serviço de uma alegoria estilo Carmem Miranda na humorística "Rumbando": "Ai rumba, rumbeira, sacode os balangandãs / Ajeita as bananas, balança os badalos / Badala e obrigada / Obrigada minhas fãs". Os pistons e trumpetes presentes ajudam a compor o clima festivo.
Voltando ao assunto censura, o disco é uma mostra de como os letristas daquela época precisavam recorrer às metáforas (totais sentidos figurados) para escapar da "tesoura" dos censores do Regime Militar. Aldir Blanc agiu desta forma em pelo menos três canções: no fado que dá nome à obra ("O rubro das brigas duras / Dos galos de fogo puro / Rubro gengivas de ódio / Antes das manchas no muro"); em o "O cavaleiro e os moinhos" ("Acreditar / Na existência dourada do sol / Mesmo que em plena boca / Nos bata o açoite contínuo da noite") e na última faixa do lp, a desesperançada marcha "O rancho da goiabada". Com arranjo de Radamés Gnatalli e coro de todos os envolvidos na gravação, a música retrata um grande delírio carnavalesco dos excluídos: "São pais-de-santo, paus-de-arara, são passistas / São flagelados, são pingentes, balconistas / Palhaços, marcianos, canibais / Lírios, pirados / Dançando-dormindo de olhos abertos à sombra da alegoria / Dos faraós embalsamados".
A capa foi ilustrada pelo artista plástico Glauco Rodrigues. No fim, músico e poeta usam de sutil ironia ao se autodefinirem no encarte, em um anúncio de classificados de jornal com o seguinte texto: "Galos de briga: João e Aldir, finos profissionais, de aparência relativamente boa, calouros por vocação, expõem-se aos gongos da claque média. Clowns!"
É o segundo álbum conceitual da banda alemã Triumvirat. "Illusions on a Double Dimple" conta com um staff grandioso, já que temos uma parte da orquestra de Colônia (Alemanha) participando ativamente de toda a obra, onde notamos uma série de instrumentos tais como violinos, violoncelos, sax tenor, trompete e trombone. Além disso, ainda vê-se backing vocals estupendos, também de integrantes da mesma orquestra, um verdadeiro coral.
Vale ressaltar que nesse trabalho, o Triumvirat contou com a força de dois baixistas, o membro fundador Hans Pape (um monstro) e Helmut Köllen que também tocou um violão muito bonito, além do belíssimo vocal. Jürgen Fritz está com uma inspiração fora do comum, tocando divinamente. O piano no prelúdio de "Bad Deal" é uma das coisas mais lindas que já ouvi no rock progressivo, pura magia abrindo as cortinas para uma força arrebatadora com as frases mais empolgantes do álbum:
?Hands off, Mister ten percent!!! We´ve got a gig tonight! Ha!! Do you think we´re gonna a pay your rent? Working for you ` till the end of your life!!!?
Além dessas passagens espetaculares que temos ao longo de toda a obra, um dos aspectos que mais me agradam é a capacidade que a banda tem de mudar de estilo em fração de segundos, de uma quebrada jazzística indo ao mais puro sinfonismo... o leque de variabilidades do grupo é impressionante.
Hans Bathelt demonstra versatilidade, principalmente por fazer parte da composição e letras de diversos segmentos, sem falar que é um baterista de mão cheia, se encaixa mais ou menos com o que Neil Peart seria para o Rush pouco tempo depois.
Afinal, um músico do quilate de Jürgen Fritz, trouxe na bagagem uma formação erudita alemã, instrumentista de habilidade rara.
"Illusions on a Double Dimple" é um trabalho representativo e fundamental não só pela qualidade assoberbada, mais ainda por ser responsável por descortinar o rock germânico, dando-lhe popularidade, pois atingiu no ano de 74 um sucesso de vendas nos EUA, ficando entre os 30 mais vendidos do gênero, marca que nenhum grupo alemão havia alcançado desde então. Nada mais sincero da minha parte do que conceder todos os méritos a essa obra-prima do progressivo germânico."
É seu segundo álbum de estúdio. Este álbum contou com as participações do guitarrista Slash e de Sean Lennon. "Logo de cara percebemos que o Lenny Kravitz de 91 era bem diferente do bonachão de chapinha de hoje em dia. O trabalho com timbres e sonoridades vintage, a calma nas composições (não necessariamente com resultados "calmos") e o evidente tributo a décadas anteriores fazem de Mama Said um marco na carreira do sujeito.
Mostrando influência das grandes bandas de rock setentistas, Always on the Run é energia pura, com suíngue absoluto e arranjo impecável. Metais fazendo linhas bacanas, participação especial do Slash (mandando brasa no riff e, claaaaro, no solo), linha melódica emputecida e grudenta. Quer mais o quê?
Apresentando-nos seu outro lado, que viria a ser banalizado com suas produções burocráticas e acomodadas da década seguinte, Stand By My Woman chama bom sinistramente, com seus delays analógicos na voz e na batera, aquele jeito negão de mandar brasa no vocal como se não houvesse amanhã e, mais uma vez, uma melodia que te pega e não larga mais ("I'm gonna stand by my woman now. 'Cause I can't live my life alone without a home"). Letra mela-cueca? Sem dúvida. Mas basta ouvir pra acreditar que é tudo legítimo. Mesmo que não tenha sido.
Prestando uma homenagem a Hendrix, Kravitz esculacha com When The Morning Turns To Night. A onda agora é final dos anos 60, clima Woodstock e um Hammond sabido sustentando tudo. O solo é apoteótico e com certeza fez O cara sorrir..."
"Fields of Joy" (Kamen, Fredricks, arr. Neslund, Kravitz) – 4:03 "Always on the Run" (Kravitz, Slash) – 3:57 "Stand by My Woman" (Kravitz, Hirsch, Pasch, Krizan) – 4:16 "It Ain't Over 'Til It's Over" – 3:55 "More Than Anything In This World" – 3:43 "What Goes Around Comes Around" – 4:40 "The Difference Is Why" – 4:48 "Stop Draggin' Around" – 2:37 "Flowers for Zoë" – 2:45 "Fields of Joy" (Reprise) (Kamen, Fredricks, arr. Kravitz) – 3:57 "All I Ever Wanted" (Kravitz, Sean Lennon) – 4:04 "When the Morning Turns to Night" – 2:58 "What the Fuck Are We Saying?" – 5:13 "Butterfly" – 1:50
Disco e capa em excelente estado; com encarte. Edição Original Brasileira de 1991. Saindo por R$ 40,00
"Durante os anos 70, Stevie Wonder se firmou como um dos artistas mais inspirados, inovadores e populares do mundo da música, conseguindo a tão difícil combinação inovação + acessibilidade. Ou seja, agradava ao povão e aos críticos e público mais sofisticado.
Álbuns como Talking Book (1972), Inner Visions (1972), Fulfillingness First Finale (1974) e Songs in the Key of Life (1976) são trabalhos que fãs sérios de música pop não podem deixar de ter em suas discotecas.
Na época, o sucesso de Wonder e sua capacidade de faturar troféus Grammy era tão grande que, em 1975, ao ganhar com Still Crazy After All these Years os principais prêmios, o americano Paul Simon agradeceu ao colega por não ter lançado nada durante aquele ano.
Um bom resumo desses anos de ouro é a fantástica coletânea dupla The Original Musiquarium 1 (1982), que inclui sucessos como You Are the Sunshine of My Life, I Wish, Isn't She Lovely, Sir Duke e Send One Your Love, além de quatro canções até então inéditas, todas ótimas, entre as quais Ribbon in the Sky, Do I Do e That Girl."
"É bem verdade que o New Order começou a se encontrar dentro da música eletrônica somente em 1983, no seu segundo álbum, o Power, Corruption & Lies. Porém, o domínio absoluto da banda dentro do synthpop veio três anos mais tarde, com Brotherhood.
O disco que trazia como seu carro-chefe a balada dançante Bizarre Love Triangle não só fez com que cada vez mais pessoas fossem para as pistas de dança como se não houvesse amanhã, mas também conseguiu agradar fãs de rock, até mesmo os mais saudosistas para com a Joy Division, banda que veio a originar o New Order depois do suicídio do vocalista Ian Curtis.
Aliás, o disco já é iniciado com uma eletrônica que empolga bastante, Paradise. Inclusive, classificar uma música do New Order, sobretudo desse disco como dançante, chega a ser praticamente um caso de pleonasmo.
Mas como bem se sabe, os discos do New Order nunca consistiram apenas em música eletrônica. Eles nunca deixaram o rock de lado. Ou melhor dizendo, o post-punk.
Prova disso é Broken Promise, que como não podia deixar de ser, tem como suas principais características, a bateria acelerada de Stephen Morris, que nos faz ter a impressão de ser uma máquina tocando, além claro, do baixo de Peter Hook se fazendo presente sobre todos os outros instrumentos.
Mas antes de finalizar, se existe uma faixa nesse álbum que merece uma atenção mais do que especial, é All Day Long, que é uma das faixas mais experimentais feitas pela banda até então. E convenhamos, que o período entre 1983 e 1989 foi o qual a banda mais experimentou. E não só musicalmente falando.
A faixa em questão traz consigo algo quase transcendental. Os teclados de Gillian Gilbert aliados ao baixo oitavado de Peter Hook e a voz de Bernard Sumner em um tom mais suavizado fazem com que a música seja a definição de dream pop, pois melodicamente, seria a trilha sonora perfeita para bons sonhos.
No mais, resta dizer que é um disco altamente recomendável a qualquer pessoa, independente do gosto, seja ele mais pop, ou então, moderadamente roqueiro."
Tido com um dos maiores virtuoses do violão atual, Raphael nasceu no dia 31 de outubro de 1962 no seio de uma família grande e musical. Só começou a tocar violão aos 12 anos, mas em seguida formou o conjunto Os Carioquinhas, especializado em choro.
Progrediu sua arte depois que teve aulas com o lendário Dino 7 Cordas, com quem gravaria um LP em 1991 e dedicou um tempo a esse instrumento, recebendo o apelido de Rafael 7 Cordas.
Considerado um gênio do violão (6 e 7 cordas), Raphael esteve presente em shows e gravações dos maiores nomes do choro e do samba, como Elizeth Cardoso, Altamiro Carrilho e Radamés Gnattali, de quem foi seu discípulo dileto.
Apesar de ter vivido apenas 32 anos, Rabello vivencia a música em sua plenitude. Dotado de talento e disciplina, deixou um legado indiscutível para o violão brasileiro, com seu estilo e repertório até então pouco explorado. Muitas de suas gravações são consideradas antológicas e até hoje servem como referência para todo violonista.
No ano 1986, homenageia seu mestre Radamés, gravando este disco.