sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Yes - Yessongs (1973)



"Em 1973, a ambiciosa idéia de editar um LP triplo ao vivo parecia bastante plausível para o Yes. O sucesso e amadurecimento vivenciados com The Yes Album, Fragile e Close To The Edge, motivaram o grupo para concretizar este projeto. 

O álbum começa com Opening, um excerto orquestrado do tema Firebird Suite de Igor Stravinsky, que marca a entrada do grupo no palco. Elevando imediatamente os níveis de adrenalina através da ótima Siberian Khatru, a banda mostra o que sabe fazer melhor: espalhar a magia e talento dos seus componentes. A grande novidade na formação é a entrada de Alan White (ex-Plastic Ono Band) para a bateria, substituindo Bill Bruford que rumara para o King Crimson. Alan toca em quase todos os temas (Bruford interpreta apenas Perpetual Change e Long Distance Runaround /The Fish) e, mesmo sendo um baterista bastante diferente do seu antecessor, integra-se bastante bem no espírito do Yes.

Com um repertório composto quase na totalidade por épicos, o álbum está recheado de virtuosidade, como por exemplo, em Heart Of The Sunrise, Perpetual Change, Long Distance Runaround/The Fish, Roundabout, Yours Is No Disgrace ou Starship Trooper. O fenomenal Steve Howe é um dos sérios candidatos a protagonista graças ao seu equilíbrio e musicalidade impressionantes. Rick Wakeman não vira as costas ao duelo e usa os seus dinâmicos e bombásticos floreados no piano, órgão e vários sintetizadores, para colorir o eclético som do grupo. Tanto Wakeman como Howe têm a chance de brilhar individualmente, o primeiro na clássica, Excerpts from “The Six Wives of Henry VIII”, e o segundo na elegante peça de violão Mood For A Day. Jon Anderson apresenta o seu longo e seguro alcance vocal em perfeita harmonia com Chris Squire, enquanto este vê o seu frenético solo de baixo no tema The Fish em particular evidência. 

Com uma duração total de mais de duas horas, Yessongs é uma longa e intensa viagem ao imaginário sonhador e espiritual dos Yes. E embora a qualidade sonora das gravações não fosse por vezes a melhor, nada impediu o disco de ser entusiasticamente recebido e de manter o grupo nos tops de vendas."

(http://consultoriadorock.com/2014/09/22/grandes-discos-ao-vivo/)



"Discoteca básica, fundamental. Este é realmente uma das maiores e monumentais obras do rock progressivo, no sentido holistico do termo! 

Na realidade, quando saiu em vynil, era um álbum triplo ao vivo, com uma capa de babar desenhada pelo famoso Mr.Roger Dean. 
No formato CD, é um álbum duplo, finíssimo, com as fotos do LP inseridas no booklet do encarte (humpf). 

A formação aqui é a clássica: Rick Wakeman(k), Alan White (dr.),Chris Squire (b,v),Steve Howe(g,v)e Jon Anderson(v). 
Wakeman praticamente mostra tudo que sabe, ora esmirilhando os hammonds e moogs, ora nos pianos e mellotrons. 
Aliás é magnífico seu solo na faixa Six Wives of Henry VIII. 
Alan White está descomunal, detonando na maioria das faixas do disco e mostra porque é o cara das “peles”do Yes! Bill Bruford não deixa por menos e destrói nas faixas Perpetual Change, Long Distance Runaround e The Fish. Howe,Squire e Anderson completam o time com uma precisão exímia. 

Pode-se notar quanto estes caras ensaiaram e tocaram juntos milhares de vezes estas peças.Tudo preciso, e ainda com uma abertura orquestral do Pássaro de Fogo (Strawinsky). 

O disco passa por faixas de vários discos anteriores da banda, com destaques diferenciados para melhor nos arranjos, que nos álbuns de estúdio são em partes diferentes. 

Básicamente a banda mostra o apogeu técnico de sua música complexa e metafísica, sendo uma escola musical pra qualquer músico que queira se inspirar na obra citada ,ficar de queixo caído babando. Depois de ouvir esta bolacha fico sempre me perguntando: Será que realmente as bandas atuais vão chegar ou chegam aos pés de um grupo destes?Fica difícil.... 
Quem não conhece YES, pode ir de cabeça neste..."

(http://www.progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=773)


Discos (triplo) em ótimo estado.
Capa em bom estado (com partes internas soltas e uma rasura na frente - vide foto).
Edição Brasileira 1973.
Saindo por R$ 60


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