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Formada em 1967, Toronto, Canadá, EUA, o grupo foi o intérprete de um dos maiores hinos do rock’n’roll e dos motociclistas de todo mundo. Originalmente, o Steppenwolf se chamava Sparrow, tocava blues e música folk, e por sugestão do produtor Gabriel Mekler, que em 1967 propôs para a banda deixar o som mais pesado ao estilo hard rock, surgiu o Steppenwolf.
Sua formação original foi: John Kay (voz e guitarra), Michael Monarch (guitarra 1967-1969), Goldie McJohn (teclados 1967-1974), Rushton Moreve (baixo 1967-1969), e Jerry Edmonton (bateria 1967-1969).
A canção "Born to Be Wild" pertence ao álbum Steppenwolf de 1968, o primeiro da banda, e já foi regravada regravada por bandas como: The Rolling Stones, AC/DC, The Cult, Ozzy Osbourne, Slayer, Hinder, entre outras, e também foi tema do filme “Sem Destino’(Easy Rider).
"Born to be Wild" também recebe o crédito com a frase, "Heavy Metal Thunder", contido no segundo verso da letra do clássico, o qual serviria mais tarde para denominar o estilo heavy metal.
Disco em muito bom estado, com chiados ocasionais. Capa ("sanduíche") em muito bom estado. Edição Brasileira de 1969. Saindo por R$ 40,00
Humble Pie foi uma banda de rock and roll formada em 1969 por Steve Marriott (dos The Small Faces), Peter Frampton, Greg Ridley (ex-Spooky Tooth) e Jerry Shirley. Seu compacto de estréia foi "Natural Born Boogie", um sucesso britânico, que foi seguido pelo álbum As Safe As Yesterday Is. Problemas pessoais e disputas entre gravadoras impediram a banda de atingir sucesso em massa, e Frampton deixou o Humble Pie em 1971 para iniciar uma carreira solo.
Com Dave Clempson substituindo Frampton, o Humble Pie evoluiu para um som ainda mais pesado, firmado nas raízes blues e soul de Marriott, mas ainda assim foi incapaz de chegar ao grande público. Mudanças constantes em sua formação impediram a banda de atingir seu potencial completo, embora eles tenham continuado gravando e se apresentando até 1976.
Em Street Rats, o último disco dessa fase, das 11 faixas, 5 são covers; "Rain", "We Can Work it Out" e "Drive My Car" dos Beatles; "Rock and Roll Music" de Chuck Berry e "Let Me Be Your Lovemaker" de Reid/Clark/Wright, sendo notável a transformação ocorrida nessas faixas, sendo reconhecidas mais pelas letras do que pelo som, em uma suja mistura de blues e rock - o título dá uma ideia do som.
Produzido por Andrew Loog Oldham e Steve Marriott;grvado no Olympic Studios e Marriott's Clean Sounds studio em Essex, England.
Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira Original de 1975. Saindo por R$ 25,00
"Uma das bandas mais cultuadas do rock, o Lynyrd Skynyrd tem uma história trágica. Dia 17 de outubro de 1977, apenas três dias após o lançamento do ótimo álbum "Street Survivors", que vinha na esteira do duplo ao vivo "One More From The Road", lançado no ano anterior e que consolidou o Skynyrd como um dos maiores nomes do rock americano, o avião da banda caiu a caminho de um show na Universidade de Lousiana, matando o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e a sua irmã, Cassie Gaines, que fazia backing vocals para o grupo, além do manager Dean Kilpatrick.
Falar de um show do Lynyrd Skynyrd, o maior nome do southern rock, com a banda no auge, durante a turnê de um dos seus melhores álbuns, é covardia. O LP é um desfile de clássicos, e abre com "Workin' For MCA", seguida de "I Ain't The One" e de um dos destaques do disco, "Saturday Night Special", onde podemos sentir na pele todo o poder do paredão de guitarras formado por Gary Rossington, Allen Collins e Steve Gaines (só para constar: quando o Iron Maiden anunciou a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao grupo em 1999, Steve Harris declarou não lembrar de nenhuma banda que tenha feito algo relevante com três guitarras, com exceção do Lynyrd Skynyrd).
Como uma máquina do tempo que nos leva de volta para o passado, "Whiskey Rock-A-Roller" e a matadora "Travelin' Man" (outro destaque em um show repleto de pontos altos) fazem você se sentir no meio da multidão.
"Travelin' Man", aliás, merece um parágrafo a parte. Uma das melhores canções do grupo, tem a sua raiz em uma linha de baixo matadora de Leon Wilkinson, com as guitarras entrando aos poucos e se interligando completamente, como se, ao invés de três guitarristas, o Lynyrd Skynyrd tivesse apenas um, com seis braços tocando dezoito cordas. De arrepiar.
"Gimme Three Steps", a versão para "Call Me The Breeze" de J.J. Cale e "T For Texas (Blue Yodel No. 1)" abrem caminho para o encerramento sensacional do show, com os dois maiores clássicos do Skynyrd: "Sweet Home Alabama" e "Freebird".
Marca registrada do grupo, "Sweet Home Alabama" foi gravada como uma resposta a "Southern Man" de Neil Young (do álbum "After The Gold Rush", de 1970), crítica feroz do artista canadense ao comportamento racista dos estados do sul dos Estados Unidos, pivô de diversos conflitos raciais e local de origem de associações como a Klu Klux Klan. Essa música encerra o registro do show do grupo em Knebworth.
Quem quer entender o rock and roll e suas transformações em mais de cinqüenta anos de vida precisa conhecer certas bandas, certos álbuns e certas músicas. "One More From the Road" mostra um dos maiores grupos dos anos setenta no auge, com a sua melhor formação (Ronnie Van Zant no vocal, Gary Rossington, Allen Collins e Steve Gaines nas guitarras, Leon Wilkinson no baixo, Billy Powell no piano e Artymus Pyle na bateria), tocando em um de seus últimos shows."
Discos (duplo) em excelente estado. Capa em muito bom estado, com pequena rasura na frente (vide foto). Edição Brasileira Original de 1976. Saindo por R$ 70,00
Em sua passagem por Paris, ocasião em que foi chamado para um show para a TV francesa, Baden e seu regular quarteto gravaram uma série de 3 álbuns em 3 dias (!), apresentando composições recentes e novas versões de "traditionals" do cancioneiro popular brasileiro, em um clima de improvisação e criatividade.
Faixas:
01 – Pra Que Chorar (Baden Powell / Vinicius de Moraes) 02 – Refém da Solidão (Baden Powell / Paulo César Pinheiro) 03 – Do Jeito Que a Gente Quer (Ed Lincoln) 04 – Rapaz de Bem (Johnny Alf) 05 – Atirei o Pau no Gato (Tradicional) 06 – Dora (Dorival Caymmi) 07 – Batuque (Tradicional)
Disco e capa em ótimo estado. Edição Brasileira de 1972. Saindo por R$ 30,00
Único álbum ao vivo lançado em vida pelo mestre do soul, lançado 5 meses antes de sua morte em 10 de dezembro de 1967. Foi gravado durante a "Stax/Volt tour" na Europa, na qual Redding foi apoiado por Booker T. & the MG's, mais especificamente no Olympia Theatre, Paris, em 21 de março de 1967.
Em 2003, a revista Rolling Stone listou o álbum entre 500 grandes álbuns de todos os tempos (em 474º).
Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira de 1977. Saindo por R$ 20,00
Winston Hubert McIntosh, mais conhecido como Peter Tosh (Westmoreland, 18 de outubro de 1944 – Kingston, 11 de setembro de 1987) foi um pioneiro músico de reggae/ska, conhecido pela sua militância, por ser bem-instruído e por se meter frequentemente em confusões.
No começo dos anos 1960 ele conheceu Bob Marley e Bunny Livingston, formando o grupo Wailing Wailers. Depois que Marley retornou dos Estados Unidos em 1966, os três passaram a se envolver com a religião Rastafari, mudando o nome da banda para The Wailers.
Eles conseguem um contrato com a Island Records, lançando Catch a Fire em 1972 e Burnin' em 1973. Neste mesmo ano, Tosh se envolve em um sério acidente automobilístico. Seu carro cai de uma ponte, matando sua namorada e deixando Tosh com uma fratura grave no crânio. A partir de 1976 segue em carreira solo, com discos que o tornam um dos maiores ícones do reggae, tais como: Legalize It (1976), Equal Rights (1977), Bush Doctor (1978) e Mystic Man (1979)
Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira Original de 1979. Saindo por R$ 25,00
"Nem só a Inglaterra produzia material de qualidade em termos de rock progressivo. Outros países como Itália, Alemanha e principalmente o leste europeu possuiam bandas de alto calibre, capazes de degladiar com os dinossauros britânicos de igual para igual. E na nossa terra brasilis as influências britânicas chegaram como uma brisa em um dia de verão, Diversos grupos surgiram no início dos anos 70 com a finalidade de lançar aos brasileiros algo na linhagem progressiva da Europa, mas com adaptações para os ouvidos acostumados com uma sonoridade mais leve, que aproveitavam a grande onda da jovem guarda e também do sucesso da bossa nova.
Um dos principais expoentes do rock progressivo brasileiro foi o grupo O Terço. Nascido em 1970, o primeiro álbum do grupo foi batizado apenas com o nome da banda, e com um circunflexo no e, ou seja, O Têrço, trazendo uma mistura de folk com rock que lembra bandas como The Band, Crosby Stills Nash & Young e principalmente o Buffalo Springfield. Nessa época, o grupo era formado por Sérgio Hinds (guitarra, vocais), César de Mercês (baixo), Jorge Amiden (guitarra) e Vinícius Cantuária (bateria), e após o lançamento do primeiro álbum, depararam-se com o rock progressivo, e perceberam que nem tudo era flores.
Passam então a construir seus instrumentos e a fazer diversas experimentações. Entre os principais instrumentos, estão a famosa "Tritarra", uma guitarra de três braços que Amiden empunhava para executar as difíceis peças que a banda começava a criar, bem como o violoncelo elétrico que Sérgio tocava. Esse violoncelo pode ser ouvido, por exemplo, em "Doze Avisos", uma bolachinha que o grupo gravou inspirado nos sons que andavam ouvindo. Após a participação do grupo no VI FIC (Festival Internacional da Canção), Amiden discutiu com os demais integrantes, abandonando o barco.
O trio decidiu mudar o nome para O Terço (sem o circunflexo) e logo foram para os estúdios. É no primeiro álbum com a nova formação, Terço, lançado em 1973, que o grupo apresentou sua nova sonoridade. Trazendo a experiência de uma apresentação na França acompanhando o cantor Marcos Valle, o trio construiu o álbum que daria o passo para o sucesso do O Terço um ano depois, com o lançamento de Criaturas da Noite (1974), deixando registrado no lado B deTerço uma maravilha do mundo prog feita em nosso país.
"Amanhecer Total" é daquelas raras composições onde um grupo entrega-se em busca da perfeição. Dividida em cinco partes ("Cores / Despertar pro Sonho / Sons Flutuantes / Respiração Vegetal / Primeiras Luzes no Final da Estrada - Cores Finais") e com a participação do excelente tecladista Luiz Simas, que fazia parte de outro grande grupo progressivo nacional, o Módulo 1000, e também de Patricia do Valle (vocais), Chico Batera (percussão) e Maran Schagen (piano), ela ocupa todo este lado em seus quase vinte minutos de muita viagem.
O início com "Cores" traz somente a voz de Patrícia cantando a letra "branco branco, amarelo, cor-do-sol, Luz e sol, luz do sol, arco-íris brilhando no céu azul", acompanhada pelos violões de Sérgio e os efeitos de Chico Batera, no melhor estilo Jamie Muir, entrando então no "Despertar pro Sonho", com o violão sendo acompanhado por sons de mata e floresta. As escalas de Sérgio soam indígenas, até a entrada de Simas com o moog. Os vocais então trazem as lindas letra e melodia, falando sobre "acordar de um mundo adormecido, de um sono eterno, despertar", ou seja, uma espécia de "Awaken" antes mesmo da mesma ter sido concebida, acompanhadas pelos violões e por intervenções de mini-moog e percussão. O arranjo musical dessa parte da canção é sensacional. Apenas os violões e a percussão criam um ambiente para viajar literalmente, fazendo o ouvinte se sentir em um mundo isolado dos demais seres humanos.
Camadas de teclados endoidecidas nos levam aos "Sons Flutuantes", numa viajante sessão com César cantando sobre essas camadas, para daí entrar na melhor parte da canção, a marcada "Respiração Vegetal", onde guitarra, teclado, baixo e moog fazem diversas escalas, com Vinícius tocando cirurgicamente. Baixo e guitarra fazem escalas pesadas, com o órgão interferindo sobre a levada de bateria. A guitarra então sola super distorcida, para assim os vocais assumirem novamente o posto principal. Temos então o solo de órgão acompanhado pela sessão instrumental anterior, muito pesada, e que repete a estrofe mais uma vez, com a mesma sessão rítmica. Destaque para a intrincada peça criada por Mercês e Cantuária para acompanhar o solo de órgão.
O piano de Maran muda o clima em "Primeiras Luzes no Final da Estrada - Cores Finais", numa linda melodia onde a letra de "Cores" é repetida diversas vezes sobre camadas de piano, moog, teclados, baixo e bateria. Nada mais nada menos que DIVINO!
Em 1974, a entrada de Luiz Moreno para o lugar de Vinícius, e principalmente de Flávio Venturini assumindo os teclados, elevaram O Terço para o status de uma das principais bandas do rock nacional. Com essa formação, lançaram o fundamental Criaturas da Noite, onde outra maravilha foi registrada, no caso "1974", mas se não fosse "Amanhecer Total", certamente hoje não teríamos o prazer de cantar os "da-da-di-ra" de "1974", e principalmente, não teríamos a saborosa sensação de ouvir uma maravilha feita em terras brazucas.
E para os que não tiveram a oportunidade de conhecer a versão de Terço com capa-sanduíche, deixo aqui os comentários feitos explicando essa canção:
"o nada decompôs-se, era o princípio o som, fugido do silêncio, surgiu: cada coisa viva fez seu mundo, e vários mundos foram criados verdes, azuis, brancos, vermelhos, amarelos, todos se mesclando. cinza com o som, veio o movimento de pernas e de asas que correram e voaram e foram levar cada qual seu mundo a outros mundos nascentes mas correram e voaram tanto que se perderam pelos verdes e azuis daquela terra. branco, branco amarelo cor do sol luz e sol arco íris brilhando no céu azul
a água foge tropeçando em pedras, o verde vivo ferve, borbulha, evapora-se em bolhas brilhantes. e tudo dança através da terra. a luz, por fim, toca o solo já mais frio e escuro. é o despertar para o sonho. despertar para o sonho acordar do sono eterno despertar sono de pedra trouxe o mundo adormecido despertar agora é dia. despertar da longa noite. despertar o sonho espera as coisas nos envolvem ainda beirando a terra e nos trazem o silêncio com seus sons flutuantes sons flutuantes soltos ao vento sons flutuantes livres vivos eles percorrem o ar numa dança primitiva, unem-se e separam-se divertidamente até serem esmagados contra o ar, para então fugirem para longe, mais longe. mas nós conseguimos vê-los sempre porque eles como círculos de fumaça, girando, eles sobem até desprenderem-se uns dos outros, depois se deixam prender livres numa respiração vegetal, porque querem ser seiva e alimentar um corpo ainda arbusto cujas mãos, presas em galhos finos, dançam também com o vento, se entrelaçando num gesto amoroso, mas cujos pés são raízes cravadas no chão para sempre. primeira luzes no final da estrada. quando finda a longa espera o homem transformado em fera preso em jaulas de ouro e aço confinado em seu espaço? o final da estrada próximo está a cidade morta quer despertar talvez ainda exista dentro dela qualquer coisa que haja vida quando o homem da cidade acordará por seu sonho e ouvirá sons flutuantes e verá cores toantes? a vida talvez já não exista, mas temos que transpor os blocos de cimento da entrada para conhecer os homens da cidade. então talvez amanheça nos campos esquecidos e nas cidades mortas."
Sergio Hinds - guitarra Cesar de Mercês - baixo Vinicius Cantuaria - bateria
Disco e capa em bom estado... Disco sem riscos/"pulos" da agulha, mas com chiados ("batata-frita") perceptíveis em alguns momentos - sem interferir em uma "audição digna" desse raro clássico do rock nacional. Edição Brasileira de 1988. Saindo por R$ 50,00
"Quando Carl Palmer entrou para a escola de música de Guildhall, para ter aulas de tímpano sinfônico, o E.L&P começou a gravar o que talvez possa ser considerado o disco que representou o ponto mais alto em sua carreira: Brain Salad Surgery.
Lançado em Novembro de 1973, tanto na Inglaterra quanto no E.U.A, com um design extremamente diferenciado e exibindo um trabalho fenomenal de H.R.Giger, inspirado numa figura utilizada no filme Allien, o disco foi definido por Palmer como o mais complicado de ser gravado, contrariando seu companheiro Lake que acreditara ser o antecessor Trilogy merecedor deste título.
Nele se encontrava música clássica, pois Toccata adaptada do quarto movimento de um concerto para piano de Ginastera, deixou Emerson muito apreensivo e de fato o levou até seu ídolo para a autorização requerida para a adaptação arrancando uma frase do próprio autor : "esta é maneira que a minha música deve ser tocada"! Isso sem dúvida motivou muitíssimo a banda.
Nele você também encontrava o jazz e o bebop, ouvindo a segunda impressão da suite Karl evil 9. Se prosseguisse na suite até a terceira impressão encontrava um épico !Mas o E.L&P também era uma banda de rock and roll e voce tinha um encontro marcado neste disco com ele ouvindo Karl evil 9 primeira impressão segunda parte.
Gostava de vinhetas ? Ouvindo um jornal noturno da Globo nos anos 70/80, teriamos o "encontro" de uma vinheta de Karl evil 9 na primeira impressão primeira parte. Mas se voce gostava mesmo de baladas acústicas nada melhor que ouvir Still you turn me on com Lake em "momento solo no disco" sua doce voz e o arranjo inesquecível, insubstituível e eterno. Não! mas v/c gostava de rádio! Então era só colocar o disco no início e ouvir a versão pop de um clássico do rádio inglês: Jerusalem. ! Acho que já é possível perceber de que progressivo estamos falando De K. Emerson, Greg Lake e Carl Palmer, como instrumentistas não há o que comentar. A história do rock já os consagrou como virtuosos, cada umas nas suas atribuições."
"Em 1973, no auge de sua mais clássica formação, o Deep Purple surpreende seus fãs com a partida dos dois membros que ajudaram a consolidar este sucesso: Ian Gillan (vocais) e Roger Glover (baixo). Estes haviam substituído, respectivamente, Rod Evans e Nick Simper alguns anos antes e trouxeram o Purple ao seu novo e marcante estilo de fazer rock.
A banda precisava de substitutos à altura, e o primeiro a ser recrutado foi o baixista Glenn Hughes, do Trapeze. Hughes tinha ainda como vantagem, além de seu groove influenciado pelo soul, poderosos vocais. Mas o DP não estava pronto para um vocalista/baixista, e para o posto de frontman foi encontrado (através de uma demo tape) um novato de nome David Coverdale.
Com o grupo restabelecido, eles viajam para a mística cidade de Montreux, na Suíça, e gravam este clássico do rock no mês de novembro do ano de 1973. E de fato, a mudança no line-up não foi nada burocrática, trazendo profundas transformações no som do Purple. O álbum abre magistralmente com a canção-título, que na minha humilde opinião se trata da maior criação do grupo. "Burn" tem um riff poderoso, uma pegada incessante, dois solos lindos e um show de bateria do mestre Ian Paice, que inova ao tocar uma espécie de solo no trecho que contém os versos. Além disso, Coverdale e Hughes dividem os vocais, e ao vivo temos este último abusando fantasticamente do berreiro.
Em seguida chega o primeiro single "Might Just Take Your Life", uma contagiante canção onde o teclado de Jon Lord ganha mais espaço e mais uma vez contamos com o dueto vocal (Hughes chega a fazer dueto com si mesmo, empregando entonações diferentes e alternadas na suas partes).
"Lay Down, Stay Down" é uma canção frenética, com Ian Paice saindo do sério outra vez. Como sempre um riff de guitarra bem sacado do mestre Ritchie Blackmore.
"Sail Away" baixa um pouco a bola, numa canção com um vocal sem a exaltação das anteriores, mas muito bem colocado.
"You Fool No One" tornou-se importante pela sua participação no set ao vivo, onde passava a ter mais de 15 minutos ao incluir solos de teclado e guitarra, mais o solo de bateria de Ian Paice, que abre a música com uma inconfundível levada no cowbell.
"What's Goin' On Here" é um blues irreverente que tem as frases todas alternadas entre os dois vocalistas.
A sétima canção, "Mistreated", é o momento de David Coverdale brilhar. Tornou-se extremamente performática ao vivo, com a interpretação cheia de sentimento do vocalista. Um blues-rock cheio de paradas e um solo simples, porém preciso de Blackmore.
O disco fecha com uma instrumental, "A 200", que conta com algumas viagens de teclados e uma levada de marcha.
No ano de seu lançamento, o Deep Purple faria uma de suas apresentações mais memoráveis, para o programa de TV ABC in Concert. Registrado no disco "California Jam 1974", ficou marcado pelo trecho final do show, quando Ritchie Blackmore, irritado com os produtores do concerto, destrói sua Fender Stratocaster golpeando uma das câmeras da emissora. Essa formação do Purple costuma dividir alguns fãs. Muitos não apreciaram o direcionamento funk/soul que seria tomado nos anos seguintes, até a (provisória) dissolução do grupo em 77.
Deste rompimento surgem novos grupos, de importância inegável, como o Rainbow de Blackmore e o Whitesnake de Coverdale. Mas a maioria dos fãs é simpatizante desta fase diferente, porém sempre criativa de uma das maiores bandas da história do rock.
Million Dollar Quartet é como ficou conhecido o encontro musical entre Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash em 4 de Dezembro de 1956 nos estúdios da Sun Records em Memphis, Tennessee.
Esse encontro se deu de forma descontraída se tornando uma "jam session". A maioria das canções cantadas são do gênero gospel e rockabilly. Apesar de aparecer nas fotos e estar no estúdio com os outros, Johnny Cash não cantou nenhuma canção.
Documento absurdamente histórico...
Disco e capa em excelente estado. Edição Brasileira... Série Rarity Saindo por R$ 40,00 alguns dos feras juntos em homenagem a Elvis, logo após sua morte em 1977... pra se ter uma ideia do poder de fogo dos caras: